sábado, setembro 08, 2007

Deprê, parte 456

Às vezes ponho-me a pensar o que estou aqui a fazer? Muitas vezes…

Porque será que estamos cá na terra? Fizemos, ou não fizemos, algo noutra vida que nos tenha obrigado a voltar cá para o corrigir, ou fazer?

Qual é o objectivo disto tudo? Estamos aqui para ser felizes ou para ganhar dinheiro? Para partilhar momentos ou para os vivermos sozinhos? Para ficarmos onde estamos ou para sairmos e procurarmos algo mais? Para aprendermos ou para pura e simplesmente deixarmos fluir? Afinal de contas o fim é igual para todos!

Acho que todos nos perguntamos isto. Mas penso muitas vezes que, se tudo na vida serve de aprendizagem e todos os momentos porque passamos são para nos prepararmos para algo, porque é que eu fui para os Estados Unidos trabalhar? Porque estive no Japão? O que me aconteceu em Inglaterra tem algum significado para mim. Mas o Japão? De que me serviu? Talvez o futuro me fará ver que houve alguma razão… Talvez não!

A verdade é que não encontro nenhuma razão para muita coisa que fiz ou faço. Mas deixarei de as fazer por causa disso? Começo a ficar farto de muita coisa. Começo a ter pouca paciência… Acho que é da idade!

Eu sei que vocês todos se devem questionar como eu. Mas quando encontrarem uma boa resposta, podem partilhá-la comigo? Eu prometo que porei aqui quando encontrar alguma… (Se calhar por isso é que não tenho escrito nada!)

Vou dormir. A ver se estou mais bem disposto para "ver" o Escócia-Portugal amanhã… Em Rugby claro, porque em futebol valha-nos a Santa Qualquer-Coisa.

4 comentários:

Susie disse...

Pois eu cada vez penso menos nisso. Respostas definitivas? Não creio...
Um destes dias, passo por cá com mais calma, para deixar umas quantas pistas de reflexão. Até lá, anima-te, porque. seja qual for a razão, 'só' viver já é bem bom!

as velas ardem ate ao fim disse...

Para a frente é que é o caminho!

o importante é não distribuirmos fel por ai.

Fica bem

Anónimo disse...

Isso sao perguntas do diabo, coisas que nao se devem fazer, porque fazem mal a cabeca.
O que interessa e' levar uma vida direita, trabalhar, que o trabalho faz bem, e tratar da familia. Porta-te bem e iras para o Ceu.
luisboticas

Anónimo disse...

Eu, também Muitas e Muitas vezes me ponho a pensar “o que ando aqui a fazer na terra?”. E se querem que vos diga, acho que desde que me conheço que nunca deixei de pensar nisto. Ao longo da vida tenho encontrado as minhas respostas, e depois volto a interrogar-me novamente acerca disto e volto a encontrar novas respostas. Bem estou convencida que este processo de procura de respostas para esta, e outras questões, nem mesmo quando eu morrer estará concluído. Eu até gosto, de ir descobrindo aos poucos as respostas que me fazem mais sentido…

“Porque será que estamos cá na terra?”, se estávamos TÃO BEM “lá no Céu”, “do outro lado”, “na Terra do Nunca” ou o que lhe queiram chamar.
Sim eu cada vez mais acredito em Reencarnação. Neste momento, acredito que nós vimos cá à Terra, não propriamente para corrigir algo que fizemos de errado (porque o certo ou o errado é relativo porque depende dos nossos valores e etc…) mas porque queremos dar-nos a nós próprios mais uma oportunidade para, nesta dimensão em que se vive na Terra (de espaço e tempo) conseguir-mos estados de consciência… bem, já me perdi…
Trocando por miúdos: Para mim, os nossos objectivos cá na Terra são os mesmos que tínhamos antes de nascer, lá do outro lado:
1º - Amarmo-nos a nós próprios,
2º - partilhar-mos esse amor com os outros,
3º - realizar os nossos sonhos.
Mas se isso foi o que sempre fizemos, lá do outro lado, realmente deve haver alguma razão para virmos (ou voltarmos) à Terra. E cada um encontrará a sua própria razão pelo qual escolheu os seus pais…
Mas afinal o que é que a vida na Terra tem que não haja no Céu? Leis da gravidade? Leis da atracção? Livre arbítrio - possibilidade de escolher fechar-me ou abrir-me ao amor, ao prazer, ao dinheiro…

“Se estamos aqui para ser felizes ou para ganhar dinheiro?”
Eu, claro que acho que á para ser felizes mas também acho que ser feliz não é oposto a “ganhar dinheiro”. Acho que são duas coisas diferentes, independentes mas se formos felizes e também ganharmos muito dinheiro acho que o 2º reforça o 1º, sentimo-nos ainda mais felizes porque com o dinheiro podemos realizar muitos sonhos. Mas se não somos felizes e ganharmos muito dinheiro este não nos valerá de nada.

Bolas! Responder a estas questões é muito difícil mas considero muito importante tentarmos (apesar de por vezes desistirmos…) encontrar para nós mesmos algumas respostas para que a vida tenha algum sentido.

Mas voltando ao assunto, Felicidade / Dinheiro, para mim Felicidade está directamente relacionada com Amor Incondicional (englobando: auto-estima, respeito, paz interior, prazer, carinho, inteligência emocional, aceitação, conforto, etc.) O Dinheiro não dá nem compra a felicidade para ninguém mas como nos permite adquirir bens para o nosso conforto, para nos sentir-mos bem, para vivermos melhor, para realizar-mos os nossos sonhos e cuidar de nós, então o Dinheiro é muito bom, quanto mais melhor apesar do amor estar em primeiro lugar.

“Para partilharmos momentos ou para vivermos sozinhos?”
Eu acho que é para partilharmos momentos, e se possível como as pessoas de quem mais gostamos. Só que por vezes precisamos de estar sozinhos para nos reencontrar-mos connosco próprios e depois ter-mos novamente vontade de partilhar.

Penso muitas vezes na questão das Almas Gémeas, que segundo Brian Weiss são almas que do lado de lá eram tão unidas, tão próximas que quando reencarnam num corpo e se reencontram na Terra elas reconhecem-se, elas sentem que já se conheciam há muito tempo, sem nunca se terem visto antes nesta vida, e realmente conhecem-se porque já se encontraram noutras vidas… (Este tema teme fascinado ultimamente)

“Para ficarmos onde estamos ou para sairmos e procurarmos algo mais?”
Para mim, é para sairmos e procurarmos até encontrarmos o sítio onde nos sentimos mais felizes e ficarmos aí o resto desta vida.

“Para aprendermos ou para pura e simplesmente deixarmos fluir?”
Para deixarmos fluir e para relembrarmos o que já sabemos desde sempre.
Todos os momentos são oportunidades para sermos mais felizes.

Eu também “não encontro nenhuma razão para muita coisa que fiz ou faço” mas acredito que a seu tempo irei encontrar. Tenho é que deixar acalmar as tempestades, deixar passar o tempo, ir reflectindo e continuar à procura…


"Sinto, Logo Existo!"