Tudo começou em 2000 com a minha ida para a Califórnia para um estágio. As Crónicas foram servindo de diário da aventura. E continuam, mesmo depois de voltar... E de voltar a sair para Inglaterra, Japão, Luxemburgo, França, Finlândia, Holanda, São Tomé, etc...
Cada aventura ou momento que me permito partilhar está aqui nas Crónicas da Califórnia.
quinta-feira, junho 30, 2005
Passou-se!!!
Alguém me sabe dizer o que é aconteceu aqui que passou tudo lá (cá) para baixo?
quarta-feira, junho 29, 2005
Disempregário - Dia 26
Já tenho emprego! Amanhã é o meu primeiro dia no meu novo emprego.
É surpreendente como a sociedade nos pressiona para que não sejamos desempregados. Nestas 4 semanas, penso que o que mais me surpreendeu foi como a nossa família e amigos se preocupam e nos olham quando estamos desempregados. Toda a gente fica de boca aberta quando digo que estou desempregado, ou entre empregos, como se fosse uma doença horrível. Como se a qualquer momento saltasse do meu peito um bicho e me devorasse as entranhas, porque estou "desempregado".
Apenas uma pessoa me deu os parabéns por estar "desempregado", por ter deixado um emprego que me corroeu as entranhas devagar, devorando um bocado todos os dias, até quase deixar de ser eu mesmo. Todas as outras ficavam surpreendidas quando eu dizia que não estava preocupado e que estava de "férias".
Mesmo a "rejeição" de que falei no último post, deveu-se em muito ao facto de estar a ser avaliado e pressionado pela sociedade para arranjar emprego. Apesar de ter sentido, a verdade é que o peso de ter que dizer que continuava "desempregado" era muito.
Mas já, três pessoas, deram-me os parabéns por estar "empregado".
E o melhor é que nestas situações há sempre outros problemas. Porque se estamos "desempregados" e vamos a várias entrevistas, porque temos que arranjar um emprego depressa, depois corremos o risco de receber várias propostas na mesma hora. E, depois quando escolhemos uma delas, vamos sempre pensar que a outra podia ter sido a melhor, se a primeira correr menos bem. E se não queremos nenhuma? Aceitamos porque precisamos de "emprego"?!
Mas o fantasma do desemprego dissipou-se. Pelo menos por agora... Porque ele paira aí em todas as esquinas deste país! Estejam atentos e tenham medo, muito medo, porque a sociedade não aceita desempregados, mesmo agora que os existem em toda a parte e o número não pára de crescer.
Por acaso, na minha área, posso dar-me ao luxo de poder estar "desempregado", mas será que vou sobreviver ao facto de que estou de novo "empregado"?
É surpreendente como a sociedade nos pressiona para que não sejamos desempregados. Nestas 4 semanas, penso que o que mais me surpreendeu foi como a nossa família e amigos se preocupam e nos olham quando estamos desempregados. Toda a gente fica de boca aberta quando digo que estou desempregado, ou entre empregos, como se fosse uma doença horrível. Como se a qualquer momento saltasse do meu peito um bicho e me devorasse as entranhas, porque estou "desempregado".
Apenas uma pessoa me deu os parabéns por estar "desempregado", por ter deixado um emprego que me corroeu as entranhas devagar, devorando um bocado todos os dias, até quase deixar de ser eu mesmo. Todas as outras ficavam surpreendidas quando eu dizia que não estava preocupado e que estava de "férias".
Mesmo a "rejeição" de que falei no último post, deveu-se em muito ao facto de estar a ser avaliado e pressionado pela sociedade para arranjar emprego. Apesar de ter sentido, a verdade é que o peso de ter que dizer que continuava "desempregado" era muito.
Mas já, três pessoas, deram-me os parabéns por estar "empregado".
E o melhor é que nestas situações há sempre outros problemas. Porque se estamos "desempregados" e vamos a várias entrevistas, porque temos que arranjar um emprego depressa, depois corremos o risco de receber várias propostas na mesma hora. E, depois quando escolhemos uma delas, vamos sempre pensar que a outra podia ter sido a melhor, se a primeira correr menos bem. E se não queremos nenhuma? Aceitamos porque precisamos de "emprego"?!
Mas o fantasma do desemprego dissipou-se. Pelo menos por agora... Porque ele paira aí em todas as esquinas deste país! Estejam atentos e tenham medo, muito medo, porque a sociedade não aceita desempregados, mesmo agora que os existem em toda a parte e o número não pára de crescer.
Por acaso, na minha área, posso dar-me ao luxo de poder estar "desempregado", mas será que vou sobreviver ao facto de que estou de novo "empregado"?
segunda-feira, junho 27, 2005
Disempregário - Dia 24
A última semana foi algo difícil. A verdade é que estava muito confiante em relação a uma das oportunidades a que estava a concorrer e de novo veio um "este momento penso que o seu perfil não se enquadra nas funções para as quais procuramos candidatos" que se veio juntar ao "por razões que se prendem com o facto de no momento (e no curto/médio prazo) não identificarmos nenhum projecto que se adeqúe ao seu perfil técnico, lamentamos informar que decidimos não dar seguimento ao processo para a sua eventual contratação", recebido há umas semanas de uma outra oportunidade que dava menos importância.
Custou-me a ultrapassar esta "rejeição", porque esperava mais do que a hipocrisia de um "desde já tomo a liberdade de ficar com o seu CV em arquivo para uma próxima oportunidade" e pela segunda vez, nesta mesma empresa, passo de um candidato excelente, d'O Candidato a rejeitado. Mas desta vez foram capazes de me dizer alguma coisa (porque aliás perguntei) mas á 5 anos atrás nem me disseram nada, depois de ser apresentado ao director daquela área (a que estava a concorrer) como o candidato mais óbvio para ficar com o lugar. Começo a criar anti-corpos a esta empresa...
Mas passou! Nada como uma quarta-feira de manhã na praia, sozinho (a Cláudia estava a cumprir os bizarros serviços mínimos na escola), para uma meditação sobre o assunto e refrescar os meus objectivos acerca desta vida.
Há um mês escrevi, numa das últimas páginas do meu, agora, findo Moleskine, sobre o assunto. Na altura escrevi "O que vou fazer da minha vida, agora?", uma pergunta que me persegue desde há dois meses, desde que decidi sair (ou fui forçado a sair) da NEC. "Esqueço de uma vez a paranóia de que só tenho qualidade de vida em Aveiro e resolvo seguir uma carreira em Lisboa? Ou no Porto? Vou para o estrangeiro?" Que são as hipóteses de quem não encontra uma saída válida ou uma oportunidade aqui, em Aveiro. Mas, "será que vale a pena pensar que vai ser diferente noutro lado qualquer? Haverá mesmo empresas diferentes, onde se possa ser feliz? Sentir-se realizado e ter perspectivas?"
A verdade é que, neste último mês fui a entrevistas a duas das empresas de software mais conceituadas em Portugal, uma portuguesa e outra estrangeira em Portugal, e sinceramente não vi grandes diferenças com o que eu já vi em 11 anos de experiência profissional, em vários países, em várias áreas e em muitas empresas. "Ou será, que desistir de procurar essa utopia empresarial, é descabido?" Mudar o mundo é mais difícil que me mudar a mim, não? E uma coisa que tenho aprendido (muito) é a aceitar, porque a vida tem caminhos que questionamos se nos são merecidos, mas que não adianta de nada nos revoltarmos contra ela, porque afinal de contas é a nossa vida e se não a vivermos, o que é que andamos cá a fazer?
Assim, aceitei a "rejeição", como aceitarei as demais "rejeições", como sendo parte do meu caminho para o meu crescimento e sigo em frente. E em relação à pergunta no meu Moleskine... Não vale a pena pensar se seria mais feliz além ou do outro lado do Oceano, porque sou-o hoje aqui e é isso que tenho que aceitar. E não vai ser um emprego ou outro que o fará mudar, porque o que realmente me faz feliz é o que eu faço fora do emprego. Não quer dizer que não tenha prazer no que faça, mas a verdade é que sou um insatisfeito e o que quer que faça nunca será perfeito. O que me faz feliz é estar com um amigo, como ontem, a ver o pôr-do-sol numa praia deserta, no fim de um caminho no meio de um pinheiral. E, isso não existe num emprego, nem mesmo num escritório sobre as águas da Baía de São Francisco.
Foi assim a minha terceira semana de "férias". Com seis entrevistas para quatro empregos à mistura e um teste final de Gestão de Projectos, que graças às "férias" me permitiu sair em glória. Ainda houve tempo para um cerveja num concerto de música cigana dos Balcãs de um grupo cujo o nome diz tudo sobre esta semana - "La Caravane Passe".
Custou-me a ultrapassar esta "rejeição", porque esperava mais do que a hipocrisia de um "desde já tomo a liberdade de ficar com o seu CV em arquivo para uma próxima oportunidade" e pela segunda vez, nesta mesma empresa, passo de um candidato excelente, d'O Candidato a rejeitado. Mas desta vez foram capazes de me dizer alguma coisa (porque aliás perguntei) mas á 5 anos atrás nem me disseram nada, depois de ser apresentado ao director daquela área (a que estava a concorrer) como o candidato mais óbvio para ficar com o lugar. Começo a criar anti-corpos a esta empresa...
Mas passou! Nada como uma quarta-feira de manhã na praia, sozinho (a Cláudia estava a cumprir os bizarros serviços mínimos na escola), para uma meditação sobre o assunto e refrescar os meus objectivos acerca desta vida.
Há um mês escrevi, numa das últimas páginas do meu, agora, findo Moleskine, sobre o assunto. Na altura escrevi "O que vou fazer da minha vida, agora?", uma pergunta que me persegue desde há dois meses, desde que decidi sair (ou fui forçado a sair) da NEC. "Esqueço de uma vez a paranóia de que só tenho qualidade de vida em Aveiro e resolvo seguir uma carreira em Lisboa? Ou no Porto? Vou para o estrangeiro?" Que são as hipóteses de quem não encontra uma saída válida ou uma oportunidade aqui, em Aveiro. Mas, "será que vale a pena pensar que vai ser diferente noutro lado qualquer? Haverá mesmo empresas diferentes, onde se possa ser feliz? Sentir-se realizado e ter perspectivas?"
A verdade é que, neste último mês fui a entrevistas a duas das empresas de software mais conceituadas em Portugal, uma portuguesa e outra estrangeira em Portugal, e sinceramente não vi grandes diferenças com o que eu já vi em 11 anos de experiência profissional, em vários países, em várias áreas e em muitas empresas. "Ou será, que desistir de procurar essa utopia empresarial, é descabido?" Mudar o mundo é mais difícil que me mudar a mim, não? E uma coisa que tenho aprendido (muito) é a aceitar, porque a vida tem caminhos que questionamos se nos são merecidos, mas que não adianta de nada nos revoltarmos contra ela, porque afinal de contas é a nossa vida e se não a vivermos, o que é que andamos cá a fazer?
Assim, aceitei a "rejeição", como aceitarei as demais "rejeições", como sendo parte do meu caminho para o meu crescimento e sigo em frente. E em relação à pergunta no meu Moleskine... Não vale a pena pensar se seria mais feliz além ou do outro lado do Oceano, porque sou-o hoje aqui e é isso que tenho que aceitar. E não vai ser um emprego ou outro que o fará mudar, porque o que realmente me faz feliz é o que eu faço fora do emprego. Não quer dizer que não tenha prazer no que faça, mas a verdade é que sou um insatisfeito e o que quer que faça nunca será perfeito. O que me faz feliz é estar com um amigo, como ontem, a ver o pôr-do-sol numa praia deserta, no fim de um caminho no meio de um pinheiral. E, isso não existe num emprego, nem mesmo num escritório sobre as águas da Baía de São Francisco.
Foi assim a minha terceira semana de "férias". Com seis entrevistas para quatro empregos à mistura e um teste final de Gestão de Projectos, que graças às "férias" me permitiu sair em glória. Ainda houve tempo para um cerveja num concerto de música cigana dos Balcãs de um grupo cujo o nome diz tudo sobre esta semana - "La Caravane Passe".
terça-feira, junho 21, 2005
O dia mais longo
Hoje às 6:36, da manhã, deu-se o Solstício de Verão. O momento quando a Terra, na sua órbita elíptica em volta do Sol, atinge o ponto mais distante do astro rei. Do nosso ponto de vista, habitantes da Terra, o Sol atinge o seu ponto mais a Norte, o Trópico de Câncer. E como habitantes do hemisfério Norte, este é o momento que marca o início do Verão, e o dia mais longo do calendário. No hemisfério Sul, este é o Solstício de Inverno e o dia mais curto do calendário.
O Solstício de Verão é o dia mais longo do ano, não que tenha mais de 24h, como todos os outros, mas no sentido em que o tempo que vai desde o nascer do sol ao pôr do sol é o máximo do ano. Sim, porque com a mudança de hora da primavera e com a mudança de hora no Outono, há um dia que tem 23 horas e outro com 25 horas, respectivamente, mas estes dias têm menos horas de sol que o do Solstício de Verão.
Solstício tem origem nas palavras do latim Sol, cujo significado é óbvio, e Sistere, que significa parar. Isto porque nos dias anteriores ao Solstício, ao meio-dia, o Sol atinge sempre alturas cada vez maiores, até que neste dia a diferença de altura atingida pelo Sol, em relação ao dia anterior, é imperceptível, parecendo que parou de subir. A partir deste momento a altura do Sol, ao meio-dia, começa a diminuir, assim como a duração do período de luz do dia.
Este dia tem sido celebrado desde os tempos mais remotos, sob diversas formas e em quase todas as religiões, na maioria das vezes ligado à origem dos tempos, a altura do ano em que a vida recomeçava, quando acabava o frio e começava o calor. Até na religião cristã, que de modo a incluir os costumes pagãos dos povos que a adoptavam como religião, transformou essas festas da celebração do começo da vida, numa festa Cristã. Assim, na proximidade deste dia celebra-se a festa do S. João (Baptista) que, como todos sabemos, está ligado com o ritual de iniciação da religião cristã e portanto com o início da vida.
Este ano, e a menos de 24 horas dá-se outro fenómeno, também celebrado como um início. Esta próxima noite por volta das 4:16 a lua estará cheia.
Por isso aproveitem para mudar algo na vossa vida e recomeçá-la de uma forma diferente. Celebrando-a!
O Solstício de Verão é o dia mais longo do ano, não que tenha mais de 24h, como todos os outros, mas no sentido em que o tempo que vai desde o nascer do sol ao pôr do sol é o máximo do ano. Sim, porque com a mudança de hora da primavera e com a mudança de hora no Outono, há um dia que tem 23 horas e outro com 25 horas, respectivamente, mas estes dias têm menos horas de sol que o do Solstício de Verão.
Solstício tem origem nas palavras do latim Sol, cujo significado é óbvio, e Sistere, que significa parar. Isto porque nos dias anteriores ao Solstício, ao meio-dia, o Sol atinge sempre alturas cada vez maiores, até que neste dia a diferença de altura atingida pelo Sol, em relação ao dia anterior, é imperceptível, parecendo que parou de subir. A partir deste momento a altura do Sol, ao meio-dia, começa a diminuir, assim como a duração do período de luz do dia.
Este dia tem sido celebrado desde os tempos mais remotos, sob diversas formas e em quase todas as religiões, na maioria das vezes ligado à origem dos tempos, a altura do ano em que a vida recomeçava, quando acabava o frio e começava o calor. Até na religião cristã, que de modo a incluir os costumes pagãos dos povos que a adoptavam como religião, transformou essas festas da celebração do começo da vida, numa festa Cristã. Assim, na proximidade deste dia celebra-se a festa do S. João (Baptista) que, como todos sabemos, está ligado com o ritual de iniciação da religião cristã e portanto com o início da vida.
Este ano, e a menos de 24 horas dá-se outro fenómeno, também celebrado como um início. Esta próxima noite por volta das 4:16 a lua estará cheia.
Por isso aproveitem para mudar algo na vossa vida e recomeçá-la de uma forma diferente. Celebrando-a!
quinta-feira, junho 16, 2005
Disempregário - Dia 12
Quarta-feira, 8 de Junho de 2005
Fui instalar um router wireless com modem ADSL a casa do Ken e da Sue. Desespero! O que vale a formação à noite faz-me esquecer. E acabo a noitecom a Rita, que chegou do Alentejo, mais uns ex-NECs e a Cláudia nos copos no Clandestino.
Quinta-feira, 9 de Junho de 2005
O router/modem/wireless não quer colaborar. Fui para a Praia com a Rita. Tomar um banho às 19:00 é obra, mas depois de um dia de stress em frente a um maldito router sabe mesmo a gelado de chocolate.
Jantar na Picota e acabar a noite na esplanada do Clandestino, rodeado de amigos, e a ouvir música portuguesa, em alusão ao Dia de Portugal que assim começava de forma brilhante.
Sexta-feira, 10 de Junho de 2005
Troquei o modem/router/wireless por um novo, mas o problema persiste. Desisti por uns dias. Fui, com a Cláudia, acampar para S. Jacinto com uns amigos.
Jantar ao ar livre uma massa vegetariana e uma caminhada junto à Ria e estava pronto para descansar sob as estrelas.
Uma boa maneira de comemorar uma semana de "férias".
Sábado, 11 de Junho de 2005
O dia de papo para o ar. E de rabo também, o que me valeu um pequeno escaldão desde as costas até aos tornozelos. Mas nada que não se resolva com uns Camarões da Costa, Percebas e Burriés no Alberto da Torreira. Esta vida dá cabo de mim.
Domingo, 12 de Junho de 2005
A chuva pela manhã arrefeceu os ânimos. Era suposto ficarmos até segunda-feira, mas depois de uma tarde de absolutamente-não-fazer-nada entre a natureza, decidimos voltar a Aveiro.
Acabámos a noite, em amena conversa, em roda de uma mesa carregada de Sushi Vegetariano e demais iguarias.
Segunda-feira, 13 de Junho de 2005
De volta ao wireless/modem/router. Passei-me! Nada funciona... Nem com uma UPS.
Formação à noite e esqueci-me do problema temporariamente!
Terça-feira, 14 de Junho de 2005
Devolvi o wireless/router/modem e em troca levei um outro e mais um router wireless. Mais testes! O novo modem/wireless/router porta-se da mesma maneira que o outro. Deixo o router wireless a funcionar, para testar.
Quando estou para sair telefonam-me a perguntar se estou interessado em ser consultor em Lisboa por um ano. Aceito pensar!
Aula de Yoga para des-stressar. Um amigo telefona-me para lhe mandar o meu CV... Parece-me que é tudo para o mesmo!
Terça-feira, 15 de Junho de 2005
O router wireless funciona há 15 horas sem problemas. Levo o Nétó comigo a casa do Ken e da Sue, para me ajudar a solucionar aquele problema. Já funciona, parcialmente.
Posso dormir mais descansado!
Fui instalar um router wireless com modem ADSL a casa do Ken e da Sue. Desespero! O que vale a formação à noite faz-me esquecer. E acabo a noitecom a Rita, que chegou do Alentejo, mais uns ex-NECs e a Cláudia nos copos no Clandestino.
Quinta-feira, 9 de Junho de 2005
O router/modem/wireless não quer colaborar. Fui para a Praia com a Rita. Tomar um banho às 19:00 é obra, mas depois de um dia de stress em frente a um maldito router sabe mesmo a gelado de chocolate.
Jantar na Picota e acabar a noite na esplanada do Clandestino, rodeado de amigos, e a ouvir música portuguesa, em alusão ao Dia de Portugal que assim começava de forma brilhante.
Sexta-feira, 10 de Junho de 2005
Troquei o modem/router/wireless por um novo, mas o problema persiste. Desisti por uns dias. Fui, com a Cláudia, acampar para S. Jacinto com uns amigos.
Jantar ao ar livre uma massa vegetariana e uma caminhada junto à Ria e estava pronto para descansar sob as estrelas.
Uma boa maneira de comemorar uma semana de "férias".
Sábado, 11 de Junho de 2005
O dia de papo para o ar. E de rabo também, o que me valeu um pequeno escaldão desde as costas até aos tornozelos. Mas nada que não se resolva com uns Camarões da Costa, Percebas e Burriés no Alberto da Torreira. Esta vida dá cabo de mim.
Domingo, 12 de Junho de 2005
A chuva pela manhã arrefeceu os ânimos. Era suposto ficarmos até segunda-feira, mas depois de uma tarde de absolutamente-não-fazer-nada entre a natureza, decidimos voltar a Aveiro.
Acabámos a noite, em amena conversa, em roda de uma mesa carregada de Sushi Vegetariano e demais iguarias.
Segunda-feira, 13 de Junho de 2005
De volta ao wireless/modem/router. Passei-me! Nada funciona... Nem com uma UPS.
Formação à noite e esqueci-me do problema temporariamente!
Terça-feira, 14 de Junho de 2005
Devolvi o wireless/router/modem e em troca levei um outro e mais um router wireless. Mais testes! O novo modem/wireless/router porta-se da mesma maneira que o outro. Deixo o router wireless a funcionar, para testar.
Quando estou para sair telefonam-me a perguntar se estou interessado em ser consultor em Lisboa por um ano. Aceito pensar!
Aula de Yoga para des-stressar. Um amigo telefona-me para lhe mandar o meu CV... Parece-me que é tudo para o mesmo!
Terça-feira, 15 de Junho de 2005
O router wireless funciona há 15 horas sem problemas. Levo o Nétó comigo a casa do Ken e da Sue, para me ajudar a solucionar aquele problema. Já funciona, parcialmente.
Posso dormir mais descansado!
terça-feira, junho 07, 2005
Disempregário - Dia 4
Sábado, 4 de Junho de 2005
Almoçar na Picota com amigos, depois de uma noite de copos. A Cabidela estava uma delícia.
O dia acabou à volta de uma mesa, em frente à televisão, depois do futebol, com uns camarões tigre, cervejas e amigos, a ver o Gato Fedorento.
Domingo, 5 de Junho de 2005
Manhã na praia! Passagem pelo mercado do peixe e umas petingas para o almoço.
À tarde arranjar a Vaynessa (a bicicleta) e ir ver o pôr-do-sol à Costa Nova.
Deixar o dia acabar sentado no sofá a não ver nada na televisão.
Segunda-feira, 6 de Junho de 2005
Manhã no Instituto de Emprego e Formação Profissional. Intervalo para almoço e retornar para ir buscar a declaração. Tarde na Loja do Cidadão e sou um desempregado registado e pronto a receber o subsídio.
Uma volta de motorizada pela cidade e o desgosto de voltar ao escritório e descobrir que tinha já sido apagado da lista de utilizadores. "Peço desculpa se aqui trabalhei." Que alívio!
Mais uma sessão do curso de Gestão de Projectos e acabou o dia!
Terça-feira, 7 de Junho de 2005
Manhã na praia! Já não via um dia assim desde alguns anos. Nem apetecia vestir os calções para ir à água, que por sinal estava gelada. Mas como a maré está baixa, há umas poças apetitosas.
Passar a tarde a tentar ligar um router wireless em casa do Ken e da Sue, com picos de tensão constantes. Desisti... Uma amêijoas à Bolhão Pato de jantar.
Ufa! Custa...
Almoçar na Picota com amigos, depois de uma noite de copos. A Cabidela estava uma delícia.
O dia acabou à volta de uma mesa, em frente à televisão, depois do futebol, com uns camarões tigre, cervejas e amigos, a ver o Gato Fedorento.
Domingo, 5 de Junho de 2005
Manhã na praia! Passagem pelo mercado do peixe e umas petingas para o almoço.
À tarde arranjar a Vaynessa (a bicicleta) e ir ver o pôr-do-sol à Costa Nova.
Deixar o dia acabar sentado no sofá a não ver nada na televisão.
Segunda-feira, 6 de Junho de 2005
Manhã no Instituto de Emprego e Formação Profissional. Intervalo para almoço e retornar para ir buscar a declaração. Tarde na Loja do Cidadão e sou um desempregado registado e pronto a receber o subsídio.
Uma volta de motorizada pela cidade e o desgosto de voltar ao escritório e descobrir que tinha já sido apagado da lista de utilizadores. "Peço desculpa se aqui trabalhei." Que alívio!
Mais uma sessão do curso de Gestão de Projectos e acabou o dia!
Terça-feira, 7 de Junho de 2005
Manhã na praia! Já não via um dia assim desde alguns anos. Nem apetecia vestir os calções para ir à água, que por sinal estava gelada. Mas como a maré está baixa, há umas poças apetitosas.
Passar a tarde a tentar ligar um router wireless em casa do Ken e da Sue, com picos de tensão constantes. Desisti... Uma amêijoas à Bolhão Pato de jantar.
Ufa! Custa...
Disempregário - Dia 0
Sexta-feira, 3 de Junho de 2005
"Por imperativo de uma reestruturação dos serviços do departamento, o posto de trabalho ocupado pelo EMPREGADO será eliminado." "A empresa não dispõe de outro posto de trabalho compatível com a categoria profissional do EMPREGADO." "As partes acordam em revogar e fazer cessar, por mútuo acordo, os efeitos do contrato que os liga."
"Por falta de visão da direcção do departamento, este não tem qualquer dinâmica e o futuro do mesmo é demasiado imprevisível." "O COLABORADOR não encontra razões para continuar no posto de trabalho, uma vez que a inércia da direcção é incompatível com a sua categoria profissional, com a sua inteligência e sanidade mental." "As partes acordam em revogar e fazer cessar, por mútuo acordo, os efeitos do contrato que os liga."
Descubra as diferenças!
"Por imperativo de uma reestruturação dos serviços do departamento, o posto de trabalho ocupado pelo EMPREGADO será eliminado." "A empresa não dispõe de outro posto de trabalho compatível com a categoria profissional do EMPREGADO." "As partes acordam em revogar e fazer cessar, por mútuo acordo, os efeitos do contrato que os liga."
"Por falta de visão da direcção do departamento, este não tem qualquer dinâmica e o futuro do mesmo é demasiado imprevisível." "O COLABORADOR não encontra razões para continuar no posto de trabalho, uma vez que a inércia da direcção é incompatível com a sua categoria profissional, com a sua inteligência e sanidade mental." "As partes acordam em revogar e fazer cessar, por mútuo acordo, os efeitos do contrato que os liga."
Descubra as diferenças!
quarta-feira, junho 01, 2005
Portugal há 40 anos
Este fim-de-semana que passou, eu, a Cláudia, a minha irmã e o meu cunhado, fomos arrumar a casa da minha Avó, na "vila" de Almendra, no concelho de Vila Nova de Foz Côa (que é "cidade").
É uma casa antiga, com cerca de 70 anos, e velha, que sofreu há pouco tempo alguns problemas no telhado e que levaram à sua reconstrução. As obras coincidiram com a deslocação, para aquela casa, de alguns móveis de uma outra casa em Foz Côa, pelo que nos oferecemos para a arrumar. E consequentemente a limpar.
Posso dizer que fiquei porco até aos cabelos e como na casa não há (ainda) água quente, tivemos que tomar banho, como se tomava há muitos anos, nesta terra. Como ainda se toma em muitas casas neste país. 4 dias naquela casa e ficamos a dar muito mais valor a tudo aquilo que já conquistámos na vida e damos muito mais valor àqueles que ainda resistem a viver longe de tudo, mas em paz.
Por isso, resolvi abrir uma rubrica nova neste blog, que espero possa contar com a vossa colaboração. E a rubrica começa com uma revista que encontrei na casa da minha avó e que se puder a transcreverei para aqui, em fases, até Janeiro de 2006. É uma revista "Flama" de Janeiro de 1966. Mas aceito que enviem o que quiserem sobre como era Portugal, há 40 anos.
Para início fica um anúncio, que aos olhos de hoje parece ridículo mas que tem o mesmo impacto que o anúncio do Smart, daqui a 40 anos.

É uma casa antiga, com cerca de 70 anos, e velha, que sofreu há pouco tempo alguns problemas no telhado e que levaram à sua reconstrução. As obras coincidiram com a deslocação, para aquela casa, de alguns móveis de uma outra casa em Foz Côa, pelo que nos oferecemos para a arrumar. E consequentemente a limpar.
Posso dizer que fiquei porco até aos cabelos e como na casa não há (ainda) água quente, tivemos que tomar banho, como se tomava há muitos anos, nesta terra. Como ainda se toma em muitas casas neste país. 4 dias naquela casa e ficamos a dar muito mais valor a tudo aquilo que já conquistámos na vida e damos muito mais valor àqueles que ainda resistem a viver longe de tudo, mas em paz.
Por isso, resolvi abrir uma rubrica nova neste blog, que espero possa contar com a vossa colaboração. E a rubrica começa com uma revista que encontrei na casa da minha avó e que se puder a transcreverei para aqui, em fases, até Janeiro de 2006. É uma revista "Flama" de Janeiro de 1966. Mas aceito que enviem o que quiserem sobre como era Portugal, há 40 anos.
Para início fica um anúncio, que aos olhos de hoje parece ridículo mas que tem o mesmo impacto que o anúncio do Smart, daqui a 40 anos.
terça-feira, maio 24, 2005
A minha vida dava um filme do Steven Spielberg
Descoberta uma NECrópole em Aveiro.

Até ao momento, os arqueólogos já descobriram 25 corpos, mas as escavações continuam e espera-se ainda que haja mais descobertas até ao fim do mês.
Ao que foi averiguado, a NECrópole, agora descoberta, remonta à idade do Bronze, embora diste da Costa Nova alguns quilómetros. Segundo os arqueólogos responsáveis pela descoberta, a NECrópole terá sido consequência da ocupação daquele local por uma tribo vinda da ilha britânica. Esta tribo, nómada, terá, também ela, desaparecido sem deixar rasto, pensa-se por fruto das segundas invasões francesas.
O mais surpreendente das escavações, feitas até ao momento, é que ainda não se conseguiu encontrar qualquer artefacto, artesanal ou não, próprio para a realização de qualquer trabalho. Aparentemente, e segundo as teorias dos arqueólogos, a tribo tinha uma organização hierárquica rígida e que nunca terá mudado durante a sua existência, mas não produzia qualquer tipo de rendimento. A sobrevivência da tribo, aparentemente, estava assegurada pela existência de um cesto com ovos que ali teria sido posto por uma expedição nipónica.
Até ao momento, os arqueólogos já descobriram 25 corpos, mas as escavações continuam e espera-se ainda que haja mais descobertas até ao fim do mês.
Ao que foi averiguado, a NECrópole, agora descoberta, remonta à idade do Bronze, embora diste da Costa Nova alguns quilómetros. Segundo os arqueólogos responsáveis pela descoberta, a NECrópole terá sido consequência da ocupação daquele local por uma tribo vinda da ilha britânica. Esta tribo, nómada, terá, também ela, desaparecido sem deixar rasto, pensa-se por fruto das segundas invasões francesas.
O mais surpreendente das escavações, feitas até ao momento, é que ainda não se conseguiu encontrar qualquer artefacto, artesanal ou não, próprio para a realização de qualquer trabalho. Aparentemente, e segundo as teorias dos arqueólogos, a tribo tinha uma organização hierárquica rígida e que nunca terá mudado durante a sua existência, mas não produzia qualquer tipo de rendimento. A sobrevivência da tribo, aparentemente, estava assegurada pela existência de um cesto com ovos que ali teria sido posto por uma expedição nipónica.
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A minha vida dava um filme...
domingo, maio 22, 2005
Justiça seja feita...
A Liga Portuguesa de Futebol Profissional declara que, este ano, não atribui o título de vencedor da Superliga Galp Energia devido à falta de qualidade dos trabalhos apresentados a concurso. Assim, resolveu em assembleia, declarar o Sport Lisboa e Benfica, Futebol Clube do Porto, Sporting Clube de Portugal e Sporting Clube de Braga segundos classificados, em ex-quo, da prova agora finda.
sexta-feira, maio 20, 2005
terça-feira, maio 10, 2005
A Picota
Aveiro é provavelmente a melhor cidade, das que conheço, para se comer fora de casa. Existe bastante variedade e consegue-se comer bem por preços modestos. Mas um dos meus sítios preferidos é A Picota, não só pela comida caseira, mas também pela simpatia da Armanda. Sim, porque o Ramalho por vezes tem uma maneira muito própria e peculiar de ser simpático.
O Ramalho e a Armanda são os donos d'A Picota. Ela é a cozinheira e ele, para além de fazer os grelhados, serve às mesas. Num estabelecimento que leva pouco mais de 20 pessoas, pode-se comer (recomendo) a melhor Cabidela de Miúdos, os melhores Filetes de Polvo e o melhor Bacalhau à Casa. Para não falar no peixe fresco grelhado.
A Picota fica na zona velha da cidade de Aveiro, afastado da confusão, mas embebido no espírito rústico da "aldeia" aveirense. Fica na Rua Doutor António Christo, no entroncamento da Rua de São Bartolomeu (onde ficam os Bombeiros Novos de Aveiro). Mesmo nas traseiras da Igreja de Vera Cruz.

Digam que vão da parte do Lóló, que têm a garantia que serão bem servidos.
O Ramalho e a Armanda são os donos d'A Picota. Ela é a cozinheira e ele, para além de fazer os grelhados, serve às mesas. Num estabelecimento que leva pouco mais de 20 pessoas, pode-se comer (recomendo) a melhor Cabidela de Miúdos, os melhores Filetes de Polvo e o melhor Bacalhau à Casa. Para não falar no peixe fresco grelhado.
A Picota fica na zona velha da cidade de Aveiro, afastado da confusão, mas embebido no espírito rústico da "aldeia" aveirense. Fica na Rua Doutor António Christo, no entroncamento da Rua de São Bartolomeu (onde ficam os Bombeiros Novos de Aveiro). Mesmo nas traseiras da Igreja de Vera Cruz.
Digam que vão da parte do Lóló, que têm a garantia que serão bem servidos.
segunda-feira, maio 09, 2005
A minha vida dava um filme da Disney
Num porto português, mesmo ao pé das montanhas, vivia o nosso amigo João, numa humilde casinha. O João não tinha muito dinheiro, mas tratava dos campos e dos poucos animais que tinha. A vida seguia devagar.
Um dia a fada madrinha veio do outro lado do mundo e transformou a sua modesta casa numa quinta com muitos animais e sete ajudantes anões. Um ajudava-o na lida da quinta, quatro controlavam todos os trabalhadores da quinta, um arranjava os arados e adubos e o sétimo carregava nos "eges". Porém, a fada madrinha, de olhos em bico, avisou que a quinta se transformaria numa abóbora, um dia distante, daí a três anos, pela meia-noite.
O tempo foi passando e o João, agora rico, tocava guitarra, enquanto os seus vizinhos, trabalhavam para amealhar mantimentos suficientes para passarem o inverno que se avizinhava. Quando chegaram as primeiras chuvas o João não ligou e continuou a tocar guitarra, sempre ajudado pela sua inconsciência, o Grilo Falante.
Mas um dia a tristeza, chega ao seu coração, porque gastaram todo o dinheiro que possuíam e o João tem que vender um boi para manter a quinta. E assim levou o boi à feira bovina japonesa. Quando lá chegou, encontra um velho que lhe propõe trocar o boi por uma mão cheia de feijões, que trazia no cesto. O João confiando ser um bom negócio trocou. Quando regressou a casa, os seus sete ajudantes anões, ao verem os feijões, desesperaram e atiraram-nos pela janela.
À procura em toda parte, não importa se for longe, o João decidiu encontrar ajuda. E, nessa altura, o João foi ter com os seus vizinhos, os três porquinhos, para que estes o ajudassem a reaver os seus feijões. Mas o lobo mau soprava a casa do porquinho francês, depois de já ter destruído a casa de palha do porquinho inglês e a casa de madeira do porquinho japonês. A casa do porquinho francês, feita de tijolo, abanava mas aguentava-se e nela abrigavam-se os três porquinhos.
Vendo que a casa não cedia, o Lobo Mau decidiu ajudar o João a semear os feijões com a esperança de que o pé de feijão crescesse, em três meses, e atingisse o céu, onde viviam uns tecelões responsáveis por criar os mais lindos tecidos do mundo. Estes tecidos, prometidos como sendo os mais lindos do mundo, iriam permitir salvar o João, a quinta e os seus sete ajudantes anões.
Porém, quando o João acordou, no dia seguinte, o Lobo Mau não só não tinha tido a paciência de esperar os três meses para que o pé de feijão crescesse, como tinha fugido com os feijões. E, o Lobo Mau mandou o Pai Natal falar com o João para que esse soltasse os animais da quinta de maneira que não tivesse que os alimentar. Para isso daria a cada animal um saco e meio de comida por cada ano que estiveram na quinta e um Capuchinho Vermelho.
Nisto aparece um coelho a correr, com um grande relógio de ouro na mão e a gritar: "Já vou atrasado!". Cheio de curiosidade, o João seguiu-o. O Coelho enfiou-se numa toca. O João, que ia atrás, teve a impressão de cair até ao fundo de um poço. Mas viu-se numa grande sala com muitas portas fechadas e uma mesa de vidro. Uma pequenina porta que dera passagem ao coelho acabava de fechar-se. O João espreitou pela fechadura e viu um magnífico jardim.
Nesse jardim estava Pinóquio, que não querendo ficar de fora perguntou ao espelho mágico “Espelho meu, espelho meu, haverá alguém no mundo pior gestor do que eu?”, ao que este respondeu ser o João. O Pinóquio irritado decide transformar o João, num rato, passando este a ser conhecido como o João Ratão.
Nisto o João ouviu "Quem quer, quem quer, casar com a Carochinha que é vaidosa mas bonitinha?" e cheirou-lhe a feijoada. A Carochinha cozia os feijões que o Lobo Mau lhe tinha trocado por um Príncipe Encantado de quem ela se tinha entretanto fartado. Depois de ter recusado o Ali-Bábá e os 40 ladrões, a Carochinha olhou para o João Ratão e apaixonou-se.
No Domingo, ambos vão à missa e o feijão ao lume no caldeirão. A Carochinha viu-se sem leque na mão.
- Carochinha sem leque na mão, o que dirão?
O João Ratão ofereceu-se para ir buscar o leque. Chegou a casa, viu o caldeirão, meteu um pé, meteu uma mão e pumba, pobre João Ratão!
No entretanto apareceu o Gato das Botas e comeu o João Ratão, misturado com o feijão!!!
Um dia a fada madrinha veio do outro lado do mundo e transformou a sua modesta casa numa quinta com muitos animais e sete ajudantes anões. Um ajudava-o na lida da quinta, quatro controlavam todos os trabalhadores da quinta, um arranjava os arados e adubos e o sétimo carregava nos "eges". Porém, a fada madrinha, de olhos em bico, avisou que a quinta se transformaria numa abóbora, um dia distante, daí a três anos, pela meia-noite.
O tempo foi passando e o João, agora rico, tocava guitarra, enquanto os seus vizinhos, trabalhavam para amealhar mantimentos suficientes para passarem o inverno que se avizinhava. Quando chegaram as primeiras chuvas o João não ligou e continuou a tocar guitarra, sempre ajudado pela sua inconsciência, o Grilo Falante.
Mas um dia a tristeza, chega ao seu coração, porque gastaram todo o dinheiro que possuíam e o João tem que vender um boi para manter a quinta. E assim levou o boi à feira bovina japonesa. Quando lá chegou, encontra um velho que lhe propõe trocar o boi por uma mão cheia de feijões, que trazia no cesto. O João confiando ser um bom negócio trocou. Quando regressou a casa, os seus sete ajudantes anões, ao verem os feijões, desesperaram e atiraram-nos pela janela.
À procura em toda parte, não importa se for longe, o João decidiu encontrar ajuda. E, nessa altura, o João foi ter com os seus vizinhos, os três porquinhos, para que estes o ajudassem a reaver os seus feijões. Mas o lobo mau soprava a casa do porquinho francês, depois de já ter destruído a casa de palha do porquinho inglês e a casa de madeira do porquinho japonês. A casa do porquinho francês, feita de tijolo, abanava mas aguentava-se e nela abrigavam-se os três porquinhos.
Vendo que a casa não cedia, o Lobo Mau decidiu ajudar o João a semear os feijões com a esperança de que o pé de feijão crescesse, em três meses, e atingisse o céu, onde viviam uns tecelões responsáveis por criar os mais lindos tecidos do mundo. Estes tecidos, prometidos como sendo os mais lindos do mundo, iriam permitir salvar o João, a quinta e os seus sete ajudantes anões.
Porém, quando o João acordou, no dia seguinte, o Lobo Mau não só não tinha tido a paciência de esperar os três meses para que o pé de feijão crescesse, como tinha fugido com os feijões. E, o Lobo Mau mandou o Pai Natal falar com o João para que esse soltasse os animais da quinta de maneira que não tivesse que os alimentar. Para isso daria a cada animal um saco e meio de comida por cada ano que estiveram na quinta e um Capuchinho Vermelho.
Nisto aparece um coelho a correr, com um grande relógio de ouro na mão e a gritar: "Já vou atrasado!". Cheio de curiosidade, o João seguiu-o. O Coelho enfiou-se numa toca. O João, que ia atrás, teve a impressão de cair até ao fundo de um poço. Mas viu-se numa grande sala com muitas portas fechadas e uma mesa de vidro. Uma pequenina porta que dera passagem ao coelho acabava de fechar-se. O João espreitou pela fechadura e viu um magnífico jardim.
Nesse jardim estava Pinóquio, que não querendo ficar de fora perguntou ao espelho mágico “Espelho meu, espelho meu, haverá alguém no mundo pior gestor do que eu?”, ao que este respondeu ser o João. O Pinóquio irritado decide transformar o João, num rato, passando este a ser conhecido como o João Ratão.
Nisto o João ouviu "Quem quer, quem quer, casar com a Carochinha que é vaidosa mas bonitinha?" e cheirou-lhe a feijoada. A Carochinha cozia os feijões que o Lobo Mau lhe tinha trocado por um Príncipe Encantado de quem ela se tinha entretanto fartado. Depois de ter recusado o Ali-Bábá e os 40 ladrões, a Carochinha olhou para o João Ratão e apaixonou-se.
No Domingo, ambos vão à missa e o feijão ao lume no caldeirão. A Carochinha viu-se sem leque na mão.
- Carochinha sem leque na mão, o que dirão?
O João Ratão ofereceu-se para ir buscar o leque. Chegou a casa, viu o caldeirão, meteu um pé, meteu uma mão e pumba, pobre João Ratão!
No entretanto apareceu o Gato das Botas e comeu o João Ratão, misturado com o feijão!!!
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A minha vida dava um filme...
sexta-feira, abril 29, 2005
(És um) Homem ou (és um) Ratolas
Dedico este tema a todos aqueles que podem fazer (ou podiam ter feito) algo que os tornaria em heróis e que não o fazem (ou fizeram) porque não têm personalidade, não têm coragem e acima de tudo porque são uns ratos.
"Tu gostas de comer ou gostas mais de roer
És um homem ou és um rato"
Cebola Mol
"Tu gostas de comer ou gostas mais de roer
És um homem ou és um rato"
Cebola Mol
sexta-feira, abril 22, 2005
: : : 1-big-O [v14.0]
Aquando da nossa estadia em Inglaterra conhecemos da Deirdre, uma rapariga do Zimbabwe, que nos dava aulas de Kundalini Yoga à segunda-feira à noite. Fazíamos cerca de 30 ou 40 quilómetros, para cada lado, para ir à aula.
Agora é a vez dela de fazer uma série de quilómetros para nos vir dar aulas. E vai estar cá uns dias. No dia 12 de Maio (Feriado Municipal de Aveiro) teremos uma aula/recepção na praia da Costa Nova (sujeita às condições climatéricas) pelas 19:00, que é livre. Segue-se uma Tertúlia de Kundalini Yoga (com lanche convívio incluído) por €5,00 às 21:00 n'O Jardim de Lótus. No dia 14 de Maio das 10 às 17 um workshop de Kundalini Yoga com o preço de 25,00 (20,00 para concessões). Tem que se trazer almoço vegetariano para partilhar.
Os contactos são os do costume. E o design do cartaz é do Rui Gonçalves, como de costume.
O nome mais mal escolhido da história
Winnie the Pooh, que se lerá qualquer coisa como "Uinie De Pu" em vocábulos equivalentes aos sons portugueses, é provavelmente o pior nome alguma vez dado a um personagem de ficção.
Quando estava nos Estados Unidos tinha uma amiga que era fã incontestável do urso mais imbecil que já conheci, mas cada vez que ouvia o seu nome ainda me custava mais a acreditar que fosse possível dar aquele nome ao pobre do imbecil do animal. Eu sei que os ursos são seres pouco inteligentes, mas...
Se Winnie ("Uinie") tem a mesma fonia que Weenie ("Uinie") e Pooh ("Pu") tem a mesma fonia que Poo ("Pu") então o coitado do urso pode ser traduzido para português como "Pilinha O Cócó" ou "Palerma O Merdas".
Foi mesmo uma inspiração!
terça-feira, abril 19, 2005
Músicas
Eu gosto de ouvir música. Desde miúdo que me lembro de gostar de ouvir música. Tinha mais de uma centena de cassetes e tenho, hoje em dia, mais de duas centenas de CDs. Comprei um leitor de MP3 (Zen Micro) há duas semanas para poder ouvir música em qualquer lado.
E, sim! Gostei dos Duran Duran no tempo do My Own Way (1981), que provavelmente foi o primeiro single que comprei, ainda em vinil. Numa altura em que ninguém imaginava o que era um CD (nascido a 1982), quase da mesma maneira que hoje a maioria dos miúdos não sabe o que é um disco de vinil, fazendo jus à Alegoria da Caverna. Embora os discos em vinil ainda existam e estejam em plena forma em alguns circuitos musicais, estando mesmo a retornar como uma peça de decoração ou colecção.
Mas não estou aqui para falar dos meus gostos musicais. Falaremos disso mais tarde! Estou aqui porque me choca como é que certas músicas conseguem ter tempo de antena e há outras, que com indiscutível qualidade, não passam do leitor de lá de casa. E, em especial no mercado da música portuguesa, como é que bandas como os comendadores Xutos e Pontapés continuam a editar discos, um bocado como os Rolling Stones, e a encher plateias com músicas que roçam a mediocridade e letras que de tão pimba fazem corar a Rute Marlene?
Se não vejamos: "Se gosto de ti se gostas de mim, Se isto não chega, Tens o mundo ao contrário" é uma letra do Emanuel? Ou "Ai se ele cai, Vai-se partir, Meu coração, Vai-se partir" parece saído de uma letra do Toy. Já para não falar na alusão à vida simples do dia-a-dia na frase "Vou tirando fotocópias e vou pensando em ti". Fotocópias? Porque não "Vou limpando o chão e pensado em ti"? Porque quem tira fotocópias tem uma vida simples, mas tem dinheiro para comprar o CD, mas quem limpa o chão não tem.
Depois há frases profundas como "Mede bem a importância, Dum pequeno pormenor, Um parafuso no foguetão" (no site oficial dos Xutos e Pontapés, na secção das letras, está "foquetão" mas para quem consegue escrever "necessáriamente" um pouco antes, nem surpreende). Todas estas letras são do Tim que ao fim destes anos todos ainda não aprendeu a cantar. Podia seguir o exemplo da Madonna que já depois de ser quem é, decidiu que não estava satisfeita e teve lições de canto. Mas isso era pedir muito...
No entanto o Zé Pedro consegue escrever melhor (o que nem é difícil), como em:
"Diz-me
Que pode fazer um homem
Quando as portas estão fechadas
E as ajudas não chegam
Diz-me se uma mulher
não é dona do seu corpo
E se dá tudo para o torto
E acaba no tribunal
Diz-me
Se fazem as leis por medida
Para ficarem na gaveta
E nos fazerem de tolos
E então
Vão nos dando futebol
Põe-se o norte contra o sul
É dividir para mandar
Diz-me
Se estão a favor da guerra
Se não deixam de lado a terra
E vão-se esquecendo de ti
Diz-me
Se o que parece é
Vivemos fora de pé
Num completo desgoverno
E então
Tem de haver informação
Tem de haver participação
Na vida de todos nós
E tu
Se isto não te diz nada
Olha para a rapaziada
Vê a vida que o povo tem
Vê a vida que o povo tem
Vê a vida que o povo tem"
Depois há os Toranja! Os Toranja que têm umas músicas muito bonitas e um cantor, que canta tão bem, que parece o Zé Cabra. A diferença é que o Zé Cabra era gozado e este ganha prémios... Oiçam o último single "Laços"! Já não ouvia nada tão mal cantado desde que o Paulo de Carvalho abandonou a música.
E os Da Weasel? Ai! Que até me custa falar nestes presunçosos que toda a gente gosta e que não têm ponta por onde se lhe pegue. Então aquela Nina a quem ele promete "Vou levar-te para casa - tomar conta de ti, Dar-te um bom banho, vestir-te um pijama, e… Fazer-te uma papinha, meter-te na caminha, Ler-te uma historinha e deixar-te bem calminha", parece saído de uma história infantil para adultos. Uma letra digna de constar no Guinness como a letrinha mesmo "bem magra" e que pode acabar "com o stock nacional de Viagra".
Eu só acredito que para se ser alguém em Portugal tem que se ter amigos e muita falta de vergonha. Nas artes como na política nacional, quem tem padrinho ou amigos pode muito bem dedicar-se a ser "artista". E muitos destes senhores são o que são porque têm amigos na rádio que os passam insistentemente sem que haja pachorra para os aturar. E, por cada artista, que realmente é bom, e chega a ser conhecido, há uma larga dezena de outros que ficam pelo caminho porque não têm amigos ou padrinhos.
E temos a música que merecemos?
E, sim! Gostei dos Duran Duran no tempo do My Own Way (1981), que provavelmente foi o primeiro single que comprei, ainda em vinil. Numa altura em que ninguém imaginava o que era um CD (nascido a 1982), quase da mesma maneira que hoje a maioria dos miúdos não sabe o que é um disco de vinil, fazendo jus à Alegoria da Caverna. Embora os discos em vinil ainda existam e estejam em plena forma em alguns circuitos musicais, estando mesmo a retornar como uma peça de decoração ou colecção.
Mas não estou aqui para falar dos meus gostos musicais. Falaremos disso mais tarde! Estou aqui porque me choca como é que certas músicas conseguem ter tempo de antena e há outras, que com indiscutível qualidade, não passam do leitor de lá de casa. E, em especial no mercado da música portuguesa, como é que bandas como os comendadores Xutos e Pontapés continuam a editar discos, um bocado como os Rolling Stones, e a encher plateias com músicas que roçam a mediocridade e letras que de tão pimba fazem corar a Rute Marlene?
Se não vejamos: "Se gosto de ti se gostas de mim, Se isto não chega, Tens o mundo ao contrário" é uma letra do Emanuel? Ou "Ai se ele cai, Vai-se partir, Meu coração, Vai-se partir" parece saído de uma letra do Toy. Já para não falar na alusão à vida simples do dia-a-dia na frase "Vou tirando fotocópias e vou pensando em ti". Fotocópias? Porque não "Vou limpando o chão e pensado em ti"? Porque quem tira fotocópias tem uma vida simples, mas tem dinheiro para comprar o CD, mas quem limpa o chão não tem.
Depois há frases profundas como "Mede bem a importância, Dum pequeno pormenor, Um parafuso no foguetão" (no site oficial dos Xutos e Pontapés, na secção das letras, está "foquetão" mas para quem consegue escrever "necessáriamente" um pouco antes, nem surpreende). Todas estas letras são do Tim que ao fim destes anos todos ainda não aprendeu a cantar. Podia seguir o exemplo da Madonna que já depois de ser quem é, decidiu que não estava satisfeita e teve lições de canto. Mas isso era pedir muito...
No entanto o Zé Pedro consegue escrever melhor (o que nem é difícil), como em:
"Diz-me
Que pode fazer um homem
Quando as portas estão fechadas
E as ajudas não chegam
Diz-me se uma mulher
não é dona do seu corpo
E se dá tudo para o torto
E acaba no tribunal
Diz-me
Se fazem as leis por medida
Para ficarem na gaveta
E nos fazerem de tolos
E então
Vão nos dando futebol
Põe-se o norte contra o sul
É dividir para mandar
Diz-me
Se estão a favor da guerra
Se não deixam de lado a terra
E vão-se esquecendo de ti
Diz-me
Se o que parece é
Vivemos fora de pé
Num completo desgoverno
E então
Tem de haver informação
Tem de haver participação
Na vida de todos nós
E tu
Se isto não te diz nada
Olha para a rapaziada
Vê a vida que o povo tem
Vê a vida que o povo tem
Vê a vida que o povo tem"
Depois há os Toranja! Os Toranja que têm umas músicas muito bonitas e um cantor, que canta tão bem, que parece o Zé Cabra. A diferença é que o Zé Cabra era gozado e este ganha prémios... Oiçam o último single "Laços"! Já não ouvia nada tão mal cantado desde que o Paulo de Carvalho abandonou a música.
E os Da Weasel? Ai! Que até me custa falar nestes presunçosos que toda a gente gosta e que não têm ponta por onde se lhe pegue. Então aquela Nina a quem ele promete "Vou levar-te para casa - tomar conta de ti, Dar-te um bom banho, vestir-te um pijama, e… Fazer-te uma papinha, meter-te na caminha, Ler-te uma historinha e deixar-te bem calminha", parece saído de uma história infantil para adultos. Uma letra digna de constar no Guinness como a letrinha mesmo "bem magra" e que pode acabar "com o stock nacional de Viagra".
Eu só acredito que para se ser alguém em Portugal tem que se ter amigos e muita falta de vergonha. Nas artes como na política nacional, quem tem padrinho ou amigos pode muito bem dedicar-se a ser "artista". E muitos destes senhores são o que são porque têm amigos na rádio que os passam insistentemente sem que haja pachorra para os aturar. E, por cada artista, que realmente é bom, e chega a ser conhecido, há uma larga dezena de outros que ficam pelo caminho porque não têm amigos ou padrinhos.
E temos a música que merecemos?
quinta-feira, abril 14, 2005
Por falar em Britânicos (4)
segunda-feira, abril 11, 2005
A minha vida dava um filme do Jackie Chan
Hoje [11 de Abril de 2005] fui almoçar ao restaurante chinês, aqui a umas dezenas de metros do meu local de trabalho. Não é melhor nem pior que os outros restaurantes chineses aqui em Aveiro e nem é melhor nem pior que ir ali ao Centro Comercial (aquilo que chamamos de "Cantina").
Entrámos e ao todo éramos uns 7 (mas, não foi a Rosete que nos veio receber e nem a malta estava a tremer – se calhar já nem se lembram desta música, mas...). Sentámo-nos na mesa maior, ao fundo da sala, junto ao balcão. O dono do restaurante falava ao telemóvel em chinês. Junto a ele estavam dois homens com uma série de documentos em cima de uma das mesas, como se esperassem qualquer coisa por parte dele.
Um dos homens, que estava com um polo azul onde dizia a branco "GANT", de cabelo grisalho estava com um ar apreensivo e o amigo que parecia que estava de férias, olhava o chinês com ar de quem queria resolver o assunto depressa. Chegámos a pensar que houvesse algum problema devido a um acidente automóvel e estivessem a resolver problemas de seguros.
No entretanto, o único empregado que se encontrava a servir às mesas, tomou conta dos nossos pedidos e dirigiu-se à cozinha. Nesse momento entram mais três homens e depois de alguma troca de palavras com o dono de restaurante, um deles, de óculos e baixo, diz em volta alta "o senhor está detido e vai ter que nos acompanhar" para o empregado. Lá se foi o nosso pedido?
No entretanto começámos a reparar que não havia ninguém na cozinha. Os únicos funcionários, no restaurante, eram o dono e o tal empregado, que não parava de sorrir, mesmo depois de ter ouvido a ordem de prisão. Vestiu o casaco, mas nessa altura entrou a esposa do dono e mostrou os documentos do empregado, pelo que este pode continuar a servir os clientes que àquela hora enchiam um terço da sala. Sempre com um sorriso enorme.
Os cinco homens continuavam a insistir nas identidades do resto dos empregados e que tinham fugido pela porta das traseiras, quando eles entraram. Já sabiam que eram em número de 3. O dono arranjava umas desculpas para justificar o facto de que não sabia onde moravam e porque estavam de folga naquele dia.
No entretanto entrou um chinês que foi logo identificado, mas como tinha os documentos em ordem, pôde ir trabalhar para a cozinha. Já estávamos a pensar ir embora, quando vieram os crepes. Os fiscais foram-se embora, satisfeitos com os documentos apreendidos e nós podemos apreciar a comida, que apesar de ser feita por um cozinheiro arranjado a correr, sabia exactamente ao mesmo do costume.
E o empregado sorria!
Entrámos e ao todo éramos uns 7 (mas, não foi a Rosete que nos veio receber e nem a malta estava a tremer – se calhar já nem se lembram desta música, mas...). Sentámo-nos na mesa maior, ao fundo da sala, junto ao balcão. O dono do restaurante falava ao telemóvel em chinês. Junto a ele estavam dois homens com uma série de documentos em cima de uma das mesas, como se esperassem qualquer coisa por parte dele.
Um dos homens, que estava com um polo azul onde dizia a branco "GANT", de cabelo grisalho estava com um ar apreensivo e o amigo que parecia que estava de férias, olhava o chinês com ar de quem queria resolver o assunto depressa. Chegámos a pensar que houvesse algum problema devido a um acidente automóvel e estivessem a resolver problemas de seguros.
No entretanto, o único empregado que se encontrava a servir às mesas, tomou conta dos nossos pedidos e dirigiu-se à cozinha. Nesse momento entram mais três homens e depois de alguma troca de palavras com o dono de restaurante, um deles, de óculos e baixo, diz em volta alta "o senhor está detido e vai ter que nos acompanhar" para o empregado. Lá se foi o nosso pedido?
No entretanto começámos a reparar que não havia ninguém na cozinha. Os únicos funcionários, no restaurante, eram o dono e o tal empregado, que não parava de sorrir, mesmo depois de ter ouvido a ordem de prisão. Vestiu o casaco, mas nessa altura entrou a esposa do dono e mostrou os documentos do empregado, pelo que este pode continuar a servir os clientes que àquela hora enchiam um terço da sala. Sempre com um sorriso enorme.
Os cinco homens continuavam a insistir nas identidades do resto dos empregados e que tinham fugido pela porta das traseiras, quando eles entraram. Já sabiam que eram em número de 3. O dono arranjava umas desculpas para justificar o facto de que não sabia onde moravam e porque estavam de folga naquele dia.
No entretanto entrou um chinês que foi logo identificado, mas como tinha os documentos em ordem, pôde ir trabalhar para a cozinha. Já estávamos a pensar ir embora, quando vieram os crepes. Os fiscais foram-se embora, satisfeitos com os documentos apreendidos e nós podemos apreciar a comida, que apesar de ser feita por um cozinheiro arranjado a correr, sabia exactamente ao mesmo do costume.
E o empregado sorria!
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A minha vida dava um filme...
sexta-feira, abril 08, 2005
: : : 1-big-O [v13.0]
Preço: 70,00 (60,00 p/ estudantes) que inclui alimentação, alojamento,práticas diversas, algum trabalho comunitário e muito convívio.
(Nota: o transporte não está incluído)
Fotografia e design de Rui Gonçalves.
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