Tudo começou em 2000 com a minha ida para a Califórnia para um estágio. As Crónicas foram servindo de diário da aventura. E continuam, mesmo depois de voltar... E de voltar a sair para Inglaterra, Japão, Luxemburgo, França, Finlândia, Holanda, São Tomé, etc...
Cada aventura ou momento que me permito partilhar está aqui nas Crónicas da Califórnia.
quinta-feira, agosto 28, 2008
Portugueses só trabalham em 69% do dia
Portugueses só trabalham em 69% do dia
Por Andreia Félix Coelho
Os portugueses são dos europeus que menos produzem em função das horas de trabalho diário. De acordo com um estudo da Canon sobre produtividade, os portugueses são produtivos em apenas 5,8 das 8,4 horas que, em média, trabalham por dia
De acordo com um estudo encomendado pela Canon sobre produtividade, realizado com mais de cinco mil colaboradores de empresas de 18 países europeus, os portugueses são produtivos em apenas 5,8 das 8,4 horas (69%) que, em média, trabalham por dia.
No topo da produtividade surgem os alemães com uma produtividade média de 6,5 horas de um total de 8,3 horas diárias (78%). Menos produtivos do que os portugueses só os espanhóis com uma produtividade de 5,7 horas de um total de 8,3 horas diárias. A média europeia situa-se nos 74%.
Os portugueses elegem o período após o almoço e o início da manhã como os momentos menos produtivos. 39% dos portugueses revela dificuldades em trabalhar a 100% após o almoço, percentagem próxima dos franceses que assumem a liderança neste capítulo, em que 51% dos entrevistados refere que tem quebra de produtividade quando regressa da refeição.
60% dos portugueses invoca o estado letárgico pós refeição e 19% o tempo que despende na consulta e envio de emails para explicar a sua quebra de produtividade, seguindo aqui a tendência europeia verificada no estudo.
Pior do que após a hora de almoço só mesmo o início da manhã, com os portugueses, à semelhança dos congéneres europeus, a considerá-lo como um momento de menor produtividade. 26% dos portugueses entrevistados responsabiliza o tempo que precisam para se tornarem activos no trabalho e 19% o tempo despendido na consulta e envio de emails.
A par da variação da produtividade ao longo do dia, o inquérito revela também flutuações em função do dia da semana e do mês do ano. Entre, os europeus, a terça-feira é o dia da semana considerado mais produtivo e a sexta-feira o menos produtivo.
Para os portugueses, o dia de terça-feira é também o mais produtivo (18%). O mesmo não acontece com o dia menos produtivo que neste caso é a segunda-feira (36%), o valor mais elevado entre os países europeus.
Julho e Dezembro são, por outro lado, classificados como os menos produtivos pelos colaboradores entrevistados, embora no caso português o mês de Dezembro seja substituído pelo mês de Agosto. Aqui, 50% dos entrevistados europeus refere não ter diferenças de produtividade em função do mês do ano.
O estudo do ICM Research analisou ainda qual a pausa perfeita durante um dia de trabalho que melhor permitiria aos colaboradores melhorar a produtividade. Entre os portugueses, a pausa para conversar com os colegas (16%), exercício físico (15%), café (16%) e sesta (17%) são apontados como as pausas ideias seguindo assim a tendência dos restantes países europeus
Identificados os momentos e os motivos da menor produtividade, os entrevistados foram confrontados com o que os tornaria mais ou menos produtivos. E aqui, se o reconhecimento interno (85%), bónus e outros incentivos (80%) e a flexibilidade de horários (68%) são considerados os melhores meios para melhorar a produtividade entre os colaboradores, as salas de jogo, bar ou almoços mais longos são tidos como inimigos da produtividade.
Tecnologia e Produtividade
O estudo encomendado pela Canon vem igualmente colocar em relevo a relação entre a tecnologia utilizada nas empresas e os índices de produtividade. 61% dos entrevistados admite que a melhoria no domínio das tecnologias de informação iria melhorar a sua produtividade.
O inquérito revela que 46% dos entrevistados refere que melhorias nas impressoras utilizadas teriam impactos positivos na produtividade. Dois em cada três entrevistados consideram que o tempo de espera pelas impressões os torna menos produtivos.
Com 48%, os portugueses são dos europeus que mais afirmam que esta situação tem impacto negativo na sua produtividade. 46% dos entrevistados referem que melhorias nas impressoras utilizadas os tornariam mais produtivos. Esta percentagem atinge em Portugal os 58%, a mais elevada entre os países analisados.
A par das melhorias nas impressoras, o grau de conhecimento e domínio das mesmas é igualmente apontado como um calcanhar de Aquiles e com relação directa com a produtividade nas empresas. Um quarto dos entrevistados refere que não se sente preparado para utilizar a sua impressora do escritório.
É no Reino Unido, Espanha e Portugal que esta percentagem atinge os valores mais altos com cerca de 1/3 dos entrevistados a revelar falta de conhecimento para trabalhar com a impressora do escritório.
in Sol, 28 Agosto 2008 >>
segunda-feira, maio 19, 2008
Waterloo e As Cinco Moscas
Fiquei num hotel algo fora do centro, mas o que me lembra bem é que a cidade tem um sistema de transportes muito bom e em 15 minutos, de Tram, estava na Dam. E era isso que eu fazia quando não tinha que estar a ver as novidades da Shimano. Passava o dia de fato, e mal podia despia o fato de casamento (na altura era o único que tinha e até o rasguei lá, a andar a testar os travões de disco), metia-me no Tram e ia para o centro. Mesmo depois de jantar, e quando os outros se iam deitar e nem que fosse para ver as luzes da cidade em 15 minutos.
Andei ali pela Red Light, entrei num ou outro coffee shop e descobri um restaurante português (que não experimentei, pois para isso teria ficado cá). Mas o melhor da visita foi o dia que os holandeses da Shimano Europa nos levaram a passear de barco pelos canais e a jantar num restaurante que se chamava "As Cinco Moscas" (""d'Vijff Vlieghen" em holandês). Na altura lembro-me que pensei que jamais iria a um restaurante assim, se tivesse que ser eu a pagar a conta (uns anos depois já penso de maneira diferente). E no domingo, antes de ir apanhar o avião, e como era dia livre, consegui sair sem o coleccionador-de-colheres e fui até à feira De Waterloo, uma espécie de fleamarket onde podemos comprar a bicicleta que nos roubaram no dia anterior.
Foram 4 dias cheios de coisas para contar. A minha primeira viagem em trabalho! Em Junho volto, mas desta vez para gozar uns 4 dias de férias com a família. Provavelmente as únicas que poderemos ter este ano.
Alguém tem sugestões a dar, sobre locais a visitar ou ver? Aceitam-se todas…
segunda-feira, abril 28, 2008
O nosso campeonato (país?)
- Será que os 23 pontos que separam o F.C. do Porto do segundo classificado explicam o facto de lhes dar 5-0 no seu próprio terreno, e com uma equipa desfalcada?
- Se o Sporting ganhou ao Benfica 5-3 e na semana seguinte perde com o último classificado, e já despromovido, – U. Leiria - por 4-1, em que divisão devia de estar o Benfica?
- Se o Leixões ganhou em casa do U. Leiria, por 1-3, onde o Sporting perdeu 4-1, não deveria, o primeiro, ter acesso directo à Liga dos Campeões?
- Quantos clubes têm os ordenados em dia? Deve ser mais fácil de contabilizar que os que têm ordenados em atraso…
- Será que isto tudo contribui positivamente para o ambiente que se vive no país?
- E será que podemos comparar o PS com o F.C. Porto, e os restantes clubes com a oposição? Será mérito do Porto (PS) ganhar, ou demérito dos demais?
quarta-feira, março 19, 2008
Virgínia Lopes do Vale
Eu não conheci nenhuma das minhas bisavós. Estava lá longe, no ultramar, quando se foram e já não cheguei a tempo de as ver. O Baltasar provavelmente não vai guardar nenhuma memória daquelas bisavós que conheceu e que já partiram. Resta-lhe uma que ainda é viva e que poderá ter como recordação.
A avó da Cláudia não a conheci até quase casar. Por isso não tenho, dela, as mesmas recordações que a Cláudia terá, obviamente, ou que guardo das minhas avós. Além de que a conheci já bastante idosa, sentada ou com grandes dificuldades de se deslocar. Sei que foi uma mulher lutadora e isso transparecia no modo como não se deixava tomar pelas doenças ou pelos próprios filhos.
Mas o que mais recordo na senhora era o modo como me deixava enrascado quando me dava um grande abraço, um beijo e dizia à neta “Tens um marido muito bonito!” Se me pudesse meter num buraquinho… Claro que tudo isto passou quando nasceu o Baltasar. Porque eu já era um mero bibelô ao pé da beleza de um bisneto com uns olhos iguais ao dos do marido dela!

Partiu em paz com todos e em perfeita harmonia. “Fechou os olhos e adormeceu” e é assim que todos queremos um dia partir deste mundo!
sexta-feira, março 14, 2008
Fechar o Napster foi o pior erro da indústria musical
Pelo menos de acordo com a revista Blender, que elaborou um ranking com os 20 piores erros de todos os tempos das editoras.
O primeiro lugar da lista pertence agora às grandes editoras responsáveis pelo encerramento do Napster, site de download de músicas.
"A campanha das editoras para impedir que as músicas fossem distribuídas gratuitamente na internet foi desastrosa. Hoje mais de 1.000 milhões de músicas são trocadas por mês na internet", analisa a mesma fonte.
Rowe ocupa agora o segundo lugar. O fundador da Motown, Berry Gordy é o terceiro colocado graças à venda da gravadora das Supreme e de Marvin Gaye, por apenas 60 milhões de dólares.
A lista da vergonha inclui ainda a editora Columbia Records, em 10.º lugar, por ter recusado promover a cantora Alicia Keys e o rapper norteamericano 50 cent.
in OJE, Sexta-feira, 14 de Março 2008
quinta-feira, março 13, 2008
Por vezes...
Estou a fazer uma meditação, todos os dias, há 22 dias! 11 minutos por dia… Mas de há dois dias para cá não tem conseguido que eu pare de pensar!
Sábado, fiquei magoado com a atitude de um amigo de há longa data. Esqueceu-se de me telefonar e só se lembrou quando eu lhe mandei um SMS a perguntar onde nos encontrávamos, a que horas e onde. O encontro era 10 minutos depois e ele tinha avisado toda a gente, menos a mim…
Na terça, recebi um telefonema de um ex-chefe que me perguntava se podia enviar o meu Curriculum Vitae para um colega que lhe tinha pedido alguém que, ele achava, se encaixava perfeitamente no meu perfil.
Qual será a maior surpresa? Uma atitude menos boa de quem não esperamos tal comportamento, ou uma boa nova de quem nem esperávamos que se lembrasse de nós? A verdade é que os pensamentos negativos pesam sete vezes mais do que os positivos e a atitude menos correcta dos nossos amigos pesam muito mais no nosso amor-próprio que as boas acções de outrem.
E perguntamos: quem é mais amigo? Aprendemos a perdoar…
Prémio francês
Por Pedro Guerreiro
Os enólogos franceses elegeram o Syrah 2005 da Casa Ermelinda Freitas, de Palmela, como o melhor tinto de 2008. A concurso estavam mais de 3 mil vinhos de 36 países
O vinho foi o grande vencedor do Vinailes Internacionales 2008, que se realizou em Paris. No concurso, mais de 3 mil vinhos são objecto de uma prova cega pelos mais conceituados enólogos franceses.
O Syrah 2005 foi produzido pela Casa Ermelinda Freitas, sediada na aldeia de Fernando Pó, concelho de Palmela.
Nos últimos anos, a adega familiar fundada em 1920 conquistou 18 medalhas de ouro, 21 de prata e 14 de bronze em concursos internacionais.
in Sol, 4a-feira, 12 Março 2008
quarta-feira, março 12, 2008
Alarm Call
Inside me each morning
As I open my eyes
To this world without warning
So easy to fall down
So easy to be crushed
As you fight to stand at all
In this never ending rush
There's no one here who's close enough
To share this sorrow with
Have few answers for myself
Yet alone enough to give
Watch all my faults before me
Like reflections in a glass
They linger on around
And doesn't ever seem to pass
So easy to fall down
So easy to be crushed
As you fight to stand at all
In this never ending rush
My world's an open prison
Where I walk to and fro
Viewed with tunnel vision
'cause there's no place I can go
So easy to fall down
So easy to be crushed
As you fight to stand at all
In this never ending rush
Anne Clark
quarta-feira, março 05, 2008
sexta-feira, fevereiro 22, 2008
Cristina Teresa Seleiro
Tinha passe social e todos os dias ia para a praia de Carcavelos, sozinho! A minha avó dava-me uns trocados e um lanche e lá ia eu! Quando estava mau tempo ia até ao Chiado e gastava os trocados, que tinha amealhado, num disco (comprei U2, Waterboys e outros, antes da Valentim de Carvalho arder).
Não era uma mulher que brincasse comigo, como o meu avô, mas dava-me uma coisa que era muito importante para um miúdo da minha idade. Liberdade! E, durante aqueles 15 dias, eu organizava a minha vida e era autónomo. Foi muito importante para mim, porque aprendi a amealhar o meu dinheiro e a usufruir da minha companhia. Foi a primeira vez que explorei uma cidade sozinho, e depois dessa já o fiz muitas vezes, mas cada vez que percorro as ruas do Chiado e do Bairro Alto, penso naqueles Verões em casa dos meus avós.

Pouco depois do Baltasar nascer, fui, com a Cláudia, mostrar à minha avó o seu novo bisneto. Foi um gesto importante, pois soube esta semana que não conheceu todos os seus bisnetos... Porque, o meu tio mo disse! No enterro dela... O meu Tio Zé, que é Pastor na Igreja Evangélica Baptista e que celebrou a cerimónia fúnebre da minha avó. A igreja da qual era devota. Nunca conheci ninguém mais devoto que ela, mesmo contra todos que a criticavam por não ser católica. Via muito mal, mas em compensação recitava a bíblia de cor. E falava com Deus... Não invejo a sua dedicação à religião, mas a sua capacidade de se manter crente!
Quando me deitei na cama na terça-feira, vi a sua cara a dizer, com o seu sotaque alentejano, "O mê Manézinho!". Uma lágrima percorreu-me a face e disse-lhe adeus! Espero que esteja no seu Céu, ao lado do seu Deus!
segunda-feira, janeiro 28, 2008
Ingleses...
Portugal é uma penchincha
Em 2008, há dez razões para visitar Portugal, diz jornal inglês. Uma delas é o de sermos um país mais barato do que Espanha.
O jornal britânico 'Telegraph' dedica esta semana um artigo ao turismo em Portugal e escolhe dez razões para visitar o nosso país em 2008. O jornalista começa por alertar os viajantes ingleses para esquecerem o cliché das praias solarengas do Algarve e explorarem os "rios e lagos azuis, óptimos para a natação e pesca, os parques naturais, a refrescante mas subdesenvolvida costa Atlântica".
A razão principal para fazer as malas de viagem com destino a Portugal é para o 'Telegraph', o facto de Portugal ser o país mais barato da zona Euro e dá exemplos de preços, comparativamente a Espanha. Por exemplo, uma cerveja Heineken custa uma libra, menos 92 cêntimos do que no país vizinho.
Em segundo lugar no top está a região alentejana, que é fácil de se visitar "de carro e de comboio": o 'Telegraph' destaca a cidade universitária de Évora, bem como Vila Nova de Milfontes, "onde existe um novo resort que dá apoio a famílias inglesas".
A medalha de bronze pertence ao centro do país, mais concretamente ao Geopark Naturtejo da Meseta Meridional, que une os municípios de Castelo Branco, Idanha-a-Nova, Nisa, Oleiros, Proença-a-Nova e Vila Velha de Ródão, popular entre caminheiros e cicloturistas. E também à vila de Monsanto.
Nas restantes posições deste topo-10 ficam, por ordem decrescente, o hotel de cinco estrelas Aquapura, no rio Douro, ou a Pousada de São Vicente, em Braga. O Algarve de luxo também não é esquecido: o jornal destaca o novo Hilton de Vilamoura.
Recomendadas são igualmente as ilhas de Porto Santo e Madeira, destino ideal e barato para jovens ingleses que podem optar por voos 'low cost' provenientes de aeroportos regionais da Grã-Bretanha. E os Açores, para quem aprecia o contacto com o Atlântico.
Os Solares de Portugal e as rotas do vinho do Porto ficam colocados nos últimos dois lugares neste top-10 do 'Telegraph'.
Hugo Franco, in Expresso Online, Segunda-feira, 28 de Jan de 2008
quinta-feira, dezembro 20, 2007
Boas Festas e Feliz Ano Novo
quinta-feira, dezembro 13, 2007
sábado, dezembro 01, 2007
Esperança!!!
Mas escrevo para dar conta das diferenças culturais que nos separam no que toca a gerir pessoas, projectos e emergências. Como qualquer inglês que eu conheço, eles fizeram uma lista das emergências identificáveis, para cada uma identificaram pelo menos um plano de emergência e escreveram isto numa folha de instruções que vem sendo preenchida desde o dia que nos pediram para cá ficar – há cerca de mês e meio. Assim, a semana passada convidaram-nos para jantar e explicaram-nos passo a passo os complexos sistemas de recolha e filtragem da água e funcionamento da piscina. Uma formação intensiva sobre os funcionamentos mais complicados da casa (porque os outros nós sabemos) e o que fazer caso não funcionem. No final destas instruções e num papel onde estão descritos, aparecem os números de telefone deles em Inglaterra, do electricista, da empresa que montou a piscina e do jardineiro.
Há uns anos (2002) li sobre um inquérito (da AD Capita International Search - já agora leia o seu último estudo "Pontualidade em Portugal" - e a Cranfield School of Management) realizado a gestores estrangeiros em Portugal em que estes apontavam aos gestores portugueses algumas falhas, e entre elas a de serem "maus gestores do tempo e pouco organizados" e que "os gestores portugueses preferem trabalhar de uma forma não planeada, sem uma estratégia de médio e longo prazo bem definida" (para além da típica "permanência no local de trabalho durante longas horas, apenas para que essa presença seja notada", mas isso daria um outro artigo inteiro e que mais tarde penso escrever). O mesmo inquérito foi feito a gestores portugueses e estes apontavam como a sua melhor característica o "desenrascanço" ou "um dom quase mágico, que lhes permite ultrapassar as situações mais inesperadas" como se isso justificasse à sua falta de planeamento. Aliás, a maioria dos gestores estrangeiros em Portugal achavam que "a criatividade e a originalidade não são qualidades abundantes na gestão do tecido empresarial português", o que não corrobora essa opinião dos gestores portugueses (se quiserem o estudo eu tenho-o).
A verdade é que a falta de planeamento, ou a excessiva confiança nas qualidades de "desenrascanço" são gritantes na maioria dos gestores portugueses que conheço (eu diria mesmo na quase totalidade, não fosse eu a mostrar ingratidão em relação a um ou outro, que de repente me lembro). Mas a verdade é que esse "dom quase mágico" é próprio da maioria dos portugueses, porém devia ser usado apenas em situações "mais inesperadas" e não na gestão diária de um projecto ou de uma empresa.
Há uns tempos numa entrevista, em que eu estava a ser proposto como gestor técnico da Seara.com, o director da empresa perguntou-me se não achava que "perdia muito tempo a fazer planos de trabalho" (e aí ditou a minha pouca vontade de trabalhar na empresa, para além de outras tiradas que me mostraram como seria um mau gestor de pessoas e, em última análise, de uma empresa). É assim, que os gestores portugueses pensam, pois fazer um plano implica o gasto de algum tempo na fase inicial de um projecto, mas que é compensado a médio a longo prazo. Mas como em Portugal poucas vezes se pensa a mais que a curto prazo, é complicado ver isso. É tudo para ontem, e portanto não se pode "perder" tempo na gestão. E depois, não se sabe quem está a fazer "o quê" e "quando" tem que se entregar "aquilo", o que no final faz com que ninguém tenha a responsabilidade porque todos estavam a fazer o mesmo, que afinal se apercebeu que era nada.
A verdade é que a produção de um plano implica tempo. Tempo para perceber as diferentes tarefas ou passos (WBS – Work Breakdown Structure) que se tem que tomar durante o tempo do projecto, para se atingir pequenos objectivos de modo a se concretizar um grande objectivo final. Como entregar essas tarefas a pessoas e responsabilizá-las (individualmente) dos objectivos a atingir. Assim, em cada momento (com o plano sempre actualizado) é possível saber onde nos estamos a atrasar e sabemos onde nos teremos que dedicar mais para atingir os objectivos. E há responsáveis, porque sabemos sempre quem é que não está a cumprir os objectivos (ou porque foi mal planeado, pelo gestor, ou porque o responsável não está a cumprir com o que lhe foi incumbido). Quando não há um plano estes atrasos detectam-se sempre tarde demais e raramente se consegue recuperar. Por isso, os portugueses raramente chegam a horas. Porque não planeiam... Nem a sua própria vida.
Neste momento estou a deixar um projecto em que tentei planear. Mas foi complicado, porque quando cheguei ao projecto notei que os objectivos estavam mal percebidos, porque o cliente pensava que eram uns e a empresa que estava a implementar o projecto achava que eram outros. O contrato que delineava o projecto era ambíguo e as duas partes tinham entendimentos diferentes de qual era o seu envolvimento no mesmo. Ainda por cima, os conhecimentos técnicos da equipa eram poucos, para aquilo que se desejava apresentar e quem tinha contratado não fazia ideia da quantidade de trabalho envolvida, de ambos os lados. Foram preciso quase 3 meses, muitas reuniões e começar a fazer algo de concreto para que os gestores se apercebessem da complexidade do que se está a fazer e se aperceberem de que um projecto que tinha estimado 4 meses para a sua execução, poderá demorar (eventualmente) 2 anos. E que os recursos envolvidos não chegam... Algo que se podia ter avaliado com um estudo prévio e um plano, algo que acho terá sido o meu maior erro, pois poderia o ter feito quando me envolvi no projecto. O que me teria feito decidir nem sequer me envolver no mesmo... Sim! Porque eu também sou português!
Quando falo aqui nos ingleses é porque foi com eles que aprendi a pensar antes de fazer as coisas (não vi muito isso nos Estados Unidos, e menos ainda no Japão). Pensar nos imprevistos (que apesar do nome, podem ser previstos) e como contorná-los quando aparecem, sem confiar demasiado no "desenrascanço". Aliás, acho que o ideal é planear antes e "desenrascar" quando algo que não está planeado, inesperadamente, acontece. Eu costumo dizer que o Vinho do Porto é obra dessa dualidade, pois nasceu do "desenrascanço" dos portugueses (a adição de água-ardente vínica para se aguentar na viagem para Inglaterra) e viveu e cresceu graças ao planeamento dos ingleses (que compraram as quintas e as empresas de produção e distribuíram o vinho por todo o mundo). E o Vinho do Porto, neste momento corre o risco de se perder devido à falta de visão a longo prazo dos portugueses, que agora começaram a adquirir quintas no Douro e começam a fazer vinho de mesa, porque o retorno do investimento é mais imediato. Mas a verdade é que vinho do Porto, só há um... E no vinho de mesa a competição é maior, e só vai vingar (a longo prazo) o melhor.
Esperemos que aqueles poucos que há pouco pensei, quando disse que a maioria dos gestores portugueses não planeiam, que consigam mostrar aos demais que há outras vias. Mais trabalhosas, no início, é verdade, mas mais duradouras. É a minha esperança...
domingo, novembro 25, 2007
O patrão que não conseguiu viver com o salário do operário
Apesar de se terem restringido ao essencial, o dinheiro acabou a 20 - e Rossi percebeu que, "se o dinheiro acabava para mim, também não dava para eles". Vai daí, deu um aumento geral de €200 aos trabalhadores.
O curioso é que o empresário diz que não quer dar lições de ética a ninguém, recusa qualquer ideia de que seja marxista e, com uma frontalidade desarmante, frisa que o aumento que concedeu é a prova de que é "um grandessíssimo egoísta". E porquê? Porque, como explica liminarmente, se o salário é insuficiente, os funcionários vivem sob stresse psicológico, com a angústia de saber se o dinheiro chega ou não ao fim do mês. Isso leva-os a ficar instáveis do ponto de vista emocional "e, consequentemente, trabalharão mal". Ora, como acrescenta, "quero que eles estejam bem, para aumentar os meus lucros". E diz mesmo que a massa que fabrica, um tipo de macarrão finíssimo muito tradicional em Itália, fica melhor e vende mais se o funcionário trabalha feliz.
Bom, mas já teve retorno deste aumento dos custos salariais? Não, mas Rossi diz que isso não vai demorar a acontecer. Nem que seja por os seus funcionários, com mais dinheiro, comprarem no Natal e Ano Novo mais do macarrão que ele fabrica.
Histórias destas valem mais do que muitos livros de gestão. E são tão verdadeiras em Itália como em Portugal - embora, por cá, não se conheça nenhum émulo do sr. Enzo Rossi.
in Expresso, 19 de Novembro de 2007 por Nicolau Santos
quinta-feira, novembro 22, 2007
Trabalho não produtivo custa 5,5% do PIB português
Os portugueses têm fama de ser pouco pontuais e de todos os dias perderem muito tempo de trabalho que poderia ser aproveitado. O relatório anual da Proudfoot Consulting, consultora especializada em produtividade, revela alguns dados que ajudam a sustentar esta ideia. Anualmente, Portugal perde cerca de 11 mil milhões de dólares (7626 milhões de euros) com horas de trabalho não produtivas no sector privado. São 47 dias de trabalho desperdiçados todo anos e que representam 5,5% do produto interno bruto (PIB) português.
A Proudfoot Consulting, neste sétimo relatório anual, coloca a economia portuguesa como a segunda com maior percentagem de tempo desperdiçado. Ao todo, o trabalho não produtivo em 2005-2006 representou 35,6% do total e apenas foi ultrapassada pela Espanha (45,2%) e pela França (36%).
Para estes especialistas, é possível eliminar trabalho desperdiçado até chegar aos 15% através da melhoria da gestão das empresas. É precisamente este ganho que poderia ajudar a economia nacional a eliminar este peso morto superior a 5% do PIB.
Principais Problemas
■ Deficiências no planeamento e controlo do trabalho ao nível dos dirigentes
■ Chefias intermédias pouco preparadas acabam por comprometer a eficácia
no terreno
■ Fraca motivação dos trabalhadores
Gestores são responsáveis
São vários os factores que explicam este problema, que em Portugal se agravou nos últimos anos. "A principal razão é o deficiente planeamento e controlo ao nível dos dirigentes", afirma Dário Lourenço, vice-presidente da Proudfoot Consulting para Portugal. O responsável adianta que este motivo, por si só, explica quase metade das horas desperdiçadas pelos trabalhadores portugueses todos os anos (40%).
"Outra razão importante, em particular em Portugal, são as chefias intermédias e a dificuldade que têm em levar objectivos locais", acrescenta Dário Lourenço. Um factor que muitas vezes está relacionado com falta de formação das pessoas que ocupam estes cargos muito importantes para o funcionamento das empresas. "Normalmente confunde-se capacidade técnica com capacidade de chefia", lembra Dário Lourenço.
Juntamente, estes dois problemas ao nível organizacional representam quase 80% do tempo perdido pelas empresas. Há depois outros motivos com menos impacto, como é por exemplo a motivação dos trabalhadores.
Os países com menor percentagem de trabalho não produtivo são a África do Sul (27,8%) e os EUA (29,1%). Nos restantes analisados, o indicador fica sempre acima dos 30% e em Espanha passa mesmo os 45%.
por João Silvestre jsilvestre@expresso.pt
in Expresso, 03 de Novembro de 2007
segunda-feira, novembro 19, 2007
O homem-bomba e a pomba armadilhada
Quando ele bebia eu não tinha paciência para o aturar, e quando deixou de beber ficou ainda menos suportável. Mas agora, depois de todo o álcool ter sido exorcizado parece que finalmente o homem começa a acertar com o tino.
Porém, há coisas que ainda me deixam algo confuso, no tema dele que penso gostar – “Encosta-te a mim”. Algumas coisas que ainda devem ser resquícios do seu passado de alcoólico e que devem por vezes trazer ao de cima algumas coisas, que a nós no exterior da sua mente, parecem algo anacrónicas, desconexas ou provenientes de uma dislexia. Se não vejamos:
A primeira parte da letra até é engraçada e gosto do jogo de palavras, de alguém que "Chegado da guerra" e que fez "tudo p´ra sobreviver em nome da terra, no fundo p´ra te merecer" pede "recebe-me bem". Até acho bastante romântico… Gosto do “deixa ser meu o teu quintal”, um piropo engraçado! E até desculpo o "nós já vivemos cem mil anos" que aparece ali meio desamparado e que é desculpado com um "talvez eu esteja a exagerar", mas que como é no início da música, soa a deixa para começar a conversa.
Mas revolta-me quando o homem sai-se com um "recebe esta pomba que não está armadilhada", numa alusão (penso eu) à paz podre que se vive. Ou pior, quando ele diz "vai beijar o homem-bomba", que até faz esquecer o mau "vai desarmar a flor queimada" exactamente anterior, e deita por terra uma música que até aí até estava a correr bem.
Eu não sei se é influência dos ataques às torres gémeas, ao terrorismo em geral ou dedicada ao retorno dos soldados a casa, sei lá, mas parece-me despropositado o "vai beijar o homem-bomba". Aliás porque se ele quer que alguém se encoste a ele não lhe pede para ir "beijar o homem-bomba". Talvez seja um tema dedicado ao stress pós-traumático dos soldados, porque depois diz "quero adormecer", mas… Pena que não o tenha feito – adormecer - antes de escrever a história do homem-bomba e da pomba armadilhada. Fica ali meio deslocado.
Mas pronto! Fiquem com a letra:
"Encosta-te a mim,
nós já vivemos cem mil anos
encosta-te a mim,
talvez eu esteja a exagerar
encosta-te a mim,
dá cabo dos teus desenganos
não queiras ver quem eu não sou,
deixa-me chegar.
Chegado da guerra,
fiz tudo p´ra sobreviver em nome da terra,
no fundo p´ra te merecer
recebe-me bem,
não desencantes os meus passos
faz de mim o teu herói,
não quero adormecer.
Tudo o que eu vi,
estou a partilhar contigo
o que não vivi, hei-de inventar contigo
sei que não sei, às vezes entender o teu olhar
mas quero-te bem, encosta-te a mim.
Encosta-te a mim,
desatinamos tantas vezes
vizinha de mim, deixa ser meu o teu quintal
recebe esta pomba que não está armadilhada
foi comprada, foi roubada, seja como for.
Eu venho do nada porque arrasei o que não quis
em nome da estrada onde só quero ser feliz
enrosca-te a mim, vai desarmar a flor queimada
vai beijar o homem-bomba, quero adormecer.
Tudo o que eu vi,
estou a partilhar contigo o que não vivi,
um dia hei-de inventar contigo
sei que não sei, às vezes entender o teu olhar
mas quero-te bem, encosta-te a mim Encosta-te a mim,
nós já vivemos cem mil anos
encosta-te a mim,
talvez eu esteja a exagerar
encosta-te a mim,
dá cabo dos teus desenganos
não queiras ver quem eu não sou,
deixa-me chegar.
Chegado da guerra,
fiz tudo p´ra sobreviver em nome da terra,
no fundo p´ra te merecer
recebe-me bem,
não desencantes os meus passos
faz de mim o teu herói,
não quero adormecer.
Tudo o que eu vi,
estou a partilhar contigo
o que não vivi, hei-de inventar contigo
sei que não sei, às vezes entender o teu olhar
mas quero-te bem, encosta-te a mim.
Encosta-te a mim,
desatinamos tantas vezes
vizinha de mim, deixa ser meu o teu quintal
recebe esta pomba que não está armadilhada
foi comprada, foi roubada, seja como for.
Eu venho do nada porque arrasei o que não quis
em nome da estrada onde só quero ser feliz
enrosca-te a mim, vai desarmar a flor queimada
vai beijar o homem-bomba, quero adormecer.
Tudo o que eu vi,
estou a partilhar contigo o que não vivi,
um dia hei-de inventar contigo
sei que não sei, às vezes entender o teu olhar
mas quero-te bem, encosta-te a mim"
Jorge Palma
terça-feira, novembro 13, 2007
Aulas de Yoga... N'O Jardim de Lótus
As coisas têm começado devagarinho e bem, mas espero ter tempo para mexer mais com as pessoas. Não são muitas, porque a hora é para madrugadores (uma espécie rara em Portugal) mas a audiência anda sempre à volta dos 5 alunos (com 7 inscritos).
Apareçam para experimentar. Prometo que saem com mais vontade de enfrentar a vida, logo pela manhã.
segunda-feira, novembro 12, 2007
O Segredo
Há cerca de um ano segui o conselho de uns amigos, uns mais próximos outros mais empreendedores. Segui porque acreditei ser capaz de fazer as coisas mudar. Acreditei em mim e acreditei que aqueles que me podiam ajudar, o fariam.
Um ano depois sinto que falhei. Mesmo com a ajuda de muitos e com toda a minha energia, não fui capaz de mudar alguns. Não fui capaz de fazer a mudança e sinto que foi um ano de esforço infrutuoso. Depois deste último ano, a única que me resta esperar é retirar desta lição algo que possa usar no futuro.
Ninguém tem culpa. Eu não tenho culpa, tu não tens culpa, ele não tem culpa… A verdade é que as coisas tinham que suceder assim, porque este não é o caminho, neste momento. Há que continuar… Mas agora quem tem que mudar sou eu! Mais uma vez…
O caminho é para a frente!
segunda-feira, novembro 05, 2007
Mini Size Me
Não sei se se lembram, mas há uns meses andei a fazer um programa de yoga que incluía uma dieta de crus (crudivorista) e perdi uns 7 Kgs sem esforço, em 40 dias. Consistia num programa que incluía uma série de exercícios de yoga e uma meditação diária, e uma alimentação baseada apenas em legumes não cozinhados, ou apenas aquecidos até aos 38 graus centígrados (a temperatura do nosso corpo).
A verdade é que esse programa, embora muito complicado de completar e muito difícil de suportar em algumas fases, provou que a alimentação que fazemos não é a melhor. Ao fim de 40 dias tinha muito mais energia e uns quilos a menos. E quando acabou, e voltei à dieta normal (infelizmente pouco, do que aprendi então, incorporei na minha dieta diária) e estou com o mesmo peso que tinha antes de começar, com menos energia e dinâmica. Mas é complicado fazer o programa na sua totalidade quando se leva uma vida normal… E se come fora algumas vezes!
Mas a professora de yoga que nos (éramos 5 em Aveiro a fazer o programa, mas algumas dezenas no mundo inteiro) levou a percorrer esse caminho foi a Siri Datta. Não percam a vinda dela a Portugal… Vejam a informação no post anterior!
Siri Datta em Lisboa, Pinhal Novo e Aveiro
Siri Datta

Dissolvendo relacionamentos passados!
Iremos revitalizar-nos, tomando nas nossas mãos o poder e a força para dissolver velhos vínculos e amarras que nos mantêm ligados a contratos antigos, e que mantêm emaranhados energéticos, sejam eles verbais ou não verbais, conscientes ou inconscientes. Fortaleceremos o nosso “coração” e a nossa capacidade de amar, limpando a nossa aura das “cicatrizes” que restaram de relações terminadas, para seguir em frente numa nova vida.
Lisboa Quarta-Feira, 14 Nov 20:00h - 22:00h
Pinhal Novo Quinta-Feira, 15 Nov 20:00h - 22:00h
Aveiro Domingo, 18 Nov 10:30h - 12:30h
Tornemo-nos fortes como aço!!
Iremos trabalhar a confiança, a auto-estima, a força de vontade para dar novos passos em direcção ao que queremos, e assim fortalecer a capacidade de mantermos os compromissos assumidos.
Lisboa Terça-Feira, 13 Nov 18:00h - 20:00h
Lisboa Quinta-Feira, 15 Nov 10:00h - 12:00h
Aveiro Sexta-Feira, 16 Nov 19:30h - 21:30h
Libertando o passado!
Faremos uma limpeza energética de eventos passados dolorosos, traumas, mentiras antigas que já não servem, culpas que pesam… para seguirmos mais leves e firmes em direcção aos nossos objectivos.
Lisboa Terça-Feira, 13 Nov 20:00h - 22:00h
Aveiro Sábado, 17 Nov 10:30h - 12:30h
"Fat Free Yoga"
Kriyas para ajudar a perder peso físico e emocional, tornarmo-nos ainda mais bonit@s de dentro para fora, expandir a nossa aura melhorando a imagem que transmitimos de nós próprios.
Lisboa Quarta-Feira, 14 Nov 18:00h - 20:00h
Lisboa Quinta-Feira, 15 Nov 14:00h - 16:00h
Aveiro Sábado, 17 Nov 17:00h - 19:00h
Jantar convívio (Crudívero)
Siri Datta irá explicar um pouco dos fundamentos do seu novo trabalho que é o "Mini Size Me" e dará a experimentar uma série de delícias desta abordagem diferente de alimentação.
Aveiro Sábado, 17 Nov 20:00h
Mais informações >>
quarta-feira, outubro 31, 2007
Noite de Halloween...

Ainda influenciado pela cultura do outro lado do mundo...
Depois os amigos começaram a dispersar e ainda se tentou fazer algo do género no ano seguinte, mas sem grandes resultados.
Mas ainda aparecemos nas notícias e tivemos mais tempo que o Benfica. Vejam em http://ruigo.net/biscoitos/hbb/films/tvi.mpg
sexta-feira, outubro 26, 2007
Tirana
Estávamos sentados no chão a ver, ou ouvir, qualquer coisa, ou alguém [há partes do sonho muito nebulosas] com um grupo de pessoas algo numeroso. De repente apareceram, vindos de uma escada que vinha do piso inferior, um grupo de miúdos, que aparentavam não serem portugueses, e sentaram-se por ali para assistir ao mesmo que nós assistíamos. Todos vestiam fato de treino, como se praticassem alguma espécie de desporto.
Perto de mim sentou-se um rapazito loiro, gordito e baixito. Parecido com o Pi do Verão azul, mas loiro. O engraçado é que falava português e respondeu-me que era de Tirana, quando lhe perguntei a origem. Ao que lhe respondi:
- "Tirana na Albânia"
- "Não" – respondeu ele, mas sem me dizer a que Tirana se referia. E riu-se!
- "Então? Tirana onde? Na Macedónia?" - disse eu com ar de gozo.
- "Não" – respondeu ele novamente – "Claro que é na Albânia!".
- "Ok! Eu estive na Croácia há uns anos" – disse eu, dando um daqueles típicos 'foras' de quem tem a mania que conhece.
E a conversa ficou por ali.
Perto de mim também se sentou uma rapariga, mas não falava nenhuma língua que eu entendesse. Mas que se ria quando o rapaz se ria.
quinta-feira, outubro 25, 2007
Desabafo 963241
Mas não vou vos chatear com isto… Vou dormir!!!!
quinta-feira, outubro 18, 2007
Muitos dias, muitas horas a...

A esta hora devia de estar a acabar a aguardente e estávamos a combinar ir para o Indústria. Acho que tocava o Mr. Gorgeous (and Miss Curvaceous) dos Smoke City ou o Girls & Boys dos Blur... Mas estavam todos felizes!
Parece que foi ontem, mas como diziam os nossos amigos:
"A pomba e a gazela
Não há como ela,
A Cláudia entregou-se
E o Loló casou-se."
segunda-feira, outubro 15, 2007
Do What You Love: Time is Too Short to do Anything Else...

Steve Jobs, CEO of Apple Computer and Pixar Animation Studios, delivered a truly inspirational commencement address to some 5,000 Stanford University graduates. Without further adieu, his message:
"I am honored to be with you today at your commencement from one of the finest universities in the world. I never graduated from college. Truth be told, this is the closest I've ever gotten to a college graduation. Today I want to tell you three stories from my life. That's it. No big deal. Just three stories.
The First Story is About Connecting the Dots.
I dropped out of Reed College after the first 6 months, but then stayed around as a drop-in for another 18 months or so before I really quit. So why did I drop out?
It started before I was born. My biological mother was a young, unwed college graduate student, and she decided to put me up for adoption. She felt very strongly that I should be adopted by college graduates, so everything was all set for me to be adopted at birth by a lawyer and his wife.
Except that when I popped out they decided at the last minute that they really wanted a girl. So my parents, who were on a waiting list, got a call in the middle of the night asking: 'We have an unexpected baby boy; do you want him?' They said: 'Of course.' My biological mother later found out that my mother had never graduated from college and that my father had never graduated from high school. She refused to sign the final adoption papers. She only relented a few months later when my parents promised that I would someday go to college.
And 17 years later I did go to college. But I naively chose a college that was almost as expensive as Stanford, and all of my working-class parents' savings were being spent on my college tuition.
After six months, I couldn't see the value in it. I had no idea what I wanted to do with my life and no idea how college was going to help me figure it out. And here I was spending all of the money my parents had saved their entire life. So I decided to drop out and trust that it would all work out OK. It was pretty scary at the time, but looking back it was one of the best decisions I ever made. The minute I dropped out I could stop taking the required classes that didn't interest me, and begin dropping in on the ones that looked interesting.
It wasn't all romantic. I didn't have a dorm room, so I slept on the floor in friends' rooms, I returned coke bottles for the 5¢ deposits to buy food with, and I would walk the 7 miles across town every Sunday night to get one good meal a week at the Hare Krishna temple. I loved it. And much of what I stumbled into by following my curiosity and intuition turned out to be priceless later on. Let me give you one example:
Reed College at that time offered perhaps the best calligraphy instruction in the country. Throughout the campus every poster, every label on every drawer, was beautifully hand calligraphed.
Because I had dropped out and didn't have to take the normal classes, I decided to take a calligraphy class to learn how to do this. I learned about serif and san serif typefaces, about varying the amount of space between different letter combinations, about what makes great typography great. It was beautiful, historical, artistically subtle in a way that science can't capture, and I found it fascinating.
None of this had even a hope of any practical application in my life. But ten years later, when we were designing the first Macintosh computer, it all came back to me. And we designed it all into the Mac. It was the first computer with beautiful typography. If I had never dropped in on that single course in college, the Mac would have never had multiple typefaces or proportionally spaced fonts. And since Windows just copied the Mac, it's likely that no personal computer would have them.
If I had never dropped out, I would have never dropped in on this calligraphy class, and personal computers might not have the wonderful typography that they do. Of course it was impossible to connect the dots looking forward when I was in college. But it was very, very clear looking backwards ten years later.
Again, you can't connect the dots looking forward; you can only connect them looking backwards. So you have to trust that the dots will somehow connect in your future. You have to trust in something--your gut, destiny, life, karma, whatever. This approach has never let me down, and it has made all the difference in my life.
My Second Story is About Love and Loss.
I was lucky--I found what I loved to do early in life. Woz and I started Apple in my parents' garage when I was 20. We worked hard, and in 10 years Apple had grown from just the two of us in a garage into a $2 billion company with over 4000 employees. We had just released our finest creation--the Macintosh--a year earlier, and I had just turned 30.
And then I got fired.
How can you get fired from a company you started? Well, as Apple grew we hired someone who I thought was very talented to run the company with me, and for the first year or so things went well. But then our visions of the future began to diverge and eventually we had a falling out. When we did, our Board of Directors sided with him. So at 30 I was out. And very publicly out. What had been the focus of my entire adult life was gone, and it was devastating.
I really didn't know what to do for a few months. I felt that I had let the previous generation of entrepreneurs down--that I had dropped the baton as it was being passed to me.
I met with David Packard and Bob Noyce and tried to apologize for screwing up so badly. I was a very public failure, and I even thought about running away from the valley. But something slowly began to dawn on me--I still loved what I did. The turn of events at Apple had not changed that one bit. I had been rejected, but I was still in love. And so I decided to start over.
Fired From Apple
I didn't see it then, but it turned out that getting fired from Apple was the best thing that could have ever happened to me. The heaviness of being successful was replaced by the lightness of being a beginner again, less sure about everything. It freed me to enter one of the most creative periods of my life.
During the next five years, I started a company named NeXT, another company named Pixar, and fell in love with an amazing woman who would become my wife. Pixar went on to create the world's first computer animated feature film, Toy Story, and is now the most successful animation studio in the world. In a remarkable turn of events, Apple bought NeXT, I returned to Apple, and the technology we developed at NeXT is at the heart of Apple's current renaissance. And Laurene and I have a wonderful family together.
I'm pretty sure none of this would have happened if I hadn't been fired from Apple. It was awful-tasting medicine, but I guess the patient needed it.
Sometimes life hits you in the head with a brick. Don't lose faith. I'm convinced that the only thing that kept me going was that I loved what I did. You've got to find what you love. And that is as true for your work as it is for your lovers.
Your work is going to fill a large part of your life, and the only way to be truly satisfied is to do what you believe is great work. And the only way to do great work is to love what you do. If you haven't found it yet, keep looking. Don't settle. As with all matters of the heart, you'll know when you find it. And, like any great relationship, it just gets better and better as the years roll on. So keep looking until you find it. Don't settle.
My Third Story is About Death.
When I was 17, I read a quote that went something like: 'If you live each day as if it was your last, someday you'll most certainly be right.'
It made an impression on me, and since then, for the past 33 years, I have looked in the mirror every morning and asked myself: 'If today were the last day of my life, would I want to do what I am about to do today?' And whenever the answer has been 'No' for too many days in a row, I know I need to change something.
Remembering that I'll be dead soon is the most important tool I've ever encountered to help me make the big choices in life. Because almost everything--all external expectations, all pride, all fear of embarrassment or failure--these things just fall away in the face of death, leaving only what is truly important. Remembering that you are going to die is the best way I know to avoid the trap of thinking you have something to lose. You are already naked. There is no reason not to follow your heart.
Diagnosed With Cancer
About a year ago I was diagnosed with cancer.
I had a scan at 7:30 in the morning, and it clearly showed a tumor on my pancreas. I didn't even know what a pancreas was. The doctors told me this was almost certainly a type of cancer that is incurable, and that I should expect to live no longer than three to six months.
My doctor advised me to go home and get my affairs in order, which is doctor's code for prepare to die. It means to try to tell your kids everything you thought you'd have the next 10 years to tell them in just a few months. It means to make sure everything is buttoned up so that it will be as easy as possible for your family. It means to say your goodbyes.
I lived with that diagnosis all day. Later that evening I had a biopsy, where they stuck an endoscope down my throat, through my stomach and into my intestines, put a needle into my pancreas and got a few cells from the tumor. I was sedated, but my wife, who was there, told me that when they viewed the cells under a microscope the doctors started crying because it turned out to be a very rare form of pancreatic cancer that is curable with surgery.
I had the surgery and I'm fine now.
This was the closest I've been to facing death, and I hope it's the closest I get for a few more decades. Having lived through it, I can now say this to you with a bit more certainty than when death was a useful but purely intellectual concept:
No one wants to die. Even people who want to go to heaven don't want to die to get there. And yet death is the destination we all share. No one has ever escaped it.
And that is as it should be, because Death is very likely the single best invention of Life. It is Life's change agent. It clears out the old to make way for the new. Right now the new is you, but someday not too long from now, you will gradually become the old and be cleared away. Sorry to be so dramatic, but it is quite true.
Your time is limited, so don't waste it living someone else's life. Don't be trapped by dogma--which is living with the results of other people's thinking. Don't let the noise of other's opinions drown out your own inner voice. And most important, have the courage to follow your heart and intuition. They somehow already know what you truly want to become. Everything else is secondary.
When I was young, there was an amazing publication called The Whole Earth Catalog, which was one of the bibles of my generation. It was created by a fellow named Stewart Brand not far from here in Menlo Park, and he brought it to life with his poetic touch.
This was in the late 1960s, before personal computers and desktop publishing, so it was all made with typewriters, scissors, and Polaroid cameras. It was sort of like Google in paperback form, 35 years before Google came along: it was idealistic, and overflowing with neat tools and great notions.
Stewart and his team put out several issues of The Whole Earth Catalog, and then when it had run its course, they put out a final issue.
It was the mid-1970s, and I was your age. On the back cover of their final issue was a photograph of an early morning country road, the kind you might find yourself hitchhiking on if you were so adventurous. Beneath it were the words: 'Stay Hungry. Stay Foolish.' It was their farewell message as they signed off. Stay Hungry. Stay Foolish. And I have always wished that for myself. And now, as you graduate to begin anew, I wish that for you.
Stay Hungry. Stay Foolish.
Thank you all very much."
Se quiserem ver e ouvir, "é muito mais inspirador" (Obrigado João):
domingo, outubro 14, 2007
A minha vida dava um filme do Sergio Leone

Nos anos de um amigo, que fazia mais que 39 e menos que 41 anos, e que em tempos teve a mania que queria ter bigode (andou inclusivamente a ter consultas com o MEC/Dr. Pastilhas). Fomos todos de bigode...
quinta-feira, outubro 11, 2007
Pensamento...
segunda-feira, outubro 08, 2007
A minha vida dava um filme do Nanni Moretti - No Coliseu
quarta-feira, outubro 03, 2007
segunda-feira, outubro 01, 2007
(Ex)Citação XXVIII
"O que mais te surpreende na Humanidade?"
E ele respondeu:
"Os homens... Porque perdem a saúde para juntar dinheiro, depois perdem dinheiro para recuperar a saúde.
E por pensarem ansiosamente no futuro, esquecem do presente de tal forma que acabam por não viver nem o presente nem o futuro. E vivem como se nunca fossem morrer... ...e morrem como se nunca tivessem vivido."
sexta-feira, setembro 28, 2007
Prós e Contras!!!
O programa versava as "Vidas electrónicas - A inovação e criatividade das redes ao serviço das empresas" e como convidados principais tinha o Prof. Borges Gouveia da Universidade de Aveiro, o Diogo Vasconcelos da Cisco, Eng. Paulo Nordeste da PT Inovação e o Dr. Carlos Zorrinho coordenador nacional do Plano Tecnológico. Depois haviam vários outros convidados espalhados pelo público representando a Universidade de Aveiro e a de Coimbra, a Microsoft, o parque BioCant, a autarquia local e diversas empresas de base tecnológica de Braga e Lisboa.
Aparentemente Aveiro até que parece bem representada, com 50% do painel principal e ainda com uma delegação de imensos professores da Universidade e ainda representantes do programa Aveiro Digital. Porém, se virmos nenhum (excepto o Prof. Pedro Almeida que foi falar do "Second Life") teria menos que 40 anos, e de todos os que falaram nenhum teria menos de 50 anos. O Prof. Assunção que falou em nome da Universidade de Aveiro perdeu-se nos seus próprios pensamentos sem conseguir sequer dar a imagem de dinamismo que a Universidade tem. O vice-reitor da Universidade de Coimbra conseguiu "vender" muito melhor o seu produto, mesmo podendo ser claramente inferior em termos de inovação (que penso ser).
O Prof. Borges Gouveia foi mostrar galhardetes e falar do que faziam, há 30 anos, ele e o seu amigo Dr. José Salcedo – Multiwave. Este último esteve muito mais à altura da inovação que se pretendia no programa, mostrando uma atitude muito mais empreendedora, muito mais crítica e aliás bem fundamentado e coerente. Porque o primeiro apenas falou do passado e debitou nomes de pessoas, por hipótese ligada à inovação em Portugal, como se de amigos do peito se tratassem.
Depois o Eng. Paulo Nordeste, que foi mostrar uma placa que vai revolucionar as comunicações em Portugal e que permite ligar a 100 Mb, 32 pessoas… Bem! Eu não percebi se eram 100Mb por pessoa, ou a dividir pelos 32. Mas se era esta última hipótese, dava cerca de 3Mbs a cada uma... Isso é um bocado "século XX" não? Hello!!! Estamos em 2007! Além disso, claramente a Fátima Campos Ferreira – a apresentadora – não lhe achou muita piada porque ela deu-lhe apenas duas, ou três vezes, a palavra. Uma no início para ele se apresentar, uma a meio para mostrar as placas e no fim para ele se "enterrar". Se a PT Inovação foi eleita a empresa do ano em Portugal (pela revista Exame) imaginem como está a inovação neste país.
Claramente Aveiro não ficou bem na fotografia, ao contrário de Coimbra e Braga. Mesmo a Maia e Lisboa mostraram melhor. Braga mostrou que tem uma dinâmica empresarial na área da inovação bastante boa, sendo mesmo chamada de uma espécie Silicon Valley. Coimbra mostrou que mexe e que cria empresas inovadoras, embora as que lá se fizeram representar fossem de áreas ligadas à biotecnologia e saúde (embora congelar seja uma ciência já conhecida há muitos anos e pouco tem de inovador "congelar as células estaminais presentes no sangue do cordão umbilical de um recém nascido" e um negócio que se aproveita dos medos e da ignorância das pessoas, para além de ser pouco ético, não tem grande futuro).
Eu penso que as oportunidades não se ganham. As oportunidades criam-se. Aproveitam-se ou perdem-se! E Aveiro não anda a aproveitar as oportunidades que lhe dão! Anda a perder... Exemplos de quem soube aproveitar a oportunidade foi a da Universidade de Coimbra, o parque tecnológico BioCant, a MobiComp, a ISA, o Diogo Vasconcelos (o melhor orador, sem dúvida) - em termos próprios e para a Cisco - e o Carlos Zorrinho, para o governo.
Cooperação, Qualificação, Banda Larga (a preço estreito) e Atitude foram as palavras chave que serviram de conclusão ao debate. Em primeiro lugar, aqui, falta mesmo muita atitude (vejo isso todos os dias) e, em segundo, não há ainda muita colaboração (onde estava a Inova Ria?).
Se quiserem podem ver a 1ª Parte, 2ª Parte e a 3ª Parte.
P.S.: Caricata a cena, antes de começar o programa, quando a Fátima Campos Ferreira revia o nome e a presença dos convidados, quando chama pelo Eng. Rui Cordeiro, representante da Critical Software, e alguém responde por ele, dizendo que ele não estaria. Ele realmente não estava naquela mesa, mas estava sentado na mesa ao lado da minha, numa lateral, com medo de falar ou já sabendo que não iria falar (porque ninguém da Critical acabou por falar no programa).
sábado, setembro 08, 2007
Deprê, parte 456
Porque será que estamos cá na terra? Fizemos, ou não fizemos, algo noutra vida que nos tenha obrigado a voltar cá para o corrigir, ou fazer?
Qual é o objectivo disto tudo? Estamos aqui para ser felizes ou para ganhar dinheiro? Para partilhar momentos ou para os vivermos sozinhos? Para ficarmos onde estamos ou para sairmos e procurarmos algo mais? Para aprendermos ou para pura e simplesmente deixarmos fluir? Afinal de contas o fim é igual para todos!
Acho que todos nos perguntamos isto. Mas penso muitas vezes que, se tudo na vida serve de aprendizagem e todos os momentos porque passamos são para nos prepararmos para algo, porque é que eu fui para os Estados Unidos trabalhar? Porque estive no Japão? O que me aconteceu em Inglaterra tem algum significado para mim. Mas o Japão? De que me serviu? Talvez o futuro me fará ver que houve alguma razão… Talvez não!
A verdade é que não encontro nenhuma razão para muita coisa que fiz ou faço. Mas deixarei de as fazer por causa disso? Começo a ficar farto de muita coisa. Começo a ter pouca paciência… Acho que é da idade!
Eu sei que vocês todos se devem questionar como eu. Mas quando encontrarem uma boa resposta, podem partilhá-la comigo? Eu prometo que porei aqui quando encontrar alguma… (Se calhar por isso é que não tenho escrito nada!)
Vou dormir. A ver se estou mais bem disposto para "ver" o Escócia-Portugal amanhã… Em Rugby claro, porque em futebol valha-nos a Santa Qualquer-Coisa.
sexta-feira, julho 27, 2007
http://www.hostmonster.com/
- 300GB de disco
- 3 Tera bytes de trafwgo mensal
- Domínios ilimitados
- Fantástico disponivel com Moodle, Joomla, etc...
Por 6 USD / mês!
Já nao há desculpa para nao termos a nossa homepage na Internet :-)
http://www.hostmonster.com/
quinta-feira, julho 26, 2007
(Ex)Citação XXVII
"Leap and the net will appear."
Ditado Zen
(Ex)Citação XXVI
"The best way to predict your future is to create it."
Peter Drucker
(Ex)Citação XXV
"Almost everything comes from almost nothing."
Henri-Frédéric Amiel
segunda-feira, julho 02, 2007
sexta-feira, junho 29, 2007
I don't want to be nice

Here he comes now....
The fast fingers, the expert eyes
And the same old 'how'd you do'
Disgust is just his dumb disguise
He wants a word with you
His problems are the end
His mouth needs exercise
The last thing I need is another friend
I don't want to be nice
I don't want to be nice
I think it's clever to swear
Better seek some sound advice
Better look elsewhere
Your face is an obvious case
You shouldn't put it about
This is neither the time nor place
To sort these matters out
What you see is what you get
You only live twice
A friend in need is a friend in debt
I don't want to be nice
No we never met before
I'm very happy to say
Far from perfect strangers
I'd like to keep it that way
I'm not your psychoanalyst
I'd rather talk to mice
You're so easy to resist
I don't want to be nice
I don't want to be nice
I think it's clever to swear
Better seek some sound advice
Better look elsewhere
Your face is an obvious case
You shouldn't put it about
This is neither the time nor place
To sort these matters out
What you see is what you get
You only live twice
A friend in need is a friend in dept
I don't want to be nice
terça-feira, junho 26, 2007
Sonhos de África
Viajava com um grupo de pessoas, amigos eventualmente, onde se incluía a Cláudia e o Baltasar. Ele ainda era pequeno, mas penso que já andava. Viajávamos em dois ou três jipes, ao longo da costa oeste de África, de Sul para Norte. Teríamos eventualmente ido de barco até algures na Mauritânia e subíamos até Marrocos, o nosso destino final, antes de voltarmos à península Ibérica.
A cena passa-se algures na Argélia, muito próximo da fronteira com Marrocos. No sul da Argélia, depois de nos termos perdido na nossa rota e falharmos a fronteira com Marrocos, encontrámos uma pequena cidade argelina. Lembro-me claramente das cores castanhas das casas e as ruas estreitas, que suponho são típicas naquele região do mundo, uma vez que nunca lá estive.
Obviamente houve algum burburinho à chegada destes ocidentais de jipe. Era fim de tarde e cheirava a deserto. Nós estávamos cansados e imundos, depois de alguns dias no deserto. E procurámos um sítio onde pernoitar ou indicações para chegar a outro local (não sei bem), mas éramos rodeados pela população local que nos queria vender algo e que não nos deixava avançar na nossa procura. Queríamos sair dali mas cada vez aglomerava-se mais gente à nossa volta, tornando a tarefa cada vez mais difícil. Lembro-me claramente de tentar salvaguardar a Cláudia, que trazia o Baltasar ao colo, da horda de locais. Mas com a confusão separámo-nos…
Até que a dada altura, quando tentava fugir da população e re-encontrar o resto dos companheiros de viagem, com quem estavam a Cláudia e o Baltasar, apareceram um grupo de negros, uns quatro ou cinco, altos e magros, mas robustos. Não eram locais, pois os locais não eram tão negros e tão altos. E a roupa era mesmo diferente.
Durante uns metros seguiram-me, acelerando o passo e intimidando-me. Até que me dirigiram a palavra, em francês (sim, lembro-me!) e disseram ser Senegaleses (quer acreditem quer não, eu achava que o Senegal era bem mais a sul e nem imaginava que fazia fronteira com a Mauritânia, mas a verdade é que ambos os nomes dos países estavam no meu sonho).
Parei e ameaçaram-me. Não tinham armas, mas um deles avançou na minha direcção com a intenção de me bater. Agarrou-me nos colarinhos e perguntou-me se eu estava a candidatar-me a presidente e se estava ali para fazer campanha eleitoral. Os outros ficaram atrás a ver, mas nenhum deles tinha mesmo intenção de fazer mal, mas apenas intimidar a mando do presidente da câmara municipal local (segundo eles me disseram).
E não me lembro de mais nada, pois acho que a seguir acordei com o Baltasar. Mas fiquei com estas imagens vivas na minha cabeça. E o mais impressionante é que me lembro das casas, do cheiro, da poeira do deserto, das cores do pôr-do-sol, de ser na Argélia, de ter viajado para a Mauritânia e de os tipos serem Senegaleses e de falarem francês. Como se realmente lá tivesse estado…
sexta-feira, junho 01, 2007
Aniversário
Há um ano estava um calor insuportável. O dia começou muito cedo, com a ida da Cláudia para o Hospital. Eu passei o dia a telefonar para o bloco de partos e a instalar um gravador de DVDs no PC.
Mais ou menos a esta hora fui comer uma francesinha ao Alicarius, aqui em Aveiro, com dois amigos - o Baltazar e o Fonseca. Comi muito à pressa, porque no último telefonema disseram-me, do bloco de partos, que lá estivesse por volta das 21:30 porque a Cláudia ia para o Bloco Operatório e podia estar um bocado com ela.
Desci no elevador com ela. Ela tinha contracções e quase não me ligava. Eu, nervoso, tentei ler um livro no corredor, que não tinha cadeiras para me sentar.
De repente, um enfermeiro, chamou-me para o bloco e... Lá estava ele! O Baltasar a chorar! Todo enrugado e vermelho! Vivo...
Foi há um ano, às 22:21! No dia Internacional da Criança... Que melhor prenda queríamos todos?
quinta-feira, maio 17, 2007
Construções na Areia
Na altura a praia de Esmoriz ainda existia com bastante areia, o que me permitia ir experimentando algumas construções que a imaginação, de um miúdo de 12 anos, permitia. Idealizei uma cena tranquila com um pontão de madeira, um barco a remos e um mar calmo. E ia fazendo aquela construção de um lugar idílico, treinando para o grande dia do concurso.
Eu não queria ganhar! Queria apenas o segundo, ou terceiro prémio, que me dava direito a uma série de livros dos Cinco, os Sete e afins, escritos pela Enid Blyton. O primeiro prémio era uma bicicleta e como não sabia andar (que irónico, né?) não o desejava. Além disso os livros faziam-me mais felizes... Faziam-me sonhar!
Um dia estava eu a construir os meus sonhos em areia e o meu irmão destruiu todo o trabalho a que eu tinha dedicado o meu carinho. É triste quando aqueles que nos são próximo são os primeiros a destruir os nossos sonhos, mesmo que construídos em areia, numa praia que já não existe.
Ah! E ganhei a bicicleta... O que também me deixou um bocado triste! Mas aprendi uma coisa: que quando desejamos muito algo, podemos ganhar mais ainda.
Toca e foge...
Quando era miúdo saia muito cedo de casa. Entrava às 8:30 ou 9:00 da manhã e por isso saía por volta das 7:30, para apanhar a camioneta que me à escola. A minha mãe dava-me 5 escudos (0,025€) para o bilhete. Como o bilhete custava 4 escudos (0,02€) eu gastava o outro escudo em rebuçados e cromos para a minha caderneta de futebolistas ou personagens de desenho animado (da RTP, a única emissora na altura).
Quando saia no fim das aulas, vinha a pé para casa da minha avó. Vinha pelos campos e pelos caminhos que de manhã percorria de camioneta. A comer os rebuçados e a tocar às campainhas das casas por onde passava. Tocava e corria, fugindo com os meus amigos, dos donos das casas, que muitas vezes nos insultava.
Quando comecei a crescer comecei a deixar de tocar às campainhas! E de fugir...
quinta-feira, maio 10, 2007
Será que leram o meu blog?
- "Hello? Is this Mister Rui Gonçalves?"
- "Ye... Yes!!" - gaguejei surpreso.
E a conversa continuou para o normal assunto se eu não estaria interessado em trabalhar em Inglaterra e blah, blah, blah!
Eu pergunto-me se terão visto o meu último post?
segunda-feira, maio 07, 2007
Porra pá!
Eu sei que trabalhamos para viver, ao contrário dos americanos que vivem para trabalhar, mas esta falta de vontade (que é o que parece, por vezes) dos portugueses em querer pôr este país no mapa entristece-me e deixa-me sem vontade de continuar. Eu sei que não estou aqui para lutar sozinho contra uma cultura, mas apetecia-me lutar por alguma coisa (não contra) e não consigo.
O melhor é ir apanhar um pouco de sol para me lembrar porque é que ainda estou aqui!
quinta-feira, abril 26, 2007
Mário Mora
Diz um amigo de Mora:
- Está cá o Mora?
- Está. Está cá o Mora.
- Então agora o Mora mora em Mora?
- Mora, mora.
quinta-feira, março 15, 2007
J. Rentes de Carvalho
Há uns meses que ando para escrever isto (como muito mais coisas)! Mas há sempre alguma coisa que se intromete e acabo por protelar a escrita.Em Dezembro, no dia 12, escrevi aqui, num acto de inconformismo, sobre uma pessoa que não conhecia. Engraçado que uns dias depois, J. Rentes de Carvalho, sabendo do post, escreveu-me, mostrando que era completamente diferente daquilo que eu tinha pensado dele: "Amigos informam-me do texto de 12/12 no seu blog e dos comentários que nele me faz. Fui ler. Sorri. A juventude tem esse excelente privilégio de poder formular juízos ligeiros e exprimi-los no tom assegurado de quem trombeteia verdades fundamentais. Mas enfim... Com mais do dobro da sua idade posso permitir-me o sorriso. E, acredite, no que respeita vivências e viagens não tenho razão de queixa, nem inveja dos meus semelhantes.
Deixe-me ainda acrescentar que por natureza não sou triste. No campo social são bastantes os amigos e quando, como ontem à noite, a família mais chegada se senta a consoar, somos vinte e dois." Isto foi escrito precisamente no dia de Natal.
No entretanto já me tinha apercebido, pelo comentário do Luís Alves, que o Sr. J. Rentes de Carvalho, não era aquela imagem de pessoa que eu tinha criado na minha cabeça. J. Rentes de Carvalho tinha bem mais para contar que eu.
"Vejo que leva a vida com agradável humor. Prezo que assim seja…
Desde já peço desculpa se de alguma maneira se sentiu ofendido pelo que escrevi nesse texto de 12/12. Não era minha intenção, de maneira nenhuma, ofendê-lo, porque não sou do género ofensivo. Porém compreendo que usei a imagem que me foi passada de si, como arma de arremesso na 'discussão' com o Luís (de Boticas) Alves, sobre o prazer que se pode ter em viajar. […] E pelo que li da sua Biografia, vejo que não tem sido no seu quarto a ler um livro que tem passado a sua vida. Um dia, quando tiver o dobro da minha idade, espero poder rir assim de alguém que usa o meu nome em vão!" – Escrevi eu de prontidão.
Trocámos mais algumas mensagens e desde essa altura que tenho seguido o seu blog (criado precisamente nessa altura) quase com a mesma regularidade que ele é actualizado com uma nova história. E tem-se provado como eu estava errado no primeiro post. Pela coincidência, tenho a impressão que um dia ainda nos vamos cruzar algures... Porque se a Internet pode afastar, de certeza que ajuda a aproximar as pessoas.
Fica aqui a homenagem, o esclarecimento e a divulgação.
quarta-feira, fevereiro 28, 2007
Inquietude
Quando vim para Portugal (eu não retornei, por isso não sou “retornado”, mas mais refugiado) fui para a Maia. Terra que nada tinha a ver com o meu pai ou mãe. Aliás, era a terra adoptada pelos meus avós maternos, por uma questão profissional. Depois quando fui para a Universidade adoptei Aveiro como a minha terra, mas a verdade é que os laços que me unem a esta terra são circunstanciais e muito ténues (os meus amigos locais podem ficar ofendidos, mas sabem que uma verdadeira amizade não se faz depender de locais ou distâncias).
Tudo isto para dizer que, como dizia um ex-colega há uns tempos, ser emigrante é ser um desenraizado e a verdade é que eu sou emigrante na minha própria terra. E acho que a minha inquietude vem dessa vontade permanente de partir. Há uns tempos vi uma entrevista com o Dr. Fernando Nobre da AMI, em que ele dizia não ser capaz de ficar em casa muito tempo. Eu não sou assim, mas compreendo-o. Já olharam para um Leão numa jaula? Se ele pudesse sair estava lá?
Mas fiquei muito surpreendido no outro dia ao desfolhar umas revistas Volta ao Mundo. Fiquei surpreendido, porque não tive vontade de ir a nenhum dos destinos que estavam nas três revistas (minto, por momentos tive vontade de saltar para dentro das imagens que lá tinha de Lhasa e do Tibet). Mas o que mais me surpreendeu é que ao fim de muitos anos, mesmo não me sentindo um local, não tenho necessidade de me sentir um emigrante.
Tenho uma amiga que dizia que o mais sente saudades, quando está em Portugal, é de ser uma estranha. De ninguém a reconhecer e de poder assim se libertar de espartilhos. A verdade é que eu penso que não tenho muitos espartilhos e que não tenho receio de ser reconhecido. Mas sinto saudades de ser um estranho e de olhar em volta e saber que tudo aquilo que me rodeia é-me mais diferente que àqueles que lá vivem.
Tirando uma ida a Vigo em Janeiro, já não saia do território nacional, há um ano. Será que estou a perder as minhas inquietudes? Espero que não! Espero apenas estar a conseguir controlá-las melhor. É uma fase…
quinta-feira, fevereiro 22, 2007
Palhaça: "Mensagem pela manhã"
"Gostaria de informar que um dos nossos colegas sofre de um problema médico raro e conhecido por Disforia de Identidade do Género (DIG), mais comummente conhecido como Transexualidade. É uma condição incurável, mas tratável, que se pensa ser causada por um desequilíbrio hormonal na fase pré-natal, e não deve ser considerado um desvio, fetish ou uma opção de estilo de vida. Na sua essência uma pessoa que sofra desta condição, identifica o seu género de maneira diferente daquele que fisicamente e externamente apresenta. O tratamento para esta condição consiste em alterar o seu género físico da pessoa de modo a condizer com aquilo que sente interiormente.
Como resultado do seu tratamento de DIG e desejando fazer esta mudança de uma forma adulta e ponderada, Olegário Alho Lança vai deixar a empresa na sexta-feira, 23 de Março para retornar na segunda-feira 23 de Abril como Ongina Alho Lança, para viver e trabalhar como uma mulher.
Tenho a certeza que todos se juntarão a mim no desejo que esta transição corra sem problemas e sei que todos farão o possível para respeitar a Ongina e tratá-la como uma mulher."
E Rodrigo Rodrigues volta ao enchimento de chouriços...
(Serve este post de homenagem a Gisberta, uma transexual, brutalmente assassinada, no Porto, faz hoje um ano. E é baseado - como é costume na rubrica "Palhaça" - em factos verídicos da minha vida profissional, que ocorreram faz agora, também, três anos.)
segunda-feira, fevereiro 19, 2007
A minha vida dava um filme de Luís Ismael
Ontem, fui jantar a casa de uns amigos a Esmoriz. Mas antes fui fazer uns quilómetros de BTT. Ao retornar a casa, tomámos, eu e o meu amigo, o caminho sobre o passadiço de madeira nas dunas da praia de Esmoriz. Já estava muito escuro!
Ao longe via-se uma luz verde, que com a proximidade se foi transformando numa máscara de Carnaval. Uma máscara do Homem-Aranha num miúdo de pouco mais 3 ou 4 anos.
Quando passámos pelo Homem-Aranha, que estava acompanhado por uma mulher, cumprimentámos:
- "Olá Homem-Aranha!"
Ao que o miúdo ficou parado a olhar para dois adultos vestidos de calções de lycra e casaco amarelo, em cima de duas bicicletas, provavelmente a pensar se aquela seria o nosso disfarce.
Tivemos que desmontar para descer umas escadas muito íngremes e fomos apanhados pelo Homem-Aranha, quando a sua acompanhante dizia:
- "Oh, Tomás anda embora".
E eu disse:
- "Mas afinal chamaste Tomás ou és o Homem-Aranha?"
E o Tomás acanhado parou e nem respondeu… Mas a acompanhante disse:
- "É o Homem-Aranha, mas é um homem-aranha murcãum".
E fomos embora a pensar o que é que a senhora queria dizer com aquilo… E a rir!
sexta-feira, fevereiro 16, 2007
(Ex)Citação XXIV
"Some men see things as they are and say why - I dream things that never were and say why not."
George Bernard Shaw
terça-feira, fevereiro 13, 2007
Jai Narayan Singh
Há quase um ano, fui abençoado para viver com o nome espiritual de Jai Narayan Singh, que significa: O vitorioso Leão de Deus, cuja alma é clara, pura e brilhante como a água límpida e fresca, que tem a claridade da percepção, que motiva e protege os outros, e que anda com graciosidade e coragem pela sua vida.
Jai significa: Vitória, a capacidade de ultrapassar obstáculos no caminho para o seu objectivo.
Narayan significa: Aquele cuja alma é clara, pura e brilhante como a água límpida e fresca, que tem a claridade da percepção, que motiva e protege os outros.
Singh significa: O Leão de Deus que anda com graciosidade e coragem pela sua vida. Singh é o nome que Yogi Bhajan dava a todos os homens. Ele ensinou que todos os homens têm o potencial de alcançar um grande estado de graça e coragem, de serem um grande leão-guerreiro de Deus, e ele encorajou todos os homens a manifestarem esse potencial.
domingo, fevereiro 11, 2007
Aulas de Kundalini Yoga
Estão abertos novos horários para a prática de Kundalini Yoga, segundo os ensinamentos de Yogui Bhajan, n’O Jardim de Lótus. O professor é Jai Narayan, que para quem não sabe, sou Eu (é o meu nome espiritual e ainda não vos contei, né?).
Às 3as e 5as das 9:15 às 10:30, mas se houver outras horas que vos agrade mais, digam-me, sff.
quinta-feira, fevereiro 08, 2007
X-Wife Taking Control
Há algum tempo que não ia a um concerto de rock. Sinceramente, já nem me lembro do último que fui. Mas, diria que foi o Super Bock Super Rock de 2004… Não! Foi a Siouxsie em Londres, em 2005. Mas por 7 euros não podia perder um concerto, aqui em Aveiro, numa sala minúscula e num espaço que não conhecia sob este conceito. Assim, faz hoje uma semana fui ver os X-Wife no auditório do Mercado Negro.
Digamos que a sala não será muito maior que a minha sala de casa, em anfiteatro, mas infelizmente com cadeiras… Mas estou-me a adiantar! Digamos que o bilhete que comprei dizia que tinha que o trocar pelo verdadeiro no dia e no local do concerto. E por isso cheguei às 22:15 (o concerto era às 23:00) ao Mercado Negro. Mas, ninguém sabia onde e como se fazia a troca. No balcão diziam que era no auditório e no auditório mandavam-nos para o balcão. Estaria tudo bem se o balcão e ao auditório não fossem um em cada lado do estabelecimento e em andares diferentes. Mas lá consegui “trocar” o bilhete temporário, colorido e bem feito, por um papel de rifa com um carimbo dos X-Wife em vermelho… O que vale é que nos deixaram ficar com o bilhete!

Vão ver…Hoje em Coimbra, amanhã em Leiria, depois de amanhã em Tondela, e depois em Lisboa, Caldas da Rainha, Esposende, Porto, Vila Real e Braga. Vejam no site deles onde e como.
quarta-feira, fevereiro 07, 2007
A minha vida dava um filme do Alfonso Cuarón
Estou a passar por uma fase da minha vida em que ponho tudo em causa. Afinal de contas o que é certo na minha vida? O Baltasar… Aconteça o que acontecer será sempre meu filho, e eu o pai dele!
Mas se mudar de profissão? Deixo de ser Engenheiro de Telecomunicações ou Programador… E se mudar de cidade? Aveiro deixa de ser a minha cidade… E se mudar de país? O português pode deixar de ser a minha língua… E se mudar…
Por isso mesmo por vezes tenho necessidade de ir até à Costa Nova, e andar na areia até muito próximo da rebentação. Para perceber porque é que ainda estou aqui! E tenho vontade de chorar quando olho para aquele mar, que todos os dias rebenta ali e não muda… Mas por outro lado, ninguém o consegue dominar!
Ontem fui até lá! E apeteceu-me tomar banho nu, mas estava muito frio e não tinha onde me limpar, se não... Aproveitei para apanhar um sol e lembrar-me que "Aconteça o que acontecer, a vida continua e o mar continuará a rebentar na praia!"






