sexta-feira, outubro 06, 2006

Yoga com fartura...

É já para a semana que iremos desfrutar da visita de Jai Kartar Kaur, uma professora de Kundalini Yoga, proveniente do Reino Unido e que vem cumprir o seu propósito na vida - partilhar os conhecimentos do Kundalini Yoga.

Assim, em dois dias, um em Aveiro, (sábado, 14 de Outubro) e outro em Lisboa (no domingo, 15 de Outubro), Jai Kartar Kaur irá mostra-nos como nos podemos libertar das armadilhas da nossa mente e encontrar o nosso caminho pessoal e irá ensinar-nos como nos podemos tornar mais prósperos e como lidar com o nosso potencial criativo, em dois workshops "Sente o verdadeiro Eu" e "A fonte da criatividade, oportunidade e prosperidade está dentro de nós".

Vejam todos os detalhes em www.ojardimdelotus.net/jkk/ (mais um site feito por mim), escrevam-nos um e-mail ou telefonem que teremos todo o prazer em tirar as vossas dúvidas. Não deixem é de usufruir desta excelente oportunidade.

Kundalini Yoga com Jai Kartar Kaur

Um mês depois teremos a visita da internacionalmente conhecida professora de Kundalini Yoga, e música, Sada Sat Kaur. Com dois CDs editados e é conhecida mundialmente pela agradável combinação que faz nas suas aulas, da sua voz, com o Kundalini Yoga e a meditação.

Sada Sar Kaur irá levar-nos a ouvir a nossa voz interior, através de uma agradável experiência e irá guiar-nos nesta viagem para abrir o caminho do nosso coração, para sentirmos paz e a nossa união com o todo em dois workshops "Desenvolve a tua intuição" e "Abre o teu coração para uma mente serena", que decorrerão em Lisboa (sábado, 18 novembro) e Aveiro (domingo, 19 novembro).

Vejam todos os detalhes em www.ojardimdelotus.net/ssk/ (ainda mais um site feito por mim).

Kundalini Yoga com Sada Sat Kaur

Não percam estas oportunidades de conhecer o Kundalini Yoga.

quarta-feira, outubro 04, 2006

Parque tecnológico da Covilhã vai acolher 13 empresas brasileiras

A ligação ao Parkurbis vai surgir através de um Agrupamento Complementar de Empresas

O Parque de Ciência e Tecnologia da Covilhã, o Parkurbis, vai acolher no inicio do próximo ano 13 empresas brasileiras da área do software, oriundas de Blumenau, do estado de Santa Catarina, que têm como objectivo entrar no mercado europeu. Estas firmas vão surgir ligadas ao Parkurbis por via da criação de um Agrupamento Complementar de Empresas (ACE), no qual alinharão quatro portuguesas já sediadas no parque.

A ideia de criar um agrupamento entre empresas do Parkurbis e de Blumenau foi avançada em Maio deste ano, altura em que uma comitiva brasileira visitou a Covilhã e responsáveis das duas cidades geminadas se encontraram pela terceira vez. A constituição do agrupamento vai levar à assinatura de dois documentos, de forma "a obedecer às leis do direito português e brasileiro", explicou o presidente da câmara, Carlos Pinto, durante a reunião da assembleia municipal de anteontem. O primeiro documento será assinado a 4 de Outubro, no Brasil, enquanto o segundo - conforme à legislação portuguesa - será assinado até final deste ano.

De entre as empresas de Blumenau - que produzem software para as indústrias do turismo, química e automóvel - "algumas são marcas líderes na América do Sul" e contam com 100 a 120 engenheiros nos seus quadros, notou Carlos Pinto.

Para já, o principal objectivo do agrupamento está em estabelecer contactos com o mercado europeu.

Para que as empresas brasileras se venham a fixar definitivamente na Covilhã, o Parkurbis terá de dispor de mais um edifício, visto que o actual está já completo, com 13 empresas. Segundo adiantou Carlos Pinto, o parque tecnológico está apostado em conseguir dinheiros comunitários para erguer aquele segundo edifício, que deverá custar um milhão e cem mil euros e ter uma área de 3500 metros quadrados. O que se pretende é aproveitar as verbas que ainda estão disponíveis no actual quadro comunitário de apoio, sendo que foi já aprovada uma précandidatura.

Por ser uma sociedade anónima, uma candidatura do parque de tecnologia dificilmente ultrapassaria uma comparticipação na ordem dos 40 ou 45 por cento, frisou Carlos Pinto, ao notar que o regulamento dos fundos comunitários no âmbito do Ministério da Economia prevê uma majoração para os espaços de incubação que sejam liderados por uma associação. Com a criação da Associação Parkurbis Incubação pretende-se conseguir um apoio de 75 por cento. Farão parte desta associação, com capital social na ordem dos 25 mil euros, actuais accionistas do parque tecnológico.

por Sandra Invêncio in Público , Domingo, 17 SET 2006

Classificação na Maratona

Aqui fica a classificação dos 4 que partimos juntos. Desses, no final, chegámos três juntos - eu, o Pisco e o Nuno.

PosiçãoTempoTempoAtleta
943:03:16225António Miguel Almeida Filipe Gonçalves
2394:03:10384Rui Gonçalves
2404:03:16376Nuno Monteiro
2414:03:2035Ricardo Hélder Lopes Rodrigues

segunda-feira, outubro 02, 2006

A minha vida dava um filme do Hugh Hudson

Ontem acordei às 7:00, vesti uns calções e camisa de lycra, e coloquei a bicicleta no tejadilho do carro do Pisco. Fomos para uma terra com um nome que nunca pensámos existir. Crastovães, ali para os lados da Trofa do Vouga. Íamos fazer a Maratona do Vale do Vouga, na sua versão mais curta, de 40 km.

Maratona do Vale do Vouga

Nem consigo lembrar-me da última vez que andei uma distância na minha bicicleta – a Vaynessa - digna de ser memorizada. A última que me lembro foi há cerca de um ano, numa tarde de sábado pelos campos do Vouga e sem subidas, mas com uma sandes de leitão em Angeja para temperar forças. Uma coisa é certa, há 4 meses que não faço nenhum exercício com regularidade, a não ser mudar fraldas e carregar os quase 7kg do Baltasar.

Tentei preparar-me para o evento. Andei uns quilómetros na semana passada. 25 na quarta-feira, 18 na quinta-feira e 12 no sábado. Depois de 25km que fiz na quarta-feira, na quinta-feira senti alguma dificuldade em sentar-me. Já não sabia o que era essa sensação há uma dezena de anos. Ontem quando me sentei na bicicleta ainda sentia alguma dor nas nádegas. É tempo a mais sem andar sentado naqueles bancos e peso a mais sobre os glúteos.

Às 9:20 foi dada a partida e seguimos durante 2km em grupo até à largada. Foi a confusão. Cerca de 400 ciclistas a tentarem passar em caminhos que, nalguns sítios, mal dava para estarem dois a par. "À esquerda", "à direita" e lá iam eles, todos cheios de pressa. Eu mantinha-me ali, no meu ritmo e à espera que me deixassem em paz, porque eu fui passear.

Mal entrámos na lama apercebi-me que não ia ser fácil. A bicicleta já não era branca, azul ou vermelha, era castanha e havia barulhos que não eram normais. A velocidade mais baixa não entrava com a lama a atrapalhar e as primeiras subidas tiveram que ser feitas a pé, a empurrar a bicicleta. Mas não podia ser de outra maneira porque nessas alturas aglomerava a horda de ciclistas mais lentos, ciclistas com pneus que deslizavam na lama ou ciclistas mais azarados com avarias.

altimetria

Perdi os meus companheiros. Alguns conhecidos passavam e cumprimentavam. Eu seguia o meu ritmo, cada vez mais desejoso que passassem todos e ficasse para último. O civismo de alguns deixava muito a desejar. O Pisco esperou por mim e mais à frente encontrei-o. O Nuno teve um furo, juntámo-nos e seguimos os três em ritmo de passeio. Estradões largos, lama, água e bastante alcatrão, algumas das coisas que não agradam muito a um bttista.

eu e o pisco

Quase no final da temida "grande subida" estava o Ken e a Sue à minha espera (as fotos são deles), mas ainda estava a meio caminho. Pensando que eram 40km, como dizia no site, fiquei contente quando, no fim da descida, o conta-quilómetros marcava 30km. Mas seguiu-se a pior subida. Uma parede de escalada com lama, para quem já tinha tantos quilómetros em cima. Mas o ponto fulcral de desmoralização foi quando marcou 40km e estava ainda na ponte medieval perto de Lamas do Vouga, sabendo que Crastovães ficava lá em cima do monte, que naquela altura era já muito alto. Pensei em telefonar para a organização e dizer que não passava dali, porque só tinha pago para andar os 40km.

a temida subida

Mas subi tudo! Mesmo com as chatas das motos da organização a passar sem qualquer tipo de respeito pelos concorrentes e com a desmoralização de ver quatro tipos que tinham feito 80km, passarem por mim como se tivessem acabado de partir. Ainda tive um princípio de cãibras e caí por causa disso, num local em que um tipo disse estar lá o diabo, porque o levou a sair do caminho e quase cair. Acho que eu ainda conseguia estar melhor que ele, pois não vi o demo.

Cheguei ao fim, depois de 4h de bicicleta para fazer 47km. O meu objectivo era fazer os 40km antes das 13:00, uma vez que a partida era para ser às 9:00, o que daria uma média superior a 10km/h. Fiz os 40km às 12:30, quando partimos às 9:20 e fiz no final uma média próxima dos 11,5km/h. Bati o meu objectivo!

Hoje dói-me todos os músculos, tendões, articulações e ossos do meu corpo. Há partes do meu corpo que, ou não sabia que existiam, ou já não me lembrava que faziam parte da minha existência física. Não tive problemas cardíacos ou respiratórios, pois esses orgãos ainda são os que mais têm trabalhado, mas tudo isto mexeu com a moral. Mesmo sabendo que cumpri os meus objectivos sei que podia fazer muito melhor e como dizia o outro "does the mind rules the body or does the body rules the mind?" E no estado de cansaço físico que estou hoje é complicado pôr a mente a trabalhar.

Tenho que andar mais de bicicleta! Quando vamos dar outra volta?


Nota: Dedico esta crónica ao meu amigo Nuno Arroteia que se cortou numa mão, ao colocar a bicicleta no carro, quando se preparava para ir à Maratona. Apanhou 9 pontos e não pode participar.

quinta-feira, setembro 28, 2006

Inovar-te, a revista de inovação

Hoje, pelas 20h08, é apresentada na Livraria da UA a nova revista Inovar-te. Com o slogan «A Ideia é pessoal, mas transmissível», esta publicação é dirigida a indivíduos e a organizações das mais diversas áreas, que possuam interfaces ou interesse na temática da inovação, nas faixas etárias compreendidas entre os 25 e os 65 anos, designadamente universitários, gestores e quadros superiores e intermédios das empresas, empreendedores, investigadores e tecnólogos. Não percam o primeiro número, que chega às bancas no dia 29.

Do seu Conselho Editorial, o órgão consultivo composto por um conjunto de personalidades relevantes da produção de conhecimento sobre inovação e da sociedade em geral, constam nomes como: Carlos Zorrinho, Diogo Vasconcelos, Guta Moura Guedes, João Caraça, João Paulo Girbal, João Picoito, Joaquim Borges Gouveia, Jorge Alves, José Félix Ribeiro, José Miguel Júdice, Luís Mira Amaral, Miguel Matias e Teresa Lago.

Eu vou lá estar a convite de um dos membros do Clube de Inovação Innoveight!

quarta-feira, setembro 27, 2006

Acordar bem disposto...

Portugal cai três lugares no índice de competitividade global

Portugal caiu três lugares na edição deste ano do Índice de Competitividade Global do Fórum Económico Mundial (vulgo Fórum de Davos) - está em 34.º lugar, atrás da maior parte dos países da União Europeia, numa lista encabeçada pela Suíça e com vários países nórdicos nos primeiros lugares.

O ranking do Fórum Económico Mundial (FEM) incorpora uma série de factores quantitativos e qualitativos (qualidade de instituições públicas, capacidade de inovação, sistema de ensino, etc.) para medir a competitividade das economias de 125 países.

Portugal é beneficiado por alguns indicadores ligados sobretudo à sua estabilidade política (pouca vulnerabilidade ao terrorismo e ao crime organizado) e à qualidade da sua infra-estrutura de transportes e ao enquadramento jurídico da economia. Onde as coisas correm pior é em indicadores macroeconómicos (o défice) e do sistema de ensino.

Esses defeitos são também apontados na parte qualitativa do índice, resultante de inquéritos: os três factores mais problemáticos para o ambiente empresarial em Portugal são "sector público ineficaz", "leis do trabalho demasiado restritivas" e "força de trabalho mal preparada".

O líder do índice é a Suíça (5,81 pontos na escala de 0 a 7); no último lugar da lista de 125 países está Angola (2,5 pontos).
A Confederação Helvética está no topo da lista graças a uma "combinação de uma capacidade de inovação ímpar e de uma cultura empresarial altamente sofisticada". A Suíça ultrapassa o líder de 2005, os Estados Unidos, que caíram para a sexta posição.

Os EUA continuam a ser líderes mundiais em vários indicadores, como "eficiência dos mercados, ensino superior e sofisticação do sector privado"; mas a economia americana é prejudicada por alguns indicadores macroeconómicos, nomeadamente o seu grande défice externo, e porque os "níveis de eficiência e transparência das suas instituições públicas" não estão a par dos registados na Europa.

Há três nações nórdicas (Finlândia, Suécia, Dinamarca) entre os quatro primeiros, reflectindo a sua excelente situação macroeconómica e a qualidade dos seus sistemas de saúde e educação.

As outras posições cimeiras da lista são ocupadas por nações do Extremo Oriente ou da União Europeia. Portugal fica atrás de países da "Velha Europa" como a França, a Alemanha ou a Espanha, e também de nações do alargamento, como a Estónia e a República Checa.

Os piores da Zona Euro são a Itália (42.º) e a Grécia (47.ª); o país da União mais mal classificado é a Polónia (48.ª).

in Público online, 27.09.2006 - 07h21 Pedro Ribeiro

Se quiserem ver o top 50.

Novo livro dos autores da Novíssima Cartilha Ilustrada



O Pá Natal - que rouba aos miúdos para dar aos graúdos - avisa que faltam quatro dias para o lançamento do opúsculo satírico "Não pagamos ao palhaço!", da autoria da dupla Monteiro & Monteiro, que terá lugar no café Santa Cruz, em Coimbra, no próximo dia 30 de Setembro, Sábado, pelas 18h00:
- Está no ir, pá! Avia-te, pá!

Aqui estão os convites - um mais sóbrio, outro mais abichanado - para o lançamento do novo livro dos irmãos Monteiro, intitulado "Não pagamos ao palhaço!".
Queiram fazer o obséquio de divulgar a boa nova.
Dia 30 de Setembro (Sábado, 18 Horas, Café Santa Cruz, Coimbra.
Apresentação Doutor Louzã Henriques.

terça-feira, setembro 12, 2006

Porque não em Aveiro?

Penso que uma estratégia concertada entre os actores (CMA, EMA, Inova-Ria, UA, Min. Economia, AIDA, ...) no sentido de se criar um parque tecnológico em Aveiro, ligado às telecomunicações e novas tecnologias (ITs) e eventualmente usar para isso as instalações do Estado Municipal, podia criar um valor acrescentado a todas as entidades e sobretudo à região, que dessa maneira ganharia notoriedade e captar investimento nacional e estrangeiro, através da colocação de empresas na região. Além disso, usar-se-iam as instalações do Estado Municipal que aparentemente continuam sem utilização, para além de actividades pontuais.

Volto a focar que Aveiro tem potencial de atracção de investimento estrangeiro nestas áreas, com um aeroporto a cerca de 1h de distância e Lisboa a menos de 2h.

Os 'clusters' valem a pena

Portugal está na média da União Europeia, muito à frente de Espanha, mas distante dos líderes na criação de aglomerações empresariais competitivas. Um inquérito da Gallup a 21 mil gestores

Cerca de 1/4 das empresas portuguesas estarão inseridas em «clusters» e vêm vantagem nisso para fomentar a inovação e competitividade.

Eis a principal conclusão de um inquérito telefónico realizado entre Junho e Julho passado pela Consulmark para a The Gallup Organization junto de mais de 800 fundadores e principais donos, CEO e responsáveis financeiros portugueses de firmas com mais de 20 empregados.

A posição portuguesa estaria na "média" da União Europeia (UE), segundo este inquérito realizado junto de mais de 21 mil empresas em 32 países europeus. A posição portuguesa está longe dos campeões europeus da aglomeração geográfica e sectorial — os ingleses (pais do conceito de "distrito industrial", desde que o economista Alfred Marshall o teorizou ainda no século XIX) e irlandeses — e teria muito a aprender, também, com os italianos (o exemplo de antologia é o muito afamado «distretto industriale» têxtil de Prato, na Toscânia) e os austríacos, Com posição similar à portuguesa está a Croácia e a Noruega.

Ponto curioso é o facto do nosso vizinho, a Espanha, estar no grupo da cauda deste «ranking», com uma inserção em aglomerações sectoriais e geográficas que não chega aos 10%.

Contudo, 35% das próprias empresas portuguesas inseridas efectivamente em «clusters» não tinham consciência disso, e 39% actuam passivamente ou mesmo acantonam-se numa atitude "isolacionista" desaproveitando as oportunidades criadas por essas aglomerações — o que são pontos fracos do tecido português, a "corrigir". Nesse capítulo, seria útil aprender com os nórdicos. Outro ponto fraco detectado pelo inquérito é a fraca diversidade de parcerias realizadas pelas empresas dentro do «cluster».

Desapego aos subsídios
O estudo permitiu, também, detectar o que reivindicam os gestores em relação aos poderes públicos em termos de fomento dos «clusters».No caso português, as três prioridades colocadas por 89% dos inquiridos nada têm a ver com subsídios, mas sim com apoio ao fomento de redes empresariais, maior transferência de informação estratégia ca para os gestores e desburocratização.

O conceito de «cluster», definido por Michael Porter em 1990» foi, agora, adaptado e utilizado por este inquérito encomendado pela Direcção Geral da Empresa e Indústria da Comissão Europeia, Em Portugal a palavra foi muito divulgada, aquando das visitas de Porter.

Pode ser consultado em: http://cordis.europa.eu/innovation/en/policy/innobarometer2006.htm

Jorge Nascimento Rodrigues
in Expresso 9 de Setembro de 2006

Málaga é modelo na tecnologia

Em quinze anos, a província de Málaga alterou a sua especialização produtiva implantando a economia do conhecimento no seu dia-a-dia.

O «milagre» deveu-se à criação em 1992 do Parque Tecnológico da Andaluzia (PTA), nos arredores da cidade de Málaga, terra natal de Pablo Picasso. No ano passado, o PTA facturou mais de 1000 milhões de euros (mais do que o Taguspark, o maior parque tecnológico português) através das 375 empresas e entidades ali sediadas, a maioria das quais nasceu ali. Só nos últimos doze meses, foram criadas 100 «start-ups».

De uma zona agro-turística, inserida na conhecida Costa del Sol andaluza, o PTA mudou radicalmente a paisagem económica, equivalendo hoje a 1/4 do PIB gerado pelo turismo e representando 1,5 vezes o produto gerado pela agricultura local. Este papel de mudança valeu-lhe ser considerado, internacionalmente, como modelo de pólo tecnológico em regiões menos desenvolvidas. «Representamos, de facto, um exemplo de como se pode transformar toda uma região, criando um ambiente de inovação e de economia do conhecimento onde anteriormente nada existia», afirmou ao EXPRESSO Felipe Romera Lubias, director-geral do PTA, que é, também, presidente da Associação dos Parques Científicos e Tecnológicos de Espanha (APTE). O próprio impacto em toda a Andaluzia (7,3 milhões de habitantes) é significativo — o investimento privado em Investigação & Desenvolvimento (I&D) no pólo tecnológico representa 25% de todo o investimento empresarial na região andaluza.

O PTA criou «excelente visibilidade tecnológica numa região que não o era de todo», sublinha Romera, que acrescenta: «Se em alternativa tivéssemos investido no turismo os 150 milhões de euros de fundos públicos — 25% de um total de 600 milhões investido no parque desde 1992 —, duvido que os resultados viessem a ser semelhantes. Não creio que criássemos um novo sector de desenvolvimento, o do conhecimento, que tem muito mais valor acrescentado do que os sectores tradicionais».

Líder em Espanha
O peso tecnológico do PTA é hoje reconhecido em Espanha: lidera em número de projectos de I&D financiados por fundos públicos em parques tecnológicos e ocupa, por ora, o primeiro lugar em investimento público, logo seguido pelo Parque de Investigação Biomédica de Barcelona (que abriu em Maio deste ano e que já mobilizou uma verba de 11 o milhões).

O modelo é, por isso, «cobiçado» na América Latina e no Magrebe. «Mais do que os nossos êxitos em transformar uma região agro-turística, procuramos transmitir-lhes os nossos erros, para que não os repitam», conclui Felipe Romera.

Jorge Nascimento Rodrigues
in Expresso 2 de Setembro de 2006

quinta-feira, setembro 07, 2006

Curso de Formação de Professores de Kundalini Yoga

Está agora a fazer dois anos que fui à minha primeira aula de Kundalini Yoga. Ainda me lembra como fosse hoje. As sensações, a vontade de sair da sala e de chamar nomes aos outros praticantes. Porque estávamos nós ali? Porque é que subir e descer de cócoras me dava vontade de berrar? Ou porque é que cantar e dançar me davam vontade de fugir, mas depois me fazia sentir tão bem, tão liberto?

Nestes dois anos, muitas experiências houveram pelo meio, e até houve várias visitas a Portugal de várias professoras de Kundalini Yoga, vindas de Inglaterra, organizadas por mim e umas amigas, porque cá não existem professores dessa linha de Yoga. As coisas foram crescendo e os sonhos de alguns também. E, quando se junta os sonhos de alguns consegue-se avançar e chegar mais além. E, por isso, tenho o prazer de vos anunciar que irá decorrer em Portugal o 1º Curso de Formação de Professores de Kundalini Yoga (Nível 1: Instrutor).

O curso é uma colaboração entre O Jardim de Lótus em Aveiro, a Karam Kriya School de Londres e o Centro de Yoga Kundalini "Narayan" em Vigo, e arrancará em Dezembro. Vejam tudo em http://www.kundaliniyogaportugal.com.

Curso Internacional de Formação de Professores de Kundalini Yoga - Nível 1: Instrutor

Mais uma página feita por mim.

terça-feira, setembro 05, 2006

Os Leões de Cuangar

Do meu amigo José Pinto Carneiro, que há uns anos se estreou com o romance O Estranho Caso Da Boazona Que Me Entrou Pelo Escritório Adentro, que de vez em quando povoa a blogosfera com o seu Senhor Carne e que agora raramente pega na sua BTT, porque Lisboa não é uma cidade amiga das bicicletas, chega agora às livrarias as desventuras de um português no massacre de Cuangar de 30 de Outubro de 1914.

Até ele me falar nele, eu nunca tinha ouvido falar deste episódio da nossa história em que o posto português de Cuangar, na margem esquerda do rio Cubango, no Sul de Angola, é atacado por alemães armados de metralhadoras. São mortos dois oficiais, um sargento, cinco soldados europeus e treze africanos, o comerciante Sousa Machado e uma mulher, num total de 22 pessoas. Um dos mortos é a personagem central do novo livro do Carneiro - "Os Leões de Cuangar".

Os Leões de Cuangar - José Pinto Carneiro


"Angola, 1914. Numa época em que a Europa vive os primeiros episódios de uma guerra sangrenta, em África os Alemães ameaçam atacar a fronteira sudoeste do território colonial português. Com o posto de Cuangar em perigo iminente, um destacamento militar é enviado da costa para sua defesa. Entre as hostes nacionais destaca-se um anti-herói igual a tantos outros, o pacato soldado 35. Atraído a África pela perspectiva de leões e aventura, cedo irá descobrir o que lhe reserva o continente profundo. A História está repleta de notas de rodapé feitas de gente anónima, cujos desejos também serviram para tecer a malha do mundo que somos hoje. Esta é a história de um desses soldados desconhecidos. Alguém (ainda aqui permanecerá anónimo) que viveu um quotidiano de deslumbramentos, angústias, alegrias, medos, que ganhou e perdeu, como qualquer um de nós. Ou talvez mais. E que morreu e desapareceu, digerido pelo tempo. De tal maneira que talvez nem tenha existido."

Vão aí à livraria mais próxima e peçam! São só €9,90...

domingo, setembro 03, 2006

A Blue Planet

Há uns meses um amigo pediu-me para lhe fazer uma página simples. Uma página onde, quem quisesse, podia lhe enviar o seu endereço de email pessoal para que mais tarde pudesse receber informações suas ou de uma hipotética empresa sua de nome "A Blue Planet". A página não foi assim tão fácil de fazer porque o servidor onde está alojada e que era usado para enviar os mails, ao meu amigo, necessitava de autenticação e estive até às 4h da manhã a fazer a "página simples". Tinha que estar pronta nessa noite, uma vez que no dia seguinte ele deixava o seu emprego em Londres e estava de volta a Portugal, e queria divulgá-lo aos ex-colegas.

A Blue Planet

Uns meses depois deu-me de prenda de anos um livro inspirador, que ainda só desfolhei, chamado "80 homens para mudar o mundo: 80 casos de criatividade empresarial, 80 casos de sucesso empresarial" de Sylvian Darnil e Mathieu Le Roux. E, só de desfolhar e ler algumas passagens, já sei onde ele se inspirou para a "A Blue Planet".

Será que eu me inspirarei?

sexta-feira, setembro 01, 2006

Mensário

Há três meses, faz hoje às 22:21, aconteceu uma revolução na nossa vida com uma dimensão sem igual. Esta casa jamais será a mesma.

No pano...

A fotografia é da Inês Domingues.

quarta-feira, agosto 30, 2006

A minha vida dava um filme do Alfred Hitchcock (pt. 9)

Há cinco meses atrás, durante uma formação, tinha telemóvel em silêncio e recebi uma chamada sem me ter apercebido e, portanto, sem atender. Deixaram uma mensagem na caixa de voz e fui ouvir... Era a senhora da Fodicis que me tinha ligado há duas semanas exigindo que eu pagasse o empréstimo, que não fiz, e que eles aceitaram com documentos claramente falsificados com os meus dados pessoais. Deixou uma mensagem pedindo para eu ligar de volta para saber se havia alterações ao processo do Mistério Púbico.

Eram cerca das 18:15, quando fizemos o intervalo, e eu retribuí a chamada. Não devia, porque afinal de contas não tinha contraído nenhum empréstimo e estava a entrar em despesas por culpa da falta de rigor da Fodicis. A senhora não estava e atendeu-me um homem:
- "Por favor diga-me o seu número de contribuinte!" - pediu-me ele - "Aguarde um momento para poder aceder ao seu processo..."
Aguardei, embora renitente, porque afinal de contas era eu que estava a pagar a chamada.
- "Então diga-me Sr. Rui, quando é que pensa pagar aquilo as prestações em atraso?" - perguntou ele, com um tom meio ameaçador. Eu pensei, que das duas uma, ou ele não sabia nada do caso ou então estava-se a fazer de ignorante, uma vez que era das cobranças.
- "Como já expliquei à sua colega, não faço intenção nenhuma de pagar nem um tostão desse empréstimo, aliás porque não fui eu que o contraí..." - disse eu, tentando manter a calma – "... e porque ele só existe por um erro dos vossos serviços, porque se tivessem dois dedos de testa teriam visto que as cópias dos documentos apresentadas são falsas, aliás como já provei quando aí fui, às instalações da Fodicis, mostrar os meus documentos pessoais. E..."
Ao que fui interrompido, em tom mais agressivo:
- "Pelo facto de ter mostrado os seus documentos não prova que estes sejam falsos, porque os seus podem ser segundas vias." – disse ele, mostrando claramente que nunca tinha olhado nem para uns nem para os outros – "E acha que pelo facto de dizer, a um juiz, que estes documentos são falsos, ele lhe vai dar razão?" – continuou aumentando o tom da voz , porque eu tentei falar, e falando com ar jocoso. E continuou – "A Fodicis não é uma entidade de peritagem de identidades."
- "Mas posso falar?" – perguntei eu, já perdendo a calma e ficando algo alterado. E fiz um pequeno período de silêncio, para que ele me pudesse responder.
- "Sim! Diga..." – disse a voz do outro lado, algo alterado, também.
- "Eu estou a telefonar porque a sua colega me telefonou a averiguar se havia dados novos sobre os meus contactos com o Banco BETS no sentido de esta entidade confirmar o facto de a conta, naquele banco também ter sido aberta com os documentos falseados, uma vez que à data de abertura não era obrigatório a presença do cliente." – disse eu tentando acalmar-me – "Isto porque a sua colega disse que estava na eminência de divulgarem o meu nome ao Banco de Portugal..."
- "Oh, meu senhor! O seu nome há muito está no Banco de Portugal!" – disse ele, não aguentando mais estar calado, interrompendo-me e com um arzito de gozo. E continuou, em tom ameaçador – "O que está aqui em causa é se o senhor paga ou não o que deve?"
Nesse momento, a minha paciência tinha-se esgotado e a minha calma evaporado e apenas rematei:
- "Como já lhe disse não vou pagar nem um tostão desse empréstimo, por isso, se quiserem avançar com a sua cobrança coerciva, até agradeço, porque ainda tenho a receber uma indemnização por causa disso, incluindo uma parte por este telefonema. Boa Tarde!" E desliguei, mas não consegui voltar à sala de formação, sem apanhar uma golfada de ar e acalmar-me.

Quando cheguei a casa nessa noite, ainda algo alterado com a incompetência e prepotência do tipo, escrevi dois e-mails a duas amigas advogadas explicando a situação desde o início. Depois de uma breve troca de mensagens, com as duas, foi-me sugerido que expusesse o caso ao Banco de Portugal, a entidade reguladora do sector bancário, e fizesse uma queixa por violação de regras de segurança e diligência contra as duas instituições, a Fodicis e o Banco BETS.

A queixa seguiu há duas semanas, depois da recepção da notificação do Mistério Púbico dando conta do arquivamento dos autos do processo uma vez que a investigação não resultou em indícios suficientes sobre a identidade do autor do crime. No mesmo dia seguiu uma carta para a Fodicis, com a mesma notificação e expondo este episódico telefonema, que agora penso ter enterrado.

Mas ainda há um outro episódio para contar. Aguardem!

terça-feira, agosto 29, 2006

: : : 1-big-O [v20.1]

Se gostaram das minhas fotos de que vos falei ontem, podem ver as outras que já tirei e que se incluêm no mesmo trabalho fotográfico. Podem ver a fotografia do ensaios FP branco 2005, do Lokal Calcário 2003, do Lokal Silex 2004, do ensaios FP Tinto 2004, do FLP ou do Espumante 3b.

Mas ainda melhor que fotografar as garrafas é abri-las e beber... Em breve aparecerão aqui as fotografias dos copos... Vazios!

segunda-feira, agosto 28, 2006

: : : 1-big-O [v20.0]

Há uns tempos a Filipa Pato pediu-me para fazer um trabalho fotográfico sobre um ano de vindima. Há uns meses fui tirar fotografias à vinha, antes desta começar a rebentar, mas chovia e eu andei, uma manhã quase toda, a tirar fotografias sem memória na máquina e das poucas fotografias que tirei poucas se aproveitaram.

No entretanto a vinha cresceu e nasceu o Baltasar e as coisas ficaram paradas. E, como já toda a gente sabe andei algo ocupado entre fraldas e noites mal passadas. Mas a semana passada a Filipa telefonou-me, no dia em que cheguei de "férias", porque no dia seguinte ia fazer a vindima para o espumante. E eu fui tirar fotografias na manhã do meu dia de nascimento (ou de aniversário).

Depois de uma noite atribulada, porque o Baltasar fica sempre um pouco alterado com viagens (ainda não se habituou), quase com o sol a pino (porque eu cheguei tarde) e sob 32º C, lá se fizeram umas fotos da apanha da uva para espumante.

Vindima de Espumante 2006

Da sessão resultou um conjunto engraçado de fotografias que podem ver mais em pormenor aqui ou aqui.

Para aqueles mais curiosos, e que acham estranho apanhar a uva tão cedo: apanha-se agora a uva para espumante de modo a libertar a uva que será usada para fazer o vinho, para que esta mature melhor. Chama-se a esse processo "monda" (está-se sempre a aprender)!

domingo, agosto 27, 2006

O resto da conversa com...

... António Câmara, Prof. da FCT-UNL e CEO da YDreams, que comentou o meu post "Inovar é Preciso" de há umas semanas atrás.

RGa: Eu compreendo que o artigo que escreveu tem de ser muito limitado em extensão, e por vezes não é possível explicar tudo convenientemente, mas não fui o único a interpretar que se referia a Lisboa, não como a única, mas a mais provável região para que seja mais "vibrante e rica". Eu simplesmente dei a minha opinião, mas em conversas com alguns amigos e empreendedores locais, a verdade é que foi unanime que se tratou de um artigo típico do "autismo" próprio de quem está em Lisboa e não consegue ver o resto do país, provavelmente porque há outras regiões com o mesmo potencial e que precisam mais de ajudas concertadas do que Lisboa, que já tem bastantes.

AC: Houve uma interpretação errada mas não acho que Lisboa tenha ajudas concertadas. Aliás neste momento temos menos acesso a fundos europeus do que as outras regiões do país.

RGa: Acha possível uma estratégia concertada como a de Barcelona em Portugal? Eu acho que os empresários portugueses, na maioria dos casos (as generalizações são sempre uma armadilha perigosa) estão mais preocupados com os lucros mais imediatos do que com o futuro e uma medida dessas demora muito tempo a criar retornos. [...]

AC: Tanto é perfeitamente possível ter uma estratégia concertada que em combinação com algumas das maiores empresas portuguesas (em que apenas uma é de Lisboa), grupos universitários de classe internacional, e uma grande grupo económico, estamos a montar uma. Será divulgada em meados de Setembro.

RGb: Obrigado pela resposta! Não vou argumentar mais, vou esperar pelo anúncio, da estratégia que fala, em Setembro. Espero sinceramente que funcione e produza os resultados esperados, e que os ultrapasse mesmo.

RGa: Como é que nunca se referiu a ajudas externas e nem do estado quando diz que em Barcelona "os impostos sobre rendimentos na região foram também reduzidos para atrair residentes estrangeiros baseando-se numa tarifa plana de 20%"? Não será o estado, ou as autarquias como parte do estado, responsável por esta redução dos impostos? Posso não ter percebido, porque não tive tempo de seguir o link, mas as universidades, empresas ou bancos suportam o restante valor dos impostos? A verdade é que com essa frase entende-se que se espera ajuda do estado...

AC: A redução de impostos beneficia uma região: atrai investimento, gera empregos e acaba por criar um rendimento superior (que apesar de taxado numa menor percentagem acaba por contribuir para uma receita publica superior como é o caso das experiências bálticas, EUA e até Barcelona).
Num cenário em que qualquer empresa se pode localizar onde quiser não é uma ajuda; é uma condição de partida. Aliás veja-se onde se localizam as sedes das maiores empresas portuguesas.
Por isso em vez de ajudas na forma de subsídios (a que não aludi), o que pretendia dizer é que o governo deve criar condições de partida competitivas.


RGa: Concordo plenamente que ainda não existem Universidades de classe internacional em Portugal. E infelizmente continuo de acordo quando diz que o problema " fundamental reside no actual sistema de gestão de recursos humanos". [...]

RGa: Por fim UK e USA. Não tive noção que no UK fosse assim, mas nos EUA, não me surpreende. A verdade é que neste momento penso que no UK (e nos EUA) a maioria dos funcionários são talentos importados. [...]

RGa: Há uma coisa que depois foca no seu artigo a seguir, que para mim Lisboa-cidade não tem, qualidade de vida. Comparativamente a São Francisco, que é pouco maior que o Porto, Lisboa é demasiado grande, demasiada poluída (este verão até houve graves problemas nos arredores) e o nível de vida é demasiado alto para os ordenados.

AC: Essa é uma opinião subjectiva. Os portugueses e estrangeiros que trabalham na YDreams adoram a qualidade de vida na Caparica (onde temos a praia a 5 minutos) e de Alcântara (onde temos os escritórios comerciais).

RGb: Quanto a Lisboa, não me interprete mal, eu adoro Lisboa, onde passei muito tempo na minha juventude. Mas comparativamente com Aveiro, a qualidade de vida pode ser inferior. E claro, a Caparica é diferente... Mas tudo isto é sempre subjectivo!

terça-feira, agosto 22, 2006

A prenda que eu queria...

ToPeak Bikamper


Provavelmente nem a usaria, mas que é linda... É!

O meu nascimento (não é aniversário, notem bem)!

Eu


Era uma vez num país muito distante... Podia começar assim, mas não! Os meus pais numa viagem pela metrópole decidiram, algures entre Vendas Novas e Lisboa (segundo eles), que o meu irmão, recentemente nascido, não poderia passar sem um irmão (aliás, uma irmã, era o plano).

Uns meses depois (naquele tempo podiam-se tirar férias de 6 meses) retornaram a Moçambique, de navio (acho que é daí que vem a minha paixão pelas viagens e em especial pelo mar). E, depois de uns 9 meses de gestação, nasci eu, em pleno Inverno de Agosto, quando tinha já sido feito no Inverno de Dezembro. Cruzei os dois hemisférios, e passei o equador, sem ainda saber o que era este mundo.