sexta-feira, maio 29, 2009

Indigente

Terça-feira, por volta das dez e meia, quando me preparava para deitar, toca o telemóvel. Quem seria? Não era o toque do meu irmão e o número não fazia parte da minha agenda.

Atendo e ouve-se do outro lado:
- Rui Gonçalves? Daqui fala Paulo Castelo da Antena 3. Estás recordado de ter participado no passatempo dos Placebo? Pois... Desculpa estar a ligar tão em cima da hora, mas estavas como primeiro suplente e um dos finalistas não pode...

Ou seja, eu ia entrar em directo daí a uma hora no programa Indigente do Nuno Calado para me "gladiar" com um outro concorrente sobre uma viagem a Colónia para ver os Placebo na sua apresentação do seu novíssimo álbum. Isto porque eu tinha me divertido a fazer uma lista de músicas que para mim fariam o alinhamento para um concerto "de sonho" da banda.

Foi-me explicado que o Nuno Calado iria pôr no ar excertos de temas, num total de 5, e quem adivinhasse mais ganhava. Se ao final dos 5 temas persistisse um empate, passaríamos ao regime de morte súbita, ou seja, o primeiro que acertasse num tema ganhava.

Ok! Aceitei. Porque não? Do outro lado podia estar um tipo que soubesse menos que eu...
Peguei no portátil e estive a ouvir excertos de temas que achava que o Nuno Calado iria passar. Fui ouvindo e tentando memorizar os nomes, enquanto não adormecia. E assim, fui passando aquela hora, até que tocou o telefone.

O Paulo Castelo voltou a explicar tudo e passou-me ao Nuno Calado. Falei uns momentos com o Nuno Calado e ele pôs-me a ouvir o som da mesa de mistura e que estava a ser emitido. Ele colocou no ar o tema "36 Degrees" dos Placebo e quando acabou apresentou-nos - a mim e à Amanda Fernandes, uma estudante de Sintra.

Eu disse que estive mais atento ao princípio da carreira dos Placebo e que com o advento do mp3 deixei de associar os nomes aos temas. Mas que ia tentar dar o meu melhor!

O Nuno Calado começou a passar os temas... "Slave To The Wage", "Protege-Moi" e "Because I want You (Russell Lissack Bloc Party Remix)" e… Eu não acertei um! E ficámos por ali e a Amanda deve ir no dia 3 de Junho a Colónia ver os Placebo.

E eu fui dormir (de qualquer maneira no dia 3 tenho que ir tirar os pontos)!

Ah! Fica aqui o mail que mandei ao Nuno Calado com a lista de temas dos Placebo para um concerto memorável:

"Aqui segue o setlist que idealizo para um excelente concerto dos Placebo.
Longe de ser um best of (apenas 9 dos 23 temas estão no "Once More with Feeling") é o meu best of para um bom concerto. Com muitos convidados - Johnny Marr, David Bowie, Kim Deal, Martin Gore e Alison Mosshart (que substitui o Michael Stipe no tema "Broken Promise" onde uma voz feminina tornaria o tema mais profundo).

Já estou a imaginar o público a entrar em êxtase quando se houve a Kim Deal a começar o coro do "Where is my mind" e o Brian Molko diz "STOP"... Ou a cara de surpresa com o primeiro tema do primeiro encore.

Aqui está ele:

01. Battle For The Sun [Battle For The Sun]
02. Pure Morning [Without You I'm Nothing]
03. Nancy Boy [Placebo]
04. Special K [Black Market Music]
05. Bigmouth Strikes Again (feat. Johnny Marr) [Nancy Boy CD1 B-Side / Covers]
06. Theme From Funky Reverend [Taste In Men CD1 B-Side]
07. Black-Eyed [Black Market Music]
08. For What It's Worth [Battle For The Sun]
09. This Picture [Sleeping With Ghosts]
10. Without You I'm Nothing (feat. David Bowie) [Without You I'm Nothing CDS]
11. Commercial For Levi [Black Market Music]
12. Special Needs [Sleeping With Ghosts]
13. Where Is My Mind (feat. Kim Deal) [This Picture CDS B-Side / Covers]
14. Protège Moi [Once More with Feeling]
15. Speak in Tongues [Battle For The Sun]
16. Every You Every Me [Without You I'm Nothing]
17. I Feel You (feat. Martin Gore) [Fanclub Cassette / Covers]

1º Encore
18. Mars Landing Party [Pure Morning CD1 B-Side]
19. My Sweet Prince [Without You I'm Nothing]
20. Meds (feat. Alison Mosshart) [Meds]
21. Broken Promise (feat. Alison Mosshart) [Meds]

2º Encore
22. Burguer Queen (Français) [Burguer Queen Français CDS]
23. Song To Say Goodbye [Meds]
"

quarta-feira, maio 27, 2009

Coxo

Este fim-de-semana fui participar numa prova de orientação em BTT (ou Ori-BTT) em Barcelos. Já não andava de bicicleta há algumas semanas e já não compito há alguns anos. E apenas fiz uma prova de Ori-BTT com uma carta de 1:10 000 em toda a minha vida. Mas queria voltar a sentir a adrenalina da corrida, a vontade de competir e a sensação de me perder em cima de uma bicicleta.

Escolhi a versão de dificuldade média da prova, para me testar. Consistia em realizar 15 pontos marcados na carta, na ordem estabelecida, no menor tempo possível. A prova tinha uns míseros 9,5 km de extensão estimada, pois poderia ter muito mais dependendo da (des)orientação do concorrente.

Domingo. Parti às 10:30 da manhã de uma localidade de Barcelos chamada Palme. A prova começava a subir... Fiz o primeiro ponto, ainda dentro da povoação e a partir daí foram quase 2 km a subir com uma inclinação de cerca de 10%. Estava de tal maneira desnorteado quando acabei a subida que tive que voltar uma centena de metros atrás para fazer o segundo ponto, pois falhei o caminho onde deveria virar.

Não conseguia pensar bem e demorei a habituar-me à escala e informação da carta. Perdi-me entre o segundo e terceiro ponto. Nem bússola levava... Não havia sol para tirar referências. Mas através das curvas de nível e dos caminhos consegui me localizar na carta. Subi uma enorme ladeira e encontrei o ponto três.

Marquei o ponto no cartão de controlo, desmontei da bicicleta, despi o casaco, respirei fundo e acalmei. Respirei fundo algumas vezes até recuperar o fôlego e a calma. Olhei para a carta durante uns minutos delineando a minha estratégia. E a partir daí nunca mais me perdi. Fui papando os pontos de controlo uns atrás dos outros.

Até que entre o nono e o décimo ponto tive um acidente! Ia a subir muito bem num caminho marcado pelos rodados de um carro, num nível abaixo das bermas e a olhar para a carta. De repente um galho de pinheiro com uns 7 cm de diâmetro que estava na berma é apanhado pela perna esquerda, no seu movimento de pedalada para a frente, e perfura-me a carne. Parei e deparei-me com um golpe profundo acima do tornozelo. Tirei o Camelbak e molhei bem a ferida procurando limpar e estancar o sangue.


Estava a uns 2 ou 3 km da civilização. Passam uns ciclistas que me querem ajudar, mas eu digo-lhes para seguir. Subi o resto do caminho a pé e montei só para descer. Fiz o ponto dez a caminho da chegada. O sangue estancou e não sentia dores. Mas assim que chego ao ponto onze um tipo que tirava fotografias inspecciona a ferida e aconselha-me a voltar o mais rapidamente para a chegada.

Ainda fiz o posto 14 e 15, antes de encontrar os bombeiros que me desinfectam a ferida e fui para o hospital. No hospital dão-me os dois pontos (na perna) que não fiz na prova...

Foi este o meu percurso:


Espero estar pronto para a próxima prova, a 21 de Junho em Águeda!

quinta-feira, maio 21, 2009

A minha vida dava um filme do Roberto Benigni

2008, Março

Na altura tinha decidido deixar a empresa onde era sócio e estava activamente à procura de emprego.

Quinta-feira à noite. Cerca das 22:50, toca o telemóvel. Não é nada normal receber chamadas a essa hora (e não era o meu irmão).
- Boa noite! – ouve-se do outro lado – Rui Gonçalves?
- Sim! Boa noite – respondi.
- Daqui fala da empresa Leash, na sequência da sua candidatura à vaga de Versioning Engineer gostaríamos de agendar uma entrevista para a próxima terça-feira pelas 11:30. É possível?
Se havia coisa que eu tinha nessa altura era uma agenda simples e bastante disponibilidade.
- Sim! – respondi de novo.
- Fica então confirmado, terça-feira às 11:30 aqui nos nossos escritórios. – respondeu. Ao que se seguiu uma pequena explicação da localização dos escritórios e como lá chegar.

Quando desliguei o telemóvel fiquei a pensar que tipo de funcionário de uma empresa, como aquela (com algum prestígio), telefona a candidatos de emprego às 22:50 de uma quinta-feira, para marcar uma entrevista para a semana seguinte, para uma terça-feira. Será que não poderia telefonar na sexta-feira ou mesmo na segunda-feira da manhã? – pensei – É um teste! O tipo está a testar a disponibilidade das pessoas… - e fui dormir.

Segunda-feira à noite. Cerca das 21:50, toca o telemóvel. De novo um número desconhecido.
- Boa noite! – ouve-se do outro lado – Rui Gonçalves?
- Sim! Boa noite – respondi.
- Daqui fala da empresa Leash, na sequência da entrevista marcada para amanhã às 11:30 para a vaga de Versioning Engineer. Seria possível anteciparmos a entrevista em meia-hora?
- Sim! – respondi de novo.
- Fica então confirmado, a entrevista para as 11:00, amanhã, aqui nos nossos escritórios. – respondeu.

No dia seguinte lá fui para o Porto, de maneira a estar nos escritórios da empresa antes das 11:00. Cheguei bem cedo, estacionei, revi umas coisas sobre versionamento e aplicações de controlo de versões de software.
Às 10:50 estava a falar com a recepcionista, que me pediu para aguardar.
A empresa tinha mudado de instalações há muito pouco tempo e ainda se notava que as pessoas não estavam ambientadas ao seu novo local de trabalho. Havia algum reboliço nos corredores, pessoas sempre a entrar e sair, técnicos a instalar cabos e a fazerem furos.
A dada altura um jovem entrou e perguntou, a recepcionista, se podia entregar o seu currículo. E ela ficou com ele. A tipa era eficiente, mas muito bruta. Esteve um bocado a falar com a responsável da empresa de limpeza, a chamar a atenção para a conduta de uma sua funcionária.
E assim fui passando o tempo. Observando o normal funcionamento da empresa Leash, que me ia entrevistar e que poderia até ser o meu próximo local de trabalho.

Aguardei 45 minutos até que apareceu o entrevistador, já passavam 5 minutos da hora agendada (11:30) até à noite anterior. Às 11:45 estávamos prontos para a entrevista, eu, o tipo dos Recursos Humanos que me telefonou e dois engenheiros da empresa.
A sala era pequena, e foi preciso ir buscar mais umas cadeiras para nos podermos sentar todos. Penso que era o gabinete do tipo dos Recursos Humanos.
A entrevista seguiu os trâmites normais. Com a apresentação das pessoas e seguiu-se uma resenha da minha vida profissional e…. A dada altura abre-se a porta por detrás de mim (os outros três estavam de frente para mim e para a porta) e oiço uma voz feminina, algo exaltada e quase aos gritos:
- Oube lá! Roubaste-me a cadeira!

Não me lembro de muito mais da entrevista. Mas lembro-me de pensar "Como é que esta empresa tem o prestígio que tem e consegue ter os clientes que tem?" e ainda pensei pior quando me disseram que não faziam controlo de versões de software, num projecto com quase 100 colaboradores e que mexe com protecção dos dados pessoais. "Que desorganização..."

A partir desse momento devo ter enterrado a entrevista, porque nunca mais me disseram nada.

terça-feira, maio 19, 2009

Festival de Yoga 2009


Festival de Yoga
Aveiro, 26, 27 e 28 de Junho de 2009


Este ano o Festival de Yoga acontece a Cor de Laranja a 26, 27 e 28 de Junho na Costa Nova, em Aveiro.

Já está disponível toda a informação sobre o mesmo no site do Festival.

Esta que será a sua Quinta edição, terá:
- Dois dias e meio cheios de workshops de yoga e não só. Muito divertimento e descontracção.

- Instrutores de Kundalini e Hatha Yoga, de Portugal, Espanha e Inglaterra.
Uma excelente oportunidade para conhecer diferentes estilos e professores de Yoga que irão partilhar connosco a sua experiência pessoal de prática de Yoga.

- Actividades para crianças em paralelo com as actividades do Festival.
Incluem brincadeiras, actividades, acompanhamento constante e também yoga para crianças.

O Jardim de Lótus

- Serviço de refeições vegetarianas, desta vez incluídas no preço para potencializar o convívio entre os participantes.

- Começa já a sonhar com o TEU Festival de Yoga. Inscreve-te antes de 7 de Junho e usufrui do preço especial.

Tudo isto no Parque de Campismo da Costa Nova que é um pequeno paraíso tão perto e tão longe da cidade de Aveiro, inserido numa envolvente natural privilegiada entre a Ria e o Mar.

Mais informações aqui.

segunda-feira, maio 11, 2009

iQLês?

Burma Chronicles
Guy Delisle

Um estrangeiro na Birmânia (Mianmar). O país que se fechou ao mundo visto a partir de dentro por um canadiano casado com uma médica dos Médicos Sem Fronteiras destacada no país, com um filho bebé. Uma narrativa fluída e apaixonante com uns desenhos naïve quase a fazer lembrar Art Spiegelman.
Drawn & Quarterly, 2008









Shenzhen
Guy Delisle

Depois de ler o "Burma Chronicles" tinha que ler o que antes tinha feito o autor. Este é um registo de viagem da sua passagem pela China, como realizador de filmes de animação. O desenho é mais cru, mas também bastante interessante uma vez que vemos, pelos olhos de um ocidental, situações caricatas de uma aventura (quase como as Crónicas da Califórnia, mas ilustrado).








Exit Wounds
Rutu Modan

Uma história de um amor não correspondido num país em constante estado de emergência. Uma mulher que procura o seu amante desaparecido, num morto não identificado num atentado em Israel, na "esperança" de não ter sido rejeitada. Para isso procura o filho do amante, que não fala com o pai há anos, para tentar identificar o cadáver. Uma história muito interessante com desenhos simples e claros.
Drawn & Quarterly, 2008









A Tetralogia do Monstro
(O Sono do Monstro, 32 de Dezembro, Encontro em Paris e Quatro?)
Enki Bilal

Demorou a terminar a edição desta saga de Enki Bilal. Inicialmente anunciada como uma trilogia acabou por se tornar numa Tetralogia. Percebe-se a ideia dos quatro volumes, mas com tanto enredo não seria pior se fossem só três. Há partes da história que o autor se perde no meio do enredo. Mas mesmo assim é um verdadeiro universo Bilal.
Meribérica/Liber, 1999 - Asa, 2009







quarta-feira, maio 06, 2009

O mais das viagens...

Depois de uma conversa resolvi ver quais os pontos mais extremos, em termos de latitude e longitude, onde já estive.

Assim, sem contar com viagens de avião, onde já terei passado muito perto do Pólo Norte algumas vezes, os locais mais extremos onde já assentei os pés são:

Norte

Kristiinankaupunki, Finlândia N 62° 16.858'
Edinburgh, Escócia, N 55° 59.411'
Amsterdão, Holanda, N 52° 22.677'

Sul

Maputo, Moçambique S 25° 59.012'
Porto Alegre, S. Tomé, S 0° 2.148'

Oeste

Humboldt, CA, USA W 123° 50.244'
Poynt Reyes, CA, USA W 123° 1.421'

Leste

Noberibetsu-Onsen, Japão E 141° 5.598'
Tokyo, Japão, E 139° 45.558'

Ou seja, já percorri 88º 65,870' de Norte a Sul, e 264º 55,842 de Oeste a Leste.
Portanto, faltam-me ainda quase 100º de Latitude e quase os mesmos de Longitude.

A estes adicionei o sítio mais alto e o mais baixo em que já estive (sem contar com os aviões, novamente).

Mais alto

Perto do Mount Whitney, CA, USA, a cerca de 3000m de altitude

Mais baixo

Badwater, Death Valley National Park, CA, USA, 86m a baixo do nível do mar.

Curiosamente estive nestes dois sítios no espaço de poucas horas, pois distam um do outro apenas 122 km (o suficiente para quase ficar sem gasolina).

Mas aqui ainda me faltam subir uns 5800m para chegar ao ponto mais alto da Terra (Everest, Nepal-Tibet, 8848m) e descer uns 330m para chegar ao ponto mais baixo da Terra (Mar Morto, Israel, -418m).

Ah! E em termos de temperatura?

Temperatura Mais Alta

Death Valley, CA, USA, uns 47º

Temperatura Mais Baixa

Budapeste, Hungria, uns -7º

Referência: Lista de extremos da Terra.

quinta-feira, abril 30, 2009

Fotografias de Heidelberg


Heidelberger Schloss - O Castelo de Heidelberg



Vista lá de cima do Castelo



Mesmo em frente ao Hotel



Alten Brücke - A Ponte Velha



Mesmo ao lado da cervejaria Vetter
(reparem nas mantas nas cadeiras)




Heiliggeistkirche - Igreja do Espírito Santo

segunda-feira, abril 13, 2009

Geocaching

Desde que comprei o meu GPS (Garmin eTrex Vista HCx) que andava com alguma vontade de lhe dar algum uso mais que encontrar uns caminhos numas estradas. Comprei-o para fazer umas caminhadas, descarregar uns percursos e encontrar uns lugares que não encontraria de outra maneira. Há uns tempos que estava curioso em saber como funcionava esta coisa que encontrei no menu, e que se chamava de Geocaching.

Rumámos ao Alentejo para passar o fim-de-semana prolongado de Páscoa. Íamos ficar em Montemor-o-Novo na casa da Rita. Ela, que também já sabia, por alto, desta coisa do Geocaching, e com quem já tinha discutido essa minha vontade, disse-me uns dias antes "Traz o GPS".

Assim, antes de sair de Aveiro, carreguei no GPS as coordenadas de uma cache em Montemor-o-Novo, uns 800 metros de casa dela. Li, mais ou menos, a explicação e levei a ideia de fazer essa cache durante o fim-de-semana. Só para ver como era...

Chegámos a Montemor quase às 4h da tarde e o Baltasar estava a dormir. Não era tarde e nem era cedo! Rumámos à Nossa Senhora da Visitação, à procura da cache "GC1EE8V - Religião - Projecto Alentejo". De GPS em punho em frente à Ermida lá andámos nós para trás e para diante à procura de algo que se assemelhasse a uma caixa Tupperware com prendinhas e um bloco de notas onde pudéssemos escrever o nosso nome a provar que lá tínhamos estado.

E encontrámos… A nossa primeira cache!!!

Fomos a casa descarregámos (de http://www.geocaching.com) mais duas coordenadas e passámos o resto da tarde à procura dos "tesouros" em aldeias abandonadas e igrejas em ruínas. Sexta-feira fizemos mais 5 caches que nos levaram a um castelo abandonado, a um marco geodésico com uma vista fantástica e alguns monumentos perdidos no meio da planície alentejana. E não éramos os únicos, porque havia um grupo de 7 ou 8 pessoas em dois carros a fazer as mesmas caches que nós. No final do dia, ainda procurámos uma cache no Templo de Diana, em Évora, mas nada fizemos para além de figura de parvos a olhar para uma árvore em pleno dia no centro da cidade. E então acabámos a comer caracóis junto à Capela dos Ossos (onde também existe uma cache).

No total, e em todo o fim-de-semana fizemos 10 caches, a última das quais uma multi-cache (uma sequência de localizações onde são dadas pistas para a próxima localização com códigos e jogos) muito engraçada que nos fez percorrer a povoação de Graça do Divor e algumas dos seus monumentos. Tudo muito discreto para não levantar suspeitas sobre as caches e não serem destruídas por muggles (aqueles que não estão a par do "jogo").

Resultado: já combinámos encontrarmo-nos no fim-de-semana de 1 de Maio em S. Pedro de Muel para mais um fim-de-semana de geocaching. E já estamos a ver onde vamos colocar a nossa primeira cache... E a Rita vai trazer uma geocoin para deixarmos em S. Pedro... Ou em Aveiro!

quarta-feira, abril 08, 2009

Inovar

Sexta-feira, num jantar (The Star Trackers Linked In Aveiro) organizado por mim e pelo João Oliveira, tive o prazer de conviver, falar e ouvir o Eng. Carlos Martins, CEO da Martifer.



Trabalho há quase 15 anos em empresas tecnológicas. Empresas inovadoras em termos tecnológicos, que muitas vezes estão na fronteira daquilo que de mais inovador se faz na sua área de actuação. Porém, raras são as vezes em que vejo uma dessas empresas inovar na sua maneira de actuar, na sua maneira de estar no mercado ou internacionalizar-se. Na maioria das vezes vejo empresas em que não há planos, não se analisam os riscos e nunca se revêem procedimentos. Trabalha-se como se trabalhava há 15 ou 20 anos.

Foi com prazer que ouvi o Eng. Carlos Martins a falar de como a Martifer se internacionalizou, tomando a opção de arriscar e avançar para a compra de uma empresa alemã de geradores eólicos porque não queria ficar entalado na cadeia de valor do negócio. Sem a tecnologia e sem o produto final, a Martifer via-se encaixada entre as empresas produtoras de geradores e as empresas gestoras dos parques eólicos, apenas produzindo as estruturas das turbinas eólicas (pás e pés).

Quando olho à volta e vejo nas ditas empresas tecnológicas o medo de se internacionalizar e o comodismo de ficarem encaixadas entre quem especifica a tecnologia (e faz a investigação) e aqueles que comercializam o produto, vejo qual será o nosso futuro. Há raras excepções, mas vem-me sempre à memória alguns empresários que conheço e que não se internacionalizam-se porque dizem não saber inglês ou não fazem planos porque não vêem o retorno disso.

Numa procura rápida no The StarTracker encontro 88 empregados da Martifer em 13 países. Na entrevista do irmão do Eng. Carlos Martins - Jorge Martins, vice-CEO da Martifer - no Diário de Aveiro da semana passada dizia que estavam presentes em 20 países e que não eram uma empresa de Oliveira de Frades que viva para Oliveira de Frades, nem tão pouco uma empresa de Viseu que viva para Viseu. O Eng. Carlos Martins frisou o mesmo, hoje o nosso mercado interno é a Europa. E ainda há quem pense apenas em Aveiro como o seu mercado.

Sei que se pode fazer mais… E não temos que ser tecnologicamente inovadores, mas inovar na maneira de pensar. Pensar diferente, para fazer diferente... Melhor!

segunda-feira, abril 06, 2009

A minha vida dava um filme do Tim Burton

Comprei o bilhete. Comprei uma garrafa de água e subi para a rampa.

Um tipo de chapéu, e um saco maior que ele, fuma o seu cigarro antes de entrar. Dirijo-me para a carruagem da frente.

Ao meu lado um tipo, sozinho, rindo-se, comenta qualquer coisa acerca de o Intercidades também parar ali. Olho para o homem. Cabelo comprido como já não se usa desde que os UHF deixaram a Rua do Carmo. Olhar vidrado, a fumar e com ar de quem não sabe muito bem porque ali está. Nos seus quarenta, algo alienado, o homem abana a cabeça enquanto lê o aviso da chegada do Intercidades.

Entro no comboio. Sento-me, ponho os auscultadores e oiço Gary Marx.

O homem vem também para o comboio. Abre a porta da cabine do condutor. E entra!

E arrancamos...

(sábado, 4 de Março de 2009, estação de Aveiro)

sexta-feira, março 20, 2009

Vetter 33

Afinal a tal cerveja que tinha 33% de álcool... Bem, não são 33% de álcool, mas sim 33% de densidade. A cerveja tem "apenas" 11 a 13 graus de álcool.

Mas mesmo assim foi um recorde mundial e constou do Guinness Book of World Records (1994) como a cerveja mais "forte" do mundo, com 33% de malte no seu peso e 37,91% do seu volume.

Para quem faz cerveja, a densidade é um conceito normal, mas se calhar não o é para um normal consumidor. Assim, quando se está a fazer uma cerveja vai-se medindo a densidade da cerveja conforme ela vai fermentando com um densímetro. É um tubo, semelhante a termómetro, que tem um peso numa ponta e bóia na cerveja. Quando os açúcares dos cereais (ou aditivos) são transformados em álcool e dióxido de carbono (passam de sólido a líquido e gasoso) a densidade da cerveja vai baixando e o densímetro vai se afundando na cerveja. Quando o nível do densímetro estabiliza e não há sinais de fermentação (borbulhar) a cerveja está pronta a ser engarrafada.
Se pensarmos que quando estamos a beber uma cerveja Super Bock cerca de 80% do que estamos a beber é água, 6% é álcool e os restantes 4% é sólido (malte) podemos ver que a consistência desta Vetter 33 é 8 vezes superior. Um verdadeiro almoço!

Neste momento já existem cervejas com 64% de densidade.

Ah! E acima dos 16 graus de álcool já não há qualquer tipo de fermentação, por isso nenhuma bebida fermentada consegue chegar acima dos 16 graus (embora já li que em laboratório já se conseguiu os 20 graus). As bebidas com mais de 16 graus são destiladas (ex: aguardente, whiskie, etc) ou tem álcool adicionado (ex: vinho do porto, xerez, etc).

Antes de acabar, perceberam agora porque é que quando bebemos uma cerveja temos vontade de urinar? Com 80% de água é mais que normal. Mas se calhar não perceberam é porque é que com tanta água nos sentimos desidratados quando bebemos muita cerveja (aquela sensação de que andámos a lamber papel mata-borrão e a urina muito amarela). Pois bem, o nosso fígado para decompor o álcool precisa de muita água e por isso quanto mais álcool ingerimos ou absorvermos mais desidratados ficamos. E como já deitámos muita fora durante a noite (nas milhentas idas ao quarto-de-banho)...

Mas o importante é que levo comigo 1l de Vetter 33!

"The Brauhaus Vetter brewpub in Heidelberg produces Vetter 33 (it's original gravity is 33 Plato), a cloudy amber beer with a concentrated malt nose, huge and very rich clean malt flavor, high alcohol (11 percent by volume) and a very long sweet malt aftertaste." in The Best Beers of Germany

Esqui vs Praia

Naquilo que chamei de “jantar com italianos”, a dada altura um alemão (afinal não eram só italianos, mas na verdade à minha volta tinha muitos) perguntou-me como estava o tempo em Portugal. Eu contei-lhe que tinham estado 24 graus e que no dia anterior quando tinha telefonado à minha mulher, ela estava na praia a brincar com o meu filho. Ele pôs as mãos na cabeça e olhou com um olhar de inveja ao mesmo tempo que dizia "24 graus?".

Mas eu disse-lhe que não era muito normal, nesta altura do ano. E de seguida perguntei-lhe se ele gostava de esqui. Ao que me respondeu que provavelmente este seria o primeiro inverno, desde que se lembra, que não ia esquiar. Eu disse-lhe que gostava muito de esqui, mas que com 24 graus não se consegue esquiar.

Os Alpes estão a 2h daqui e nós, de Portugal, para chegarmos aos Pirenéus demoramos umas 10h, de carro. Por outro lado, eles, daqui, para chegarem ao Mediterrâneo provavelmente gastam o mesmo tempo, para irem à praia.

No fundo, eu desejo aquilo que me está longe e ele o que lhe está longe, mas aquilo que temos perto também o valorizamos. Para ele o esqui e para mim a praia são coisas normais, o contrário são desejos.

Resultado: venha mais uma weissbier!

E mais umas palavras de alemão: frau, fraulein, das, boot, haus, auf wiedersehen, tschüss, mit, der, kommissar, himmel, berliner, weiss, schwartz, luftballons, minuten, doraden und bockwurst.

quinta-feira, março 19, 2009

Ein bier, bitte...

Ontem fui ao Castelo de Heidelberg e acabei a jantar com um grupo de italianos (a maioria) de um projecto Europeu chamado Napa Wine (fiquei sem perceber o que é que um projecto Europeu tem a ver com o vinho dos Estados Unidos).

Saí cedo, pois estava mentalmente cansado depois de várias reuniões, algumas discussões (pacíficas), muito estudo e algumas horas de sono acumuladas. Liguei o GPS e coloquei a referência do Castelo e calmamente segui as indicações do GPS. Claro que o GPS não tem em conta coisas como a beleza do caminho e sempre que gostava das vistas de uma outra rua, que não indicada pelo aparelho, desviava-me do percurso traçado e baralhava o tipo. Estava só a testar o brinquedo.

A verdade é que quando cheguei lá acima, mentalmente estava melhor, mas ofegava mais que um asmático numa florista. O Vítor tinha-me avisado que cobravam entrada no Castelo, mas que depois das 18h podia entrar sem pagar. Cheguei à porta do Castelo às 17:45 e entrei como se fosse dono do mesmo. E ainda consegui entrar nas caves atrás de uns visitantes, e ver o grande barril (nada que nas caves do vinho do porto não se tenha ideia), e acabei por ser seguido (eles vinham atrás de mim) por uma visita guiada em inglês o que me fez perceber algumas coisas sobre o castelo.

Pelos vistos os franceses em 1688 tentaram rebentar com aquilo, mas acontece que o muro chega a ter 30 metros de espessura e não conseguiram levar avante a sua pretensão. Mas a torre das munições está completamente desfeita com uma das paredes completamente caída no fosso. Não que o resto do castelo esteja melhor, porque no fundo aquilo são apenas ruínas, mas sempre se consegue apreciar a vista da varanda.
Depois desci os 300 e tal degraus até ao centro de Heidelberg. Só dei conta que estavam numerados quando já ia no 179, até ao primeiro, pelo que não sei em que número começou (e não penso voltar lá para ver).

Depois fui beber uma weissbier a um café qualquer, mas antes comi uma bola de Berlim (berliner qq coisa, por aqui) para ver as diferenças e fiquei agradavelmente surpreso que o creme no interior não é aquela coisa amarela esquisita que se põe em Portugal, mas sim uma espécie de geleia de mirtilos (naquele caso). Até soube bem a primeira dentada, mas depois começou a enjoar de tão doce, mas em Portugal eu costumo tirar o creme das bolas de Berlim.

Quando cheguei ao café para beber a weissbier, como é costumo pergunto se falam inglês. E a rapariga muito simpaticamente disse que sim, e perguntou o que é que eu queria beber. E eu estupidamente (ou distraído) pedi uma cerveja. Pois! O mesmo erro que pedir um whiskie na Escócia ou uma tequilla no México… Uma cerveja? Qual delas?

O Jantar com os italianos foi porreiro, pois o professor da universidade de Trento que estava à minha frente acabou por incluir a minha parte na conta deles e eu só tive que pagar a cerveja ("Grazie Tanto"), que por sinal era feita no próprio restaurante. Ainda lá vou hoje buscar um litro de cerveja com 33% de álcool que eles lá fazem e vendem para fora. Acho que é um recorde mundial...

E, para acabar, afinal sei mais palavras de alemão, como nicht, mein, liebe (obrigado Mestre), achtung, ja, nein, für, was, tee, kaffee, schokoladen (obrigado Susana), sem contar com as normais telefunken, bayer, bayern ou siemens.

quarta-feira, março 18, 2009

Heidelberg in the spring

Estou na Alemanha desde segunda-feira. Em Heidelberg, no estado de Baden-Württemberg (um nome muito giro, por sinal, mas que tem a mesma população que Portugal inteiro num terço do nosso território) algures no sudoeste alemão, relativamente perto da França (Alsácia).

Sempre achei o alemão uma língua agressiva e rude. Não sei se será porque associamos sempre o alemão aos vilões dos filmes de guerra ou porque soa mesmo a algo bastante agressivo e rude. Mas foi sempre uma língua que eu gostava de aprender, porque se não os posso entender é sinal que eles me podem fazer mal sem eu saber. E não gosto que falem mal de mim!

Sei pouco de alemão. Talvez menos de 25 palavras (ex: fuhrer, strasse, platz, schwein, wein, bier, bitte, scheisse, ein, zwei, drei, vier, fünf, sechs, sieben, acht, neun, zehn, gross, herr, ich bin getrunken und deutschland über alles). Sempre achei que seria impossível aprender a falar alemão, devido à forma como aglutinam as palavras e porque parece uma língua complicada. Mas agora sei que seria capaz de o aprender, pois conheci dois italianos e um português que a aprenderam. Afinal existem vários estrangeiros que aprenderam a língua e isso traz-me esperança.
Mas voltemos a Heidelberg. É uma cidade muito gira cheia de recantos românticos e um castelo meio destruído. Tem uma enorme catedral cuja fachada está quase colada a umas casas numas ruas estreitas da parte velha, mas cuja traseira dá para uma praça de nome Marktplatz (não é onde é o Media markt, não). E uma ponte velha semelhante à de Praga.

Existem muitos americanos, pois depois da 2ª Guerra Mundial criaram aqui perto uma base bastante importante. Ouvem-se muitos americanos nas ruas. Além disso, Heidelberg tem a mais antiga universidade da Alemanha e uma das mais conceituadas, por isso é normal que hajam por aqui bastantes unidades de investigação e bastantes estrangeiros. E é por essa razão que cá estou, pois a empresa onde trabalho tem aqui um laboratório de investigação que tem estado a colaborar com a unidade em Portugal, e eu vim aqui uma semana para estudar com três investigadores (dois italianos e um alemão) numas novas funcionalidades a implementar no produto em que actualmente trabalho.

Ontem saí com um português – Vítor - que vive aqui e fui comer um Schnitzel Wiener Art (não passa de um bife panado com um molho esquisito e batatas fritas) com uma Weissbier (cerveja de trigo, mas o nome significa cerveja branca). Hoje vou ser penetra num jantar aqui do pessoal do laboratório, que me querem mostrar comida alemã. Espero que não seja Schnitzel!

Depois de jantar fomos a um bar beber outra Weissbier e quando fui à casa-de-banho fiquei a saber que por aqui não há muito sexo, porque a máquina dos preservativos ainda tem os preços em marcos.

Bem… Depois mostro as fotos! E conto mais qualquer coisinha sobre Heidelberg.

quarta-feira, março 11, 2009

Palhaça - Na Câmara Frigorífica

Olegário Alho Lança acompanhava a Dra. Sofalina Dinarte, responsável da empresa de Higiene e Segurança no Trabalho, enquanto esta fazia medições de luz e temperatura em todas as instalações.
Chegados à zona frigorífica de armazenamento da carne de porco, Olegário Alho Lança dirigiu-se à Dra. Sofalina Dinarte e disse:

- Vamos então aqui medir a humidade?

E entraram para a câmara frigorífica!

terça-feira, dezembro 23, 2008

Boas Festas e Feliz Ano Novo



P.S.: Como tem sido normal, de há uns anos para cá, não respondo a mensagens SMS. Mas desde já agradeço a quem as enviar.

domingo, outubro 19, 2008

Redes virtuais profissionais reuniram-se em Aveiro

Este artigo saiu no caderno de Economia do Diário de Aveiro, na terça-feira, 30 de Setembro e refere-se a um acontecimento ocorrido na sexta-feira anterior, dia 26 de Setembro de 2008. Como podem ler foi um sucesso e já se adivinha quando ocorrerá o próximo... Estejam atentos!

Redes virtuais profissionais reuniram-se em Aveiro

Encontro de utilizadores de redes sociais virtuais em Aveiro promoveu a troca de informação, ideias e oportunidades

Os utilizadores aveirenses das redes sociais da Web "Linkedln" e "The Star Tracker" deixaram o mundo virtual em casa e reuniram-se na sexta-feira passa-da,"em carne e osso", no Hotel "As Américas", em Aveiro, trocar informações, ideias e oportunidades - algo que já estão habituados a fazer juntos, mas em frente ao computador.

Pretendeu-se com este evento a promoção da convivência entre os participantes, como forma de ampliar a rede de contactos profissionais, promover negócios ou actividades profissionais, trocar impressões, encontrar novas oportunidades de negócios ou parcerias entre empresas. Acima de tudo, a intenção passou por "trazer para o mundo físico e real do dia-a-dia, as potencialidades das. duas redes virtuais", refere Rui Gonçalves, organizador do jantar-convivio e membro fundador do "The Star Tracker".

Para além dos membros dos grupos de Aveiro do "LinkedIn" e do "The Star Tracker", o evento reuniu todos os que, tendo a região de Aveiro como denominador comum, pretendem aumentar a sua rede de relações como variável de sucesso - pessoal, social, profissional e/ou empresarial. Segundo a organização, cerca de 60 pessoas participaram no jantar, o que para uma primeira edição é um número que os mentores do evento consideram "razoável".

Apesar do evento ter um carácter regional (dado que juntou profissionais de vários sectores que têm ou tiveram ligações à região de Aveiro), acabou por se estender a outras zonas do país, pela deslocação de profissionais desta região para outras cidades,tais como Porto, Viseu e Lisboa. Além disso, estiveram também presentes, profissionais ligados à região, que trabalham fora do país e empresários cuja visão ultrapassa já as fronteiras. "Apesar de haver um denominador comum, que é a região de Aveiro, a sua abrangência é claramente nacional e com uma visão internacional, pois é para aí que se apontam os novos caminhos", esclarece Rui Gonçalves.

"LinkedIn" e "The Star Tracker"

Tanto a "LinkedIn" como a "The Star Tracker" são redes virtuais sociais orientadas para o campo profissional, muito diferentes do "Hi5", mais conhecido de uma camada mais jovem da população e com cariz de socialização. Ambas as redes permitem aos seus membros interligarem-se com amigos, colegas e ex-colegas de empresas, ter referências e mostrar o seu currículo online.

A rede "The Star Tracker" foi criada em Novembro de 2007 pela consultora de recursos humanos Jason Associates, com o objectivo de congregar uma rede de talentos portugueses, com uma perspectiva global de carreira, orgulho no seu país e dando especial atenção àqueles que se encontram noutras partes do planeta. É uma rede para portugueses onde só se pode ingressar por convite de quem já seja membro e onde os convites são muito limitados.

Já a "LinkedIn", mais antiga, criada em Maio de 2003, na Califórnia, é uma rede aberta, onde qualquer pessoa de qualquer nacionalidade se pode inscrever, convidar outras pessoas e expor abertamente o seu currículo e os seus interesses.

Para que servem as redes sociais?

Ambas são redes sociais orientadas para o campo profissional, onde se pode procurar e obter contactos, negócios e até novas perspectivas profissionais. Ambas as redes permitem aos seus membros (que já se conhecem na vida real) interligarem-se com amigos, colegas e ex-colegas de empresas, ter referências e mostrar o seu currículo online.

Qual a diferença entre ambas?

A rede "The Star Tracker", com 18.739 subscritores (110 de Aveiro), é, claramente, para portugueses e numa lógica de rede mais restrita. O "LinkedIn", com mais de 25 milhões, tem um carácter internacional e mais virado para o percurso profissional e de referência O grupo "Aveiro" do "LinkedIn" reúne mais de 150 profissionais que têm ligação à região. No "The Star Tracker" só se entra por convite. O "LinkedIn" é global, apenas é necessário aceder!

quarta-feira, outubro 08, 2008

Equipas à prova de ócio

A produtividade estimula-se, a ociosidade combate-se. A Canon realizou um estudo europeu que demonstra que quanto melhor conhecer o perfil produtivo dos seus colaboradores, mais fácil é colocar a facturação da sua empresa nos níveis máximos


Quantas vezes já se questionou sobre as razões para a quebra de produtividade da sua equipa? Quantas já tentou delimitar estratégias para ultrapassar o problema, sem sucesso? Saiba pois, que o segredo da produtividade reside em equilibrar os diferentes perfis de desempenho (porque os há!) dos seus colaboradores e que os equipamentos de trabalho determinam o rendimento da empresa. As conclusões são avançadas num estudo, encomendado pela Canon Europa a uma psicóloga comportamental, e revelam dados tão curiosos como o peso de uma impressora no desempenho diário de uma equipa.

Trabalhadores mais produtivos de manhã, outros que atingem maior rentabilidade laboral logo a seguir ao almoço, colaboradores que registam o maior pico de energia a meio da tarde ou os que canalizam o seu pico de produtividade máxima para o final da tarde... o universo empresarial europeu tem de tudo e a psicóloga comportamental Donna Dawson resumiu estes perfis em quatro tipos de personalidade, com impactos directos na produtividade em equipa: os «Morning Glories», os «Late afternoon slumpers», os «Midday Maestros» e os «Lunchtime loungers» (ver caixa).

O estudo conduzido pela especialista, a pedido da Canon, teve a sua fundamentação num estudo pan-europeu realizado pela ICM Research que observou 5500 trabalhadores em 18 países europeus, Portugal incluído. Na sequência de um estudo da empresa líder em soluções de imagem que revelava que os trabalhadores tendiam a ser produtivos apenas durante um quarto do seu dia de trabalho, a organização quis compreender como é que os padrões de produtividade controlam a forma como as pessoas desempenham a sua actividade laboral.

Com base nas conclusões alcançadas, tornou-se claro para a Canon que "através da identificação dos tipos de personalidade dos colaboradores, os líderes podem gerir a produtividade dos grupos de trabalho de forma mais eficiente". Uma eficiência que pode passar por formas de motivação individual que trocam as compensações financeiras pelo poder do reconhecimento. À luz do estudo, "85% dos colaboradores afirmam que o reconhecimento e as palavras de louvor dos colegas mais velhos os tornam mais produtivos e motivados" e 80% apontam o aumento de salário como forma de motivação. Estratégias com impacto positivo que chegaram a atingir aumentos de produtividade na ordem dos 90% na Hungria, Espanha e Roménia, países também analisados nesta pesquisa.

Conclusões que não surpreendem Donna Dawson. "O ser humano tem necessidade de ser reconhecido e de se sentir útil no seu local de trabalho". Para a especialista, "os incentivos financeiros funcionam bem para motivar a curto prazo, mas saber que os seus colegas e chefe apreciam o seu trabalho é mais duradouro pois é o sentimento de apreço que motiva o trabalhador a levantar-se de manhã".

A tentativa de tirar o melhor partido dos colaboradores que tem lança pois grandes desafios aos gestores de recursos humanos e líderes de equipa actuais. Segundo Donna Dawson, "os funcionários são improdutivos em cerca de um quarto do tempo que passam a trabalhar". A estimativa preocupa a Canon e outras organizações levando a especialista a considerar que “as chefias devem criar grupos de trabalho equilibrados, agrupando indivíduos de acordo com o seu comportamento produtivo”.

As energias e ritmos naturais de cada um devem ser respeitados de forma a criar-se uma equipa equilibrada e complementar entre si. "Os «morning glories» são ideais para começar a trabalhar num projecto logo de manhã, mas assim que a sua produtividade baixar, é bom ter na equipa um «midday maestro» que continua o trabalho, mantendo assim a produtividade sempre no máximo", refere a psicóloga, assegurando que "uma equipa que contenha estes quatro tipos de personalidade é a melhor nos resultados a longo prazo".

Uma ideia também corroborada por Adam Gillbe, director europeu de Marketing de Soluções da Canon Europa, para quem "pode existir uma grande variedade de personalidades dentro da equipa ou da empresa. Ao identificar o porquê e quando cada indivíduo está no seu topo de produtividade, as chefias podem garantir o melhor funcionamento da equipa como um todo".

Mas, em matéria de produtividade, a pesquisa divulga outras conclusões curiosas. O estudo revela que "mais de metade dos trabalhadores de escritório (53%) em toda a Europa identificam os altos cargos da empresa como os membros menos produtivos das equipas". Por sua vez, os 304 trabalhadores inquiridos em Portugal apontam os assistentes como os trabalhadores mais produtivos das organizações. Mais uma vez, a avaliação não espanta a especialista que sugere "quanto mais se sobe no mundo empresarial, mais se delega tarefas. Os assistentes que recebem todas essas são aqueles que mais trabalham, porque necessitam de justificar o seu trabalho e proteger a reputação daqueles que lhe são hierarquicamente superiores".

Uma justificação a que Adam Gillbe acrescenta: "as pessoas julgam a produtividade apenas a partir do que vêem. Os cargos superiores estão tendencialmente fora da empresa em reuniões, enquanto os assistentes passam normalmente mais tempo nas empresas. Pode não ser verdade, mas na mente dos trabalhadores a presença de uma pessoa no escritório está directamente ligada à sua produtividade".

Produtividade essa que pode ser posta em causa não apenas pela má conjugação de perfis profissionais mas também, imagine-se, por uma impressora. Na verdade, uma das conclusões deste estudo revela que para 46% dos inquiridos (sobretudo portugueses e espanhóis), um investimento na melhoria das impressoras do escritório traria benefícios imediatos na produtividade laboral”.

Mas, e quando estão improdutivos, como recarregam estes profissionais as sua baterias para o regresso ao trabalho? Para 17% dos inquiridos a conversa com colegas de escritório representa a pausa perfeita, enquanto 23% apontam o exercício físico, 27% preferem a pausa para café ou chá e 26% não dispensam a siesta.

Formas de recuperar a energia para continuar o trabalho e alcançar a produtividade que têm impactos directos e visíveis nos resultados de facturação das empresas. Adam Gillbe conclui mesmo: "a produtividade é agora uma questão central para os gestores que procuram sempre uma forma de melhorar as suas equipas de trabalho aumentando a sua produtividade". Seja através de alterações na estrutura das equipas, na organização do trabalho ou até na tecnologia que colocam aos dispor dos seu colaboradores, existem inúmeras oportunidades para as empresas desenvolverem uma força de trabalho mais produtiva e as organizações parecem estar dispostas a não desprezar os sinais de alerta à necessidade de mudanças.

O perfil dos produtivos

O estudo da Canon detectou quatro perfis de produtividade que podem fazer a diferença no seio de uma organização. Quantos destes tem na sua empresa?

«Midday Maestros»: Estão no seu pior durante a manhã, demoram um pouco até acordar e conseguir trabalhar a sério. Muitas vezes, só a meio da trade atingem o seu auge. São sociáveis, conversadores e têm hábitos noctívagos, mesmo durante a semana. Este tipo de personalidade é sobretudo forte na Itália, Suécia (67%) e na Finlândia (66%).

«Morning Glories»: Registam o seu auge de produtividade logo pela manhã, tendo dormido bem na noite anterior, mas quebram após o almoço. São organizados, autodisciplinados e eficientes, sabendo o que é preciso para que as coisas fiquem feitas. Dos países onde foi realizado o estudo, a Alemanha é o que regista menor taxa de improdutivos de manhã (12%). Quase todos os «morning glories» entram em colapso produtivo logo após o almoço, com excepção dos britânicos que atrasam esse colapso para o final da tarde.

«Lunchtime Loungers»: Amantes da boa vida apreciam a comida e bebida e por isso o seu lema de vida é “a vida é para se viver, não para se matar a trabalhar ou ficar stressado no escritório”. Daí que a meta destes profissionais seja manter o equilíbrio entre o trabalho e a vida pessoal, desfrutando de longos almoços, mas compensando o tempo perdido em períodos de alta produtividade ao final da tarde. Este tipo de perfil é próprio dos países mediterrânicos, como Itália e Espanha, que culturalmente ainda desfrutam da «siesta».

«Late afternoon slumpers»: Sentem-se mais enérgicos logo a seguir ao almoço mas é sol de pouca dura. Ao final da tarde esta energia já se dissipou. Ambiciosos e trabalhadores estes profissionais sabem que precisam de estar em óptimas condições para terminar o seu trabalho e encaram a comida como combustível para aumentar os seus níveis de energia.

in Expresso Emprego, 02/10/2008 por Cátia Mateus

sexta-feira, setembro 19, 2008

(Ex)Citação XXX

"It is better to be silent, and be thought a fool, than to speak and remove all doubt."
Silvan Engel

quinta-feira, setembro 18, 2008

(Ex)Citação XXIX

"I wish people who have trouble communicating would just shut up."
Tom Lehrer