terça-feira, dezembro 12, 2006

Zona de Conforto

Este passado fim-de-semana teve início, aqui em Aveiro, o curso de professores de Kundalini Yoga, que eu me encontro a frequentar. Eu não acredito muito em sorte, mas em coincidências e oportunidades. A sorte é uma boa oportunidade criada por uma circunstância ou coincidência, muitas vezes fruto de uma acção nossa, ou de um grupo de acções nosso. O azar será o contrário… Embora, se eu não acredito na sorte, menos acredito no azar.

A verdade é que este curso é fruto de uma série de coincidências que levaram a oportunidades, e com a vontade das diferentes partes envolvidas resultou numa boa oportunidade final. Se não quem se lembraria de juntar 16 alunos espanhóis e 13 alunos portugueses, mais uma professora portuguesa (que vive em Inglaterra há 30 anos), dois ingleses, uma mexicana e um espanhol no mesmo caldeirão, mexer e fazer a poção? Isto em duas cidades, uma em Portugal (Aveiro) e outra em Espanha (Vigo).

É difícil explicar em poucas palavras a emoção que isto me transmite, porque afinal este é o fruto de um trabalho árduo, e por vezes ingrato, de vários anos. É o acreditar de muita gente!

Mas, a semana passada deparei-me com pensamentos do género – “Eu sempre desejei isto. Cheguei a pensar fazê-lo em Inglaterra ou em Madrid. Mas agora vai acontecer aqui e eu estou a organizá-lo. Mas acontece numa altura em que não faço Yoga há 6 meses, onde a minha vontade de o fazer está no mínimo e onde as minhas crenças estão de rastos.” Acho que isto acontece por ser um teste… E durante o fim-de-semana deparei-me com pessoas que se questionavam sobre o mesmo. “O que estou aqui a fazer?” “Quero me ir embora” deve ter passado, e passou, pela cabeça de vários alunos.

Mas na verdade é que mexe com a nossa zona de conforto. É muito mais fácil não querer e ficar em casa a ver televisão ou nem me preocupar com o que como ou faço. Parece aquela frase do J. Rentes de Carvalho, que o Luís pôs como comentário ao meu post sobre as minhas viagens, “A viagem ideal? Atravessar a Índia com um bom livro sem sair da cama.” Pois! Muito sinceramente tenho muita pena do senhor J.R.C., porque sinceramente deve ser uma pessoa muito triste e sozinha. E pouco dada a mudanças! Porque sinceramente não consigo ler um livro sobre S. Tomé que consiga traduzir o que senti lá, posso experimentar de novo as sensações de lá ter estado ao ler o livro, mas ninguém me tira o prazer de ter vivido, cheirado, provado, comido ou privado com o povo, a terra ou os recursos do local. No fundo porque saí da minha zona de conforto e experimentei!

Por acaso, será que o Sr. J.R.C. tem sexo com um livro sem sair da cama? Ou come um bom prato, lendo um livro, sem sair da cama? Ou mesmo… Será que já teve um filho por ler um livro… Sem sair da cama?

É a diferença entre o saber ensinado e o saber experimentado. Um implica algum conforto e pouco tempo, o outro implica algum esforço, mais tempo, mas mais benefícios. Eu prefiro continuar a experimentar e espero um dia atravessar a Índia, com um bom livro… Para escrever as minhas experiências!

sexta-feira, dezembro 01, 2006

Semi-aniversário

6 Meses

Seis meses de sorrisos, choros, cólicas, fraldas, chichis na cama, horas de sono a menos, sustos, medos, sonhos, brinquedos, mimos, cocós fedorentos, banhos molhados, tosse, leite, bombas, biberões, bodies, babygrows… Meio ano de alegria!

(a composição é da autoria da Cláudias. As fotos são dos dois!)

sexta-feira, novembro 10, 2006

José Pinto dos Santos

Há pessoas que valem por si sós! Que mudaram, e continuam a mudar, a minha vida. Pessoas que me fazem acreditar que este país ainda é possível. Uma dessas pessoas, e que tenho sempre enorme prazer em ouvir, esteve ontem à noite na Grande Entrevista com a Judite de Sousa. O seu nome é José (Pinto dos Santos) como ele pediu para ser chamado. Infelizmente não pude ver a entrevista toda (porque o Baltasar também queria tomar banho) mas, irei fazê-lo, e vocês podem também ouvi-la (e vê-la) aqui. E oiçam com atenção...

Foi assim que foi apresentado, José Pinto dos Santos:

"O que é que há de comum entre Belmiro de Azevedo... Américo Amorim... Henrique Granadeiro... João Pereira Coutinho... Paulo Teixeira Pinto... e Ricardo Espírito Santo Salgado?

Estes homens vão reunir-se com mais 20 dirigentes das maiores multinacionais do mundo, numa iniciativa do Presidente da República, para ouvirem um dos maiores mestres de gestão de empresas.

Português... filho de um alfaiate do Porto, a viver fora do país há 20 anos e professor na maior Escola de Gestão do Mundo... José dos Santos vai dar uma lição a empresários e banqueiros mas... antes fala aos portugueses... na GRANDE ENTREVISTA, quinta-feira, logo após o Telejornal.
"

Estejam atentos pois penso que irão ouvir falar dele mais vezes. Foi um dos mentores do programa Contacto.

quinta-feira, novembro 09, 2006

Recordar: O que eu não fiz...

Em Moçambique, nasci, mas nunca mais lá voltei.
Em Portugal, fui à Madeira de barco-à-vela, mas nunca fui à Malcata.
Em Espanha, comi tapas, mas não fui a Cuenca.
Em França, bebi Bordeaux, mas não bebi champagne.
No México, bebi Tecate, mas não bebi tequilla.
Na Escócia, comi black pudding, mas não bebi whiskey.
Nos Estados Unidos, visitei 5 estados, mas não fui ao Burning Man.
Na Bélgica, bebi muita cerveja, mas não visitei a Leffe.
Na Holanda, fui a um coffee shop, mas não comi um space cake.
No Canadá, estive um fim-de-tarde, mas não jantei.
Em São Tomé, comi muita fruta exótica, mas não provei os caracóis.
Em Andorra, comprei um DVD, mas não fiz ski.
Na Finlândia, tomei banho nos lagos, mas não fiz sauna.
Na Croácia, fiz muita praia, mas não fiz nudismo.
Na Alemanha, tive tão ocupado que já nem sei o que fiz.
No Japão, bebi muito saké, mas não fui ao karaoke.
Na Bósnia-Herzegovina, fui a Mostar, mas não fui a Sarajevo.
No Luxemburgo, visitei os jardins, mas não visitei as catacumbas.
Na Irlanda, fiz muitos quilómetros, mas não fui feliz.
No País de Gales, passei e quase nem parei.
Na Inglaterra, aprendi muito, mas... Porque é que não fiquei lá?

Já só me faltam visitar 172 países neste planeta. Pelo que, mesmo à razão de visitar dois países por ano, eram preciso mais 86 anos para visitar todos. E mesmo que eu quisesse ter uma média de visita de um país por ano de vida, ainda me faltam 16. Pelo que teria que nos próximos 16 anos visitar dois por ano para poder estabelecer essa marca.

O melhor é nem pensar muito nisso.

quarta-feira, novembro 01, 2006

Mensário 5

Baltasar com 5 Meses

O mês passado não escrevi aqui nada sobre o "mensário" do Baltasar. Não que me tenha esquecido, aliás porque houve festa no devido sítio, mas porque achei por bem não fazê-lo.

Mas este mês temos fotografias novas e como andam sempre a pedir-me para enviar, fica aqui mais uma. Dos seus 5 meses...

sexta-feira, outubro 06, 2006

Yoga com fartura...

É já para a semana que iremos desfrutar da visita de Jai Kartar Kaur, uma professora de Kundalini Yoga, proveniente do Reino Unido e que vem cumprir o seu propósito na vida - partilhar os conhecimentos do Kundalini Yoga.

Assim, em dois dias, um em Aveiro, (sábado, 14 de Outubro) e outro em Lisboa (no domingo, 15 de Outubro), Jai Kartar Kaur irá mostra-nos como nos podemos libertar das armadilhas da nossa mente e encontrar o nosso caminho pessoal e irá ensinar-nos como nos podemos tornar mais prósperos e como lidar com o nosso potencial criativo, em dois workshops "Sente o verdadeiro Eu" e "A fonte da criatividade, oportunidade e prosperidade está dentro de nós".

Vejam todos os detalhes em www.ojardimdelotus.net/jkk/ (mais um site feito por mim), escrevam-nos um e-mail ou telefonem que teremos todo o prazer em tirar as vossas dúvidas. Não deixem é de usufruir desta excelente oportunidade.

Kundalini Yoga com Jai Kartar Kaur

Um mês depois teremos a visita da internacionalmente conhecida professora de Kundalini Yoga, e música, Sada Sat Kaur. Com dois CDs editados e é conhecida mundialmente pela agradável combinação que faz nas suas aulas, da sua voz, com o Kundalini Yoga e a meditação.

Sada Sar Kaur irá levar-nos a ouvir a nossa voz interior, através de uma agradável experiência e irá guiar-nos nesta viagem para abrir o caminho do nosso coração, para sentirmos paz e a nossa união com o todo em dois workshops "Desenvolve a tua intuição" e "Abre o teu coração para uma mente serena", que decorrerão em Lisboa (sábado, 18 novembro) e Aveiro (domingo, 19 novembro).

Vejam todos os detalhes em www.ojardimdelotus.net/ssk/ (ainda mais um site feito por mim).

Kundalini Yoga com Sada Sat Kaur

Não percam estas oportunidades de conhecer o Kundalini Yoga.

quarta-feira, outubro 04, 2006

Parque tecnológico da Covilhã vai acolher 13 empresas brasileiras

A ligação ao Parkurbis vai surgir através de um Agrupamento Complementar de Empresas

O Parque de Ciência e Tecnologia da Covilhã, o Parkurbis, vai acolher no inicio do próximo ano 13 empresas brasileiras da área do software, oriundas de Blumenau, do estado de Santa Catarina, que têm como objectivo entrar no mercado europeu. Estas firmas vão surgir ligadas ao Parkurbis por via da criação de um Agrupamento Complementar de Empresas (ACE), no qual alinharão quatro portuguesas já sediadas no parque.

A ideia de criar um agrupamento entre empresas do Parkurbis e de Blumenau foi avançada em Maio deste ano, altura em que uma comitiva brasileira visitou a Covilhã e responsáveis das duas cidades geminadas se encontraram pela terceira vez. A constituição do agrupamento vai levar à assinatura de dois documentos, de forma "a obedecer às leis do direito português e brasileiro", explicou o presidente da câmara, Carlos Pinto, durante a reunião da assembleia municipal de anteontem. O primeiro documento será assinado a 4 de Outubro, no Brasil, enquanto o segundo - conforme à legislação portuguesa - será assinado até final deste ano.

De entre as empresas de Blumenau - que produzem software para as indústrias do turismo, química e automóvel - "algumas são marcas líderes na América do Sul" e contam com 100 a 120 engenheiros nos seus quadros, notou Carlos Pinto.

Para já, o principal objectivo do agrupamento está em estabelecer contactos com o mercado europeu.

Para que as empresas brasileras se venham a fixar definitivamente na Covilhã, o Parkurbis terá de dispor de mais um edifício, visto que o actual está já completo, com 13 empresas. Segundo adiantou Carlos Pinto, o parque tecnológico está apostado em conseguir dinheiros comunitários para erguer aquele segundo edifício, que deverá custar um milhão e cem mil euros e ter uma área de 3500 metros quadrados. O que se pretende é aproveitar as verbas que ainda estão disponíveis no actual quadro comunitário de apoio, sendo que foi já aprovada uma précandidatura.

Por ser uma sociedade anónima, uma candidatura do parque de tecnologia dificilmente ultrapassaria uma comparticipação na ordem dos 40 ou 45 por cento, frisou Carlos Pinto, ao notar que o regulamento dos fundos comunitários no âmbito do Ministério da Economia prevê uma majoração para os espaços de incubação que sejam liderados por uma associação. Com a criação da Associação Parkurbis Incubação pretende-se conseguir um apoio de 75 por cento. Farão parte desta associação, com capital social na ordem dos 25 mil euros, actuais accionistas do parque tecnológico.

por Sandra Invêncio in Público , Domingo, 17 SET 2006

Classificação na Maratona

Aqui fica a classificação dos 4 que partimos juntos. Desses, no final, chegámos três juntos - eu, o Pisco e o Nuno.

PosiçãoTempoTempoAtleta
943:03:16225António Miguel Almeida Filipe Gonçalves
2394:03:10384Rui Gonçalves
2404:03:16376Nuno Monteiro
2414:03:2035Ricardo Hélder Lopes Rodrigues

segunda-feira, outubro 02, 2006

A minha vida dava um filme do Hugh Hudson

Ontem acordei às 7:00, vesti uns calções e camisa de lycra, e coloquei a bicicleta no tejadilho do carro do Pisco. Fomos para uma terra com um nome que nunca pensámos existir. Crastovães, ali para os lados da Trofa do Vouga. Íamos fazer a Maratona do Vale do Vouga, na sua versão mais curta, de 40 km.

Maratona do Vale do Vouga

Nem consigo lembrar-me da última vez que andei uma distância na minha bicicleta – a Vaynessa - digna de ser memorizada. A última que me lembro foi há cerca de um ano, numa tarde de sábado pelos campos do Vouga e sem subidas, mas com uma sandes de leitão em Angeja para temperar forças. Uma coisa é certa, há 4 meses que não faço nenhum exercício com regularidade, a não ser mudar fraldas e carregar os quase 7kg do Baltasar.

Tentei preparar-me para o evento. Andei uns quilómetros na semana passada. 25 na quarta-feira, 18 na quinta-feira e 12 no sábado. Depois de 25km que fiz na quarta-feira, na quinta-feira senti alguma dificuldade em sentar-me. Já não sabia o que era essa sensação há uma dezena de anos. Ontem quando me sentei na bicicleta ainda sentia alguma dor nas nádegas. É tempo a mais sem andar sentado naqueles bancos e peso a mais sobre os glúteos.

Às 9:20 foi dada a partida e seguimos durante 2km em grupo até à largada. Foi a confusão. Cerca de 400 ciclistas a tentarem passar em caminhos que, nalguns sítios, mal dava para estarem dois a par. "À esquerda", "à direita" e lá iam eles, todos cheios de pressa. Eu mantinha-me ali, no meu ritmo e à espera que me deixassem em paz, porque eu fui passear.

Mal entrámos na lama apercebi-me que não ia ser fácil. A bicicleta já não era branca, azul ou vermelha, era castanha e havia barulhos que não eram normais. A velocidade mais baixa não entrava com a lama a atrapalhar e as primeiras subidas tiveram que ser feitas a pé, a empurrar a bicicleta. Mas não podia ser de outra maneira porque nessas alturas aglomerava a horda de ciclistas mais lentos, ciclistas com pneus que deslizavam na lama ou ciclistas mais azarados com avarias.

altimetria

Perdi os meus companheiros. Alguns conhecidos passavam e cumprimentavam. Eu seguia o meu ritmo, cada vez mais desejoso que passassem todos e ficasse para último. O civismo de alguns deixava muito a desejar. O Pisco esperou por mim e mais à frente encontrei-o. O Nuno teve um furo, juntámo-nos e seguimos os três em ritmo de passeio. Estradões largos, lama, água e bastante alcatrão, algumas das coisas que não agradam muito a um bttista.

eu e o pisco

Quase no final da temida "grande subida" estava o Ken e a Sue à minha espera (as fotos são deles), mas ainda estava a meio caminho. Pensando que eram 40km, como dizia no site, fiquei contente quando, no fim da descida, o conta-quilómetros marcava 30km. Mas seguiu-se a pior subida. Uma parede de escalada com lama, para quem já tinha tantos quilómetros em cima. Mas o ponto fulcral de desmoralização foi quando marcou 40km e estava ainda na ponte medieval perto de Lamas do Vouga, sabendo que Crastovães ficava lá em cima do monte, que naquela altura era já muito alto. Pensei em telefonar para a organização e dizer que não passava dali, porque só tinha pago para andar os 40km.

a temida subida

Mas subi tudo! Mesmo com as chatas das motos da organização a passar sem qualquer tipo de respeito pelos concorrentes e com a desmoralização de ver quatro tipos que tinham feito 80km, passarem por mim como se tivessem acabado de partir. Ainda tive um princípio de cãibras e caí por causa disso, num local em que um tipo disse estar lá o diabo, porque o levou a sair do caminho e quase cair. Acho que eu ainda conseguia estar melhor que ele, pois não vi o demo.

Cheguei ao fim, depois de 4h de bicicleta para fazer 47km. O meu objectivo era fazer os 40km antes das 13:00, uma vez que a partida era para ser às 9:00, o que daria uma média superior a 10km/h. Fiz os 40km às 12:30, quando partimos às 9:20 e fiz no final uma média próxima dos 11,5km/h. Bati o meu objectivo!

Hoje dói-me todos os músculos, tendões, articulações e ossos do meu corpo. Há partes do meu corpo que, ou não sabia que existiam, ou já não me lembrava que faziam parte da minha existência física. Não tive problemas cardíacos ou respiratórios, pois esses orgãos ainda são os que mais têm trabalhado, mas tudo isto mexeu com a moral. Mesmo sabendo que cumpri os meus objectivos sei que podia fazer muito melhor e como dizia o outro "does the mind rules the body or does the body rules the mind?" E no estado de cansaço físico que estou hoje é complicado pôr a mente a trabalhar.

Tenho que andar mais de bicicleta! Quando vamos dar outra volta?


Nota: Dedico esta crónica ao meu amigo Nuno Arroteia que se cortou numa mão, ao colocar a bicicleta no carro, quando se preparava para ir à Maratona. Apanhou 9 pontos e não pode participar.

quinta-feira, setembro 28, 2006

Inovar-te, a revista de inovação

Hoje, pelas 20h08, é apresentada na Livraria da UA a nova revista Inovar-te. Com o slogan «A Ideia é pessoal, mas transmissível», esta publicação é dirigida a indivíduos e a organizações das mais diversas áreas, que possuam interfaces ou interesse na temática da inovação, nas faixas etárias compreendidas entre os 25 e os 65 anos, designadamente universitários, gestores e quadros superiores e intermédios das empresas, empreendedores, investigadores e tecnólogos. Não percam o primeiro número, que chega às bancas no dia 29.

Do seu Conselho Editorial, o órgão consultivo composto por um conjunto de personalidades relevantes da produção de conhecimento sobre inovação e da sociedade em geral, constam nomes como: Carlos Zorrinho, Diogo Vasconcelos, Guta Moura Guedes, João Caraça, João Paulo Girbal, João Picoito, Joaquim Borges Gouveia, Jorge Alves, José Félix Ribeiro, José Miguel Júdice, Luís Mira Amaral, Miguel Matias e Teresa Lago.

Eu vou lá estar a convite de um dos membros do Clube de Inovação Innoveight!

quarta-feira, setembro 27, 2006

Acordar bem disposto...

Portugal cai três lugares no índice de competitividade global

Portugal caiu três lugares na edição deste ano do Índice de Competitividade Global do Fórum Económico Mundial (vulgo Fórum de Davos) - está em 34.º lugar, atrás da maior parte dos países da União Europeia, numa lista encabeçada pela Suíça e com vários países nórdicos nos primeiros lugares.

O ranking do Fórum Económico Mundial (FEM) incorpora uma série de factores quantitativos e qualitativos (qualidade de instituições públicas, capacidade de inovação, sistema de ensino, etc.) para medir a competitividade das economias de 125 países.

Portugal é beneficiado por alguns indicadores ligados sobretudo à sua estabilidade política (pouca vulnerabilidade ao terrorismo e ao crime organizado) e à qualidade da sua infra-estrutura de transportes e ao enquadramento jurídico da economia. Onde as coisas correm pior é em indicadores macroeconómicos (o défice) e do sistema de ensino.

Esses defeitos são também apontados na parte qualitativa do índice, resultante de inquéritos: os três factores mais problemáticos para o ambiente empresarial em Portugal são "sector público ineficaz", "leis do trabalho demasiado restritivas" e "força de trabalho mal preparada".

O líder do índice é a Suíça (5,81 pontos na escala de 0 a 7); no último lugar da lista de 125 países está Angola (2,5 pontos).
A Confederação Helvética está no topo da lista graças a uma "combinação de uma capacidade de inovação ímpar e de uma cultura empresarial altamente sofisticada". A Suíça ultrapassa o líder de 2005, os Estados Unidos, que caíram para a sexta posição.

Os EUA continuam a ser líderes mundiais em vários indicadores, como "eficiência dos mercados, ensino superior e sofisticação do sector privado"; mas a economia americana é prejudicada por alguns indicadores macroeconómicos, nomeadamente o seu grande défice externo, e porque os "níveis de eficiência e transparência das suas instituições públicas" não estão a par dos registados na Europa.

Há três nações nórdicas (Finlândia, Suécia, Dinamarca) entre os quatro primeiros, reflectindo a sua excelente situação macroeconómica e a qualidade dos seus sistemas de saúde e educação.

As outras posições cimeiras da lista são ocupadas por nações do Extremo Oriente ou da União Europeia. Portugal fica atrás de países da "Velha Europa" como a França, a Alemanha ou a Espanha, e também de nações do alargamento, como a Estónia e a República Checa.

Os piores da Zona Euro são a Itália (42.º) e a Grécia (47.ª); o país da União mais mal classificado é a Polónia (48.ª).

in Público online, 27.09.2006 - 07h21 Pedro Ribeiro

Se quiserem ver o top 50.

Novo livro dos autores da Novíssima Cartilha Ilustrada



O Pá Natal - que rouba aos miúdos para dar aos graúdos - avisa que faltam quatro dias para o lançamento do opúsculo satírico "Não pagamos ao palhaço!", da autoria da dupla Monteiro & Monteiro, que terá lugar no café Santa Cruz, em Coimbra, no próximo dia 30 de Setembro, Sábado, pelas 18h00:
- Está no ir, pá! Avia-te, pá!

Aqui estão os convites - um mais sóbrio, outro mais abichanado - para o lançamento do novo livro dos irmãos Monteiro, intitulado "Não pagamos ao palhaço!".
Queiram fazer o obséquio de divulgar a boa nova.
Dia 30 de Setembro (Sábado, 18 Horas, Café Santa Cruz, Coimbra.
Apresentação Doutor Louzã Henriques.

terça-feira, setembro 12, 2006

Porque não em Aveiro?

Penso que uma estratégia concertada entre os actores (CMA, EMA, Inova-Ria, UA, Min. Economia, AIDA, ...) no sentido de se criar um parque tecnológico em Aveiro, ligado às telecomunicações e novas tecnologias (ITs) e eventualmente usar para isso as instalações do Estado Municipal, podia criar um valor acrescentado a todas as entidades e sobretudo à região, que dessa maneira ganharia notoriedade e captar investimento nacional e estrangeiro, através da colocação de empresas na região. Além disso, usar-se-iam as instalações do Estado Municipal que aparentemente continuam sem utilização, para além de actividades pontuais.

Volto a focar que Aveiro tem potencial de atracção de investimento estrangeiro nestas áreas, com um aeroporto a cerca de 1h de distância e Lisboa a menos de 2h.

Os 'clusters' valem a pena

Portugal está na média da União Europeia, muito à frente de Espanha, mas distante dos líderes na criação de aglomerações empresariais competitivas. Um inquérito da Gallup a 21 mil gestores

Cerca de 1/4 das empresas portuguesas estarão inseridas em «clusters» e vêm vantagem nisso para fomentar a inovação e competitividade.

Eis a principal conclusão de um inquérito telefónico realizado entre Junho e Julho passado pela Consulmark para a The Gallup Organization junto de mais de 800 fundadores e principais donos, CEO e responsáveis financeiros portugueses de firmas com mais de 20 empregados.

A posição portuguesa estaria na "média" da União Europeia (UE), segundo este inquérito realizado junto de mais de 21 mil empresas em 32 países europeus. A posição portuguesa está longe dos campeões europeus da aglomeração geográfica e sectorial — os ingleses (pais do conceito de "distrito industrial", desde que o economista Alfred Marshall o teorizou ainda no século XIX) e irlandeses — e teria muito a aprender, também, com os italianos (o exemplo de antologia é o muito afamado «distretto industriale» têxtil de Prato, na Toscânia) e os austríacos, Com posição similar à portuguesa está a Croácia e a Noruega.

Ponto curioso é o facto do nosso vizinho, a Espanha, estar no grupo da cauda deste «ranking», com uma inserção em aglomerações sectoriais e geográficas que não chega aos 10%.

Contudo, 35% das próprias empresas portuguesas inseridas efectivamente em «clusters» não tinham consciência disso, e 39% actuam passivamente ou mesmo acantonam-se numa atitude "isolacionista" desaproveitando as oportunidades criadas por essas aglomerações — o que são pontos fracos do tecido português, a "corrigir". Nesse capítulo, seria útil aprender com os nórdicos. Outro ponto fraco detectado pelo inquérito é a fraca diversidade de parcerias realizadas pelas empresas dentro do «cluster».

Desapego aos subsídios
O estudo permitiu, também, detectar o que reivindicam os gestores em relação aos poderes públicos em termos de fomento dos «clusters».No caso português, as três prioridades colocadas por 89% dos inquiridos nada têm a ver com subsídios, mas sim com apoio ao fomento de redes empresariais, maior transferência de informação estratégia ca para os gestores e desburocratização.

O conceito de «cluster», definido por Michael Porter em 1990» foi, agora, adaptado e utilizado por este inquérito encomendado pela Direcção Geral da Empresa e Indústria da Comissão Europeia, Em Portugal a palavra foi muito divulgada, aquando das visitas de Porter.

Pode ser consultado em: http://cordis.europa.eu/innovation/en/policy/innobarometer2006.htm

Jorge Nascimento Rodrigues
in Expresso 9 de Setembro de 2006

Málaga é modelo na tecnologia

Em quinze anos, a província de Málaga alterou a sua especialização produtiva implantando a economia do conhecimento no seu dia-a-dia.

O «milagre» deveu-se à criação em 1992 do Parque Tecnológico da Andaluzia (PTA), nos arredores da cidade de Málaga, terra natal de Pablo Picasso. No ano passado, o PTA facturou mais de 1000 milhões de euros (mais do que o Taguspark, o maior parque tecnológico português) através das 375 empresas e entidades ali sediadas, a maioria das quais nasceu ali. Só nos últimos doze meses, foram criadas 100 «start-ups».

De uma zona agro-turística, inserida na conhecida Costa del Sol andaluza, o PTA mudou radicalmente a paisagem económica, equivalendo hoje a 1/4 do PIB gerado pelo turismo e representando 1,5 vezes o produto gerado pela agricultura local. Este papel de mudança valeu-lhe ser considerado, internacionalmente, como modelo de pólo tecnológico em regiões menos desenvolvidas. «Representamos, de facto, um exemplo de como se pode transformar toda uma região, criando um ambiente de inovação e de economia do conhecimento onde anteriormente nada existia», afirmou ao EXPRESSO Felipe Romera Lubias, director-geral do PTA, que é, também, presidente da Associação dos Parques Científicos e Tecnológicos de Espanha (APTE). O próprio impacto em toda a Andaluzia (7,3 milhões de habitantes) é significativo — o investimento privado em Investigação & Desenvolvimento (I&D) no pólo tecnológico representa 25% de todo o investimento empresarial na região andaluza.

O PTA criou «excelente visibilidade tecnológica numa região que não o era de todo», sublinha Romera, que acrescenta: «Se em alternativa tivéssemos investido no turismo os 150 milhões de euros de fundos públicos — 25% de um total de 600 milhões investido no parque desde 1992 —, duvido que os resultados viessem a ser semelhantes. Não creio que criássemos um novo sector de desenvolvimento, o do conhecimento, que tem muito mais valor acrescentado do que os sectores tradicionais».

Líder em Espanha
O peso tecnológico do PTA é hoje reconhecido em Espanha: lidera em número de projectos de I&D financiados por fundos públicos em parques tecnológicos e ocupa, por ora, o primeiro lugar em investimento público, logo seguido pelo Parque de Investigação Biomédica de Barcelona (que abriu em Maio deste ano e que já mobilizou uma verba de 11 o milhões).

O modelo é, por isso, «cobiçado» na América Latina e no Magrebe. «Mais do que os nossos êxitos em transformar uma região agro-turística, procuramos transmitir-lhes os nossos erros, para que não os repitam», conclui Felipe Romera.

Jorge Nascimento Rodrigues
in Expresso 2 de Setembro de 2006

quinta-feira, setembro 07, 2006

Curso de Formação de Professores de Kundalini Yoga

Está agora a fazer dois anos que fui à minha primeira aula de Kundalini Yoga. Ainda me lembra como fosse hoje. As sensações, a vontade de sair da sala e de chamar nomes aos outros praticantes. Porque estávamos nós ali? Porque é que subir e descer de cócoras me dava vontade de berrar? Ou porque é que cantar e dançar me davam vontade de fugir, mas depois me fazia sentir tão bem, tão liberto?

Nestes dois anos, muitas experiências houveram pelo meio, e até houve várias visitas a Portugal de várias professoras de Kundalini Yoga, vindas de Inglaterra, organizadas por mim e umas amigas, porque cá não existem professores dessa linha de Yoga. As coisas foram crescendo e os sonhos de alguns também. E, quando se junta os sonhos de alguns consegue-se avançar e chegar mais além. E, por isso, tenho o prazer de vos anunciar que irá decorrer em Portugal o 1º Curso de Formação de Professores de Kundalini Yoga (Nível 1: Instrutor).

O curso é uma colaboração entre O Jardim de Lótus em Aveiro, a Karam Kriya School de Londres e o Centro de Yoga Kundalini "Narayan" em Vigo, e arrancará em Dezembro. Vejam tudo em http://www.kundaliniyogaportugal.com.

Curso Internacional de Formação de Professores de Kundalini Yoga - Nível 1: Instrutor

Mais uma página feita por mim.

terça-feira, setembro 05, 2006

Os Leões de Cuangar

Do meu amigo José Pinto Carneiro, que há uns anos se estreou com o romance O Estranho Caso Da Boazona Que Me Entrou Pelo Escritório Adentro, que de vez em quando povoa a blogosfera com o seu Senhor Carne e que agora raramente pega na sua BTT, porque Lisboa não é uma cidade amiga das bicicletas, chega agora às livrarias as desventuras de um português no massacre de Cuangar de 30 de Outubro de 1914.

Até ele me falar nele, eu nunca tinha ouvido falar deste episódio da nossa história em que o posto português de Cuangar, na margem esquerda do rio Cubango, no Sul de Angola, é atacado por alemães armados de metralhadoras. São mortos dois oficiais, um sargento, cinco soldados europeus e treze africanos, o comerciante Sousa Machado e uma mulher, num total de 22 pessoas. Um dos mortos é a personagem central do novo livro do Carneiro - "Os Leões de Cuangar".

Os Leões de Cuangar - José Pinto Carneiro


"Angola, 1914. Numa época em que a Europa vive os primeiros episódios de uma guerra sangrenta, em África os Alemães ameaçam atacar a fronteira sudoeste do território colonial português. Com o posto de Cuangar em perigo iminente, um destacamento militar é enviado da costa para sua defesa. Entre as hostes nacionais destaca-se um anti-herói igual a tantos outros, o pacato soldado 35. Atraído a África pela perspectiva de leões e aventura, cedo irá descobrir o que lhe reserva o continente profundo. A História está repleta de notas de rodapé feitas de gente anónima, cujos desejos também serviram para tecer a malha do mundo que somos hoje. Esta é a história de um desses soldados desconhecidos. Alguém (ainda aqui permanecerá anónimo) que viveu um quotidiano de deslumbramentos, angústias, alegrias, medos, que ganhou e perdeu, como qualquer um de nós. Ou talvez mais. E que morreu e desapareceu, digerido pelo tempo. De tal maneira que talvez nem tenha existido."

Vão aí à livraria mais próxima e peçam! São só €9,90...

domingo, setembro 03, 2006

A Blue Planet

Há uns meses um amigo pediu-me para lhe fazer uma página simples. Uma página onde, quem quisesse, podia lhe enviar o seu endereço de email pessoal para que mais tarde pudesse receber informações suas ou de uma hipotética empresa sua de nome "A Blue Planet". A página não foi assim tão fácil de fazer porque o servidor onde está alojada e que era usado para enviar os mails, ao meu amigo, necessitava de autenticação e estive até às 4h da manhã a fazer a "página simples". Tinha que estar pronta nessa noite, uma vez que no dia seguinte ele deixava o seu emprego em Londres e estava de volta a Portugal, e queria divulgá-lo aos ex-colegas.

A Blue Planet

Uns meses depois deu-me de prenda de anos um livro inspirador, que ainda só desfolhei, chamado "80 homens para mudar o mundo: 80 casos de criatividade empresarial, 80 casos de sucesso empresarial" de Sylvian Darnil e Mathieu Le Roux. E, só de desfolhar e ler algumas passagens, já sei onde ele se inspirou para a "A Blue Planet".

Será que eu me inspirarei?