quinta-feira, dezembro 20, 2007

sábado, dezembro 01, 2007

Esperança!!!

Desde de quinta-feira que estou a viver num lugar – Alombada – algures nas montanhas entre Sever do Vouga e Águeda, na casa de uns amigos ingleses – Ken e Sue. É só por uns dias, pois eles tiveram que se ausentar para Inglaterra e pediram-nos para lhes ficar a tomar conta do negócio de aluguer dos apartamentos, uma vez que têm cá visitantes do País de Gales.

Mas escrevo para dar conta das diferenças culturais que nos separam no que toca a gerir pessoas, projectos e emergências. Como qualquer inglês que eu conheço, eles fizeram uma lista das emergências identificáveis, para cada uma identificaram pelo menos um plano de emergência e escreveram isto numa folha de instruções que vem sendo preenchida desde o dia que nos pediram para cá ficar – há cerca de mês e meio. Assim, a semana passada convidaram-nos para jantar e explicaram-nos passo a passo os complexos sistemas de recolha e filtragem da água e funcionamento da piscina. Uma formação intensiva sobre os funcionamentos mais complicados da casa (porque os outros nós sabemos) e o que fazer caso não funcionem. No final destas instruções e num papel onde estão descritos, aparecem os números de telefone deles em Inglaterra, do electricista, da empresa que montou a piscina e do jardineiro.

Há uns anos (2002) li sobre um inquérito (da AD Capita International Search - já agora leia o seu último estudo "Pontualidade em Portugal" - e a Cranfield School of Management) realizado a gestores estrangeiros em Portugal em que estes apontavam aos gestores portugueses algumas falhas, e entre elas a de serem "maus gestores do tempo e pouco organizados" e que "os gestores portugueses preferem trabalhar de uma forma não planeada, sem uma estratégia de médio e longo prazo bem definida" (para além da típica "permanência no local de trabalho durante longas horas, apenas para que essa presença seja notada", mas isso daria um outro artigo inteiro e que mais tarde penso escrever). O mesmo inquérito foi feito a gestores portugueses e estes apontavam como a sua melhor característica o "desenrascanço" ou "um dom quase mágico, que lhes permite ultrapassar as situações mais inesperadas" como se isso justificasse à sua falta de planeamento. Aliás, a maioria dos gestores estrangeiros em Portugal achavam que "a criatividade e a originalidade não são qualidades abundantes na gestão do tecido empresarial português", o que não corrobora essa opinião dos gestores portugueses (se quiserem o estudo eu tenho-o).

A verdade é que a falta de planeamento, ou a excessiva confiança nas qualidades de "desenrascanço" são gritantes na maioria dos gestores portugueses que conheço (eu diria mesmo na quase totalidade, não fosse eu a mostrar ingratidão em relação a um ou outro, que de repente me lembro). Mas a verdade é que esse "dom quase mágico" é próprio da maioria dos portugueses, porém devia ser usado apenas em situações "mais inesperadas" e não na gestão diária de um projecto ou de uma empresa.

Há uns tempos numa entrevista, em que eu estava a ser proposto como gestor técnico da Seara.com, o director da empresa perguntou-me se não achava que "perdia muito tempo a fazer planos de trabalho" (e aí ditou a minha pouca vontade de trabalhar na empresa, para além de outras tiradas que me mostraram como seria um mau gestor de pessoas e, em última análise, de uma empresa). É assim, que os gestores portugueses pensam, pois fazer um plano implica o gasto de algum tempo na fase inicial de um projecto, mas que é compensado a médio a longo prazo. Mas como em Portugal poucas vezes se pensa a mais que a curto prazo, é complicado ver isso. É tudo para ontem, e portanto não se pode "perder" tempo na gestão. E depois, não se sabe quem está a fazer "o quê" e "quando" tem que se entregar "aquilo", o que no final faz com que ninguém tenha a responsabilidade porque todos estavam a fazer o mesmo, que afinal se apercebeu que era nada.

A verdade é que a produção de um plano implica tempo. Tempo para perceber as diferentes tarefas ou passos (WBS – Work Breakdown Structure) que se tem que tomar durante o tempo do projecto, para se atingir pequenos objectivos de modo a se concretizar um grande objectivo final. Como entregar essas tarefas a pessoas e responsabilizá-las (individualmente) dos objectivos a atingir. Assim, em cada momento (com o plano sempre actualizado) é possível saber onde nos estamos a atrasar e sabemos onde nos teremos que dedicar mais para atingir os objectivos. E há responsáveis, porque sabemos sempre quem é que não está a cumprir os objectivos (ou porque foi mal planeado, pelo gestor, ou porque o responsável não está a cumprir com o que lhe foi incumbido). Quando não há um plano estes atrasos detectam-se sempre tarde demais e raramente se consegue recuperar. Por isso, os portugueses raramente chegam a horas. Porque não planeiam... Nem a sua própria vida.

Neste momento estou a deixar um projecto em que tentei planear. Mas foi complicado, porque quando cheguei ao projecto notei que os objectivos estavam mal percebidos, porque o cliente pensava que eram uns e a empresa que estava a implementar o projecto achava que eram outros. O contrato que delineava o projecto era ambíguo e as duas partes tinham entendimentos diferentes de qual era o seu envolvimento no mesmo. Ainda por cima, os conhecimentos técnicos da equipa eram poucos, para aquilo que se desejava apresentar e quem tinha contratado não fazia ideia da quantidade de trabalho envolvida, de ambos os lados. Foram preciso quase 3 meses, muitas reuniões e começar a fazer algo de concreto para que os gestores se apercebessem da complexidade do que se está a fazer e se aperceberem de que um projecto que tinha estimado 4 meses para a sua execução, poderá demorar (eventualmente) 2 anos. E que os recursos envolvidos não chegam... Algo que se podia ter avaliado com um estudo prévio e um plano, algo que acho terá sido o meu maior erro, pois poderia o ter feito quando me envolvi no projecto. O que me teria feito decidir nem sequer me envolver no mesmo... Sim! Porque eu também sou português!

Quando falo aqui nos ingleses é porque foi com eles que aprendi a pensar antes de fazer as coisas (não vi muito isso nos Estados Unidos, e menos ainda no Japão). Pensar nos imprevistos (que apesar do nome, podem ser previstos) e como contorná-los quando aparecem, sem confiar demasiado no "desenrascanço". Aliás, acho que o ideal é planear antes e "desenrascar" quando algo que não está planeado, inesperadamente, acontece. Eu costumo dizer que o Vinho do Porto é obra dessa dualidade, pois nasceu do "desenrascanço" dos portugueses (a adição de água-ardente vínica para se aguentar na viagem para Inglaterra) e viveu e cresceu graças ao planeamento dos ingleses (que compraram as quintas e as empresas de produção e distribuíram o vinho por todo o mundo). E o Vinho do Porto, neste momento corre o risco de se perder devido à falta de visão a longo prazo dos portugueses, que agora começaram a adquirir quintas no Douro e começam a fazer vinho de mesa, porque o retorno do investimento é mais imediato. Mas a verdade é que vinho do Porto, só há um... E no vinho de mesa a competição é maior, e só vai vingar (a longo prazo) o melhor.

Esperemos que aqueles poucos que há pouco pensei, quando disse que a maioria dos gestores portugueses não planeiam, que consigam mostrar aos demais que há outras vias. Mais trabalhosas, no início, é verdade, mas mais duradouras. É a minha esperança...

domingo, novembro 25, 2007

O patrão que não conseguiu viver com o salário do operário

A história veio nos jornais europeus e a 'Veja' entrevistou o protagonista. O empresário italiano Enzo Rossi, dono de La Campofilone, que produz pastas e massas, resolveu passar um mês a viver com os mil euros que paga aos seus operários, dando a mesma quantia à sua mulher, que também trabalha na empresa.

Apesar de se terem restringido ao essencial, o dinheiro acabou a 20 - e Rossi percebeu que, "se o dinheiro acabava para mim, também não dava para eles". Vai daí, deu um aumento geral de €200 aos trabalhadores.

O curioso é que o empresário diz que não quer dar lições de ética a ninguém, recusa qualquer ideia de que seja marxista e, com uma frontalidade desarmante, frisa que o aumento que concedeu é a prova de que é "um grandessíssimo egoísta". E porquê? Porque, como explica liminarmente, se o salário é insuficiente, os funcionários vivem sob stresse psicológico, com a angústia de saber se o dinheiro chega ou não ao fim do mês. Isso leva-os a ficar instáveis do ponto de vista emocional "e, consequentemente, trabalharão mal". Ora, como acrescenta, "quero que eles estejam bem, para aumentar os meus lucros". E diz mesmo que a massa que fabrica, um tipo de macarrão finíssimo muito tradicional em Itália, fica melhor e vende mais se o funcionário trabalha feliz.

Bom, mas já teve retorno deste aumento dos custos salariais? Não, mas Rossi diz que isso não vai demorar a acontecer. Nem que seja por os seus funcionários, com mais dinheiro, comprarem no Natal e Ano Novo mais do macarrão que ele fabrica.

Histórias destas valem mais do que muitos livros de gestão. E são tão verdadeiras em Itália como em Portugal - embora, por cá, não se conheça nenhum émulo do sr. Enzo Rossi.

in Expresso, 19 de Novembro de 2007 por Nicolau Santos

quinta-feira, novembro 22, 2007

Trabalho não produtivo custa 5,5% do PIB português

Anualmente, a economia nacional perde cerca de 7600 milhões de euros com horas de trabalho desperdiçadas

Os portugueses têm fama de ser pouco pontuais e de todos os dias perderem muito tempo de trabalho que poderia ser aproveitado. O relatório anual da Proudfoot Consulting, consultora especializada em produtividade, revela alguns dados que ajudam a sustentar esta ideia. Anualmente, Portugal perde cerca de 11 mil milhões de dólares (7626 milhões de euros) com horas de trabalho não produtivas no sector privado. São 47 dias de trabalho desperdiçados todo anos e que representam 5,5% do produto interno bruto (PIB) português.

A Proudfoot Consulting, neste sétimo relatório anual, coloca a economia portuguesa como a segunda com maior percentagem de tempo desperdiçado. Ao todo, o trabalho não produtivo em 2005-2006 representou 35,6% do total e apenas foi ultrapassada pela Espanha (45,2%) e pela França (36%).

Para estes especialistas, é possível eliminar trabalho desperdiçado até chegar aos 15% através da melhoria da gestão das empresas. É precisamente este ganho que poderia ajudar a economia nacional a eliminar este peso morto superior a 5% do PIB.

Principais Problemas
■ Deficiências no planeamento e controlo do trabalho ao nível dos dirigentes
■ Chefias intermédias pouco preparadas acabam por comprometer a eficácia
no terreno
■ Fraca motivação dos trabalhadores

Gestores são responsáveis
São vários os factores que explicam este problema, que em Portugal se agravou nos últimos anos. "A principal razão é o deficiente planeamento e controlo ao nível dos dirigentes", afirma Dário Lourenço, vice-presidente da Proudfoot Consulting para Portugal. O responsável adianta que este motivo, por si só, explica quase metade das horas desperdiçadas pelos trabalhadores portugueses todos os anos (40%).

"Outra razão importante, em particular em Portugal, são as chefias intermédias e a dificuldade que têm em levar objectivos locais", acrescenta Dário Lourenço. Um factor que muitas vezes está relacionado com falta de formação das pessoas que ocupam estes cargos muito importantes para o funcionamento das empresas. "Normalmente confunde-se capacidade técnica com capacidade de chefia", lembra Dário Lourenço.

Juntamente, estes dois problemas ao nível organizacional representam quase 80% do tempo perdido pelas empresas. Há depois outros motivos com menos impacto, como é por exemplo a motivação dos trabalhadores.

Os países com menor percentagem de trabalho não produtivo são a África do Sul (27,8%) e os EUA (29,1%). Nos restantes analisados, o indicador fica sempre acima dos 30% e em Espanha passa mesmo os 45%.

por João Silvestre jsilvestre@expresso.pt
in Expresso, 03 de Novembro de 2007

segunda-feira, novembro 19, 2007

O homem-bomba e a pomba armadilhada

Confesso que pela primeira vez gosto (um bocadinho) de uma música do Jorge Palma.

Quando ele bebia eu não tinha paciência para o aturar, e quando deixou de beber ficou ainda menos suportável. Mas agora, depois de todo o álcool ter sido exorcizado parece que finalmente o homem começa a acertar com o tino.

Porém, há coisas que ainda me deixam algo confuso, no tema dele que penso gostar – “Encosta-te a mim”. Algumas coisas que ainda devem ser resquícios do seu passado de alcoólico e que devem por vezes trazer ao de cima algumas coisas, que a nós no exterior da sua mente, parecem algo anacrónicas, desconexas ou provenientes de uma dislexia. Se não vejamos:

A primeira parte da letra até é engraçada e gosto do jogo de palavras, de alguém que "Chegado da guerra" e que fez "tudo p´ra sobreviver em nome da terra, no fundo p´ra te merecer" pede "recebe-me bem". Até acho bastante romântico… Gosto do “deixa ser meu o teu quintal”, um piropo engraçado! E até desculpo o "nós já vivemos cem mil anos" que aparece ali meio desamparado e que é desculpado com um "talvez eu esteja a exagerar", mas que como é no início da música, soa a deixa para começar a conversa.

Mas revolta-me quando o homem sai-se com um "recebe esta pomba que não está armadilhada", numa alusão (penso eu) à paz podre que se vive. Ou pior, quando ele diz "vai beijar o homem-bomba", que até faz esquecer o mau "vai desarmar a flor queimada" exactamente anterior, e deita por terra uma música que até aí até estava a correr bem.

Eu não sei se é influência dos ataques às torres gémeas, ao terrorismo em geral ou dedicada ao retorno dos soldados a casa, sei lá, mas parece-me despropositado o "vai beijar o homem-bomba". Aliás porque se ele quer que alguém se encoste a ele não lhe pede para ir "beijar o homem-bomba". Talvez seja um tema dedicado ao stress pós-traumático dos soldados, porque depois diz "quero adormecer", mas… Pena que não o tenha feito – adormecer - antes de escrever a história do homem-bomba e da pomba armadilhada. Fica ali meio deslocado.

Mas pronto! Fiquem com a letra:

"Encosta-te a mim,
nós já vivemos cem mil anos
encosta-te a mim,
talvez eu esteja a exagerar
encosta-te a mim,
dá cabo dos teus desenganos
não queiras ver quem eu não sou,
deixa-me chegar.
Chegado da guerra,
fiz tudo p´ra sobreviver em nome da terra,
no fundo p´ra te merecer
recebe-me bem,
não desencantes os meus passos
faz de mim o teu herói,
não quero adormecer.
Tudo o que eu vi,
estou a partilhar contigo
o que não vivi, hei-de inventar contigo
sei que não sei, às vezes entender o teu olhar
mas quero-te bem, encosta-te a mim.
Encosta-te a mim,
desatinamos tantas vezes
vizinha de mim, deixa ser meu o teu quintal
recebe esta pomba que não está armadilhada
foi comprada, foi roubada, seja como for.
Eu venho do nada porque arrasei o que não quis
em nome da estrada onde só quero ser feliz
enrosca-te a mim, vai desarmar a flor queimada
vai beijar o homem-bomba, quero adormecer.
Tudo o que eu vi,
estou a partilhar contigo o que não vivi,
um dia hei-de inventar contigo
sei que não sei, às vezes entender o teu olhar
mas quero-te bem, encosta-te a mim Encosta-te a mim,
nós já vivemos cem mil anos
encosta-te a mim,
talvez eu esteja a exagerar
encosta-te a mim,
dá cabo dos teus desenganos
não queiras ver quem eu não sou,
deixa-me chegar.
Chegado da guerra,
fiz tudo p´ra sobreviver em nome da terra,
no fundo p´ra te merecer
recebe-me bem,
não desencantes os meus passos
faz de mim o teu herói,
não quero adormecer.
Tudo o que eu vi,
estou a partilhar contigo
o que não vivi, hei-de inventar contigo
sei que não sei, às vezes entender o teu olhar
mas quero-te bem, encosta-te a mim.
Encosta-te a mim,
desatinamos tantas vezes
vizinha de mim, deixa ser meu o teu quintal
recebe esta pomba que não está armadilhada
foi comprada, foi roubada, seja como for.
Eu venho do nada porque arrasei o que não quis
em nome da estrada onde só quero ser feliz
enrosca-te a mim, vai desarmar a flor queimada
vai beijar o homem-bomba, quero adormecer.
Tudo o que eu vi,
estou a partilhar contigo o que não vivi,
um dia hei-de inventar contigo
sei que não sei, às vezes entender o teu olhar
mas quero-te bem, encosta-te a mim
"
Jorge Palma

terça-feira, novembro 13, 2007

Aulas de Yoga... N'O Jardim de Lótus

Começaram há uma semana. Aliás já começaram há bem mais tempo, mas o professor é que mudou. Assim, com a partida da Ana para a India (por 6 meses, pelo menos) as aulas da manhã d'O Jardim de Lótus (7:45-8:45) são asseguradas pelo professor Rui Gonçalves (ou Jai Narayan se preferirem o meu nome espiritual).

As coisas têm começado devagarinho e bem, mas espero ter tempo para mexer mais com as pessoas. Não são muitas, porque a hora é para madrugadores (uma espécie rara em Portugal) mas a audiência anda sempre à volta dos 5 alunos (com 7 inscritos).

Apareçam para experimentar. Prometo que saem com mais vontade de enfrentar a vida, logo pela manhã.

segunda-feira, novembro 12, 2007

O Segredo

Há cerca de um ano segui o conselho de uns amigos, uns mais próximos outros mais empreendedores. Segui porque acreditei ser capaz de fazer as coisas mudar. Acreditei em mim e acreditei que aqueles que me podiam ajudar, o fariam.


Um ano depois sinto que falhei. Mesmo com a ajuda de muitos e com toda a minha energia, não fui capaz de mudar alguns. Não fui capaz de fazer a mudança e sinto que foi um ano de esforço infrutuoso. Depois deste último ano, a única que me resta esperar é retirar desta lição algo que possa usar no futuro.


Ninguém tem culpa. Eu não tenho culpa, tu não tens culpa, ele não tem culpa… A verdade é que as coisas tinham que suceder assim, porque este não é o caminho, neste momento. Há que continuar… Mas agora quem tem que mudar sou eu! Mais uma vez…


O caminho é para a frente!



segunda-feira, novembro 05, 2007

Mini Size Me

Não sei se se lembram, mas há uns meses andei a fazer um programa de yoga que incluía uma dieta de crus (crudivorista) e perdi uns 7 Kgs sem esforço, em 40 dias. Consistia num programa que incluía uma série de exercícios de yoga e uma meditação diária, e uma alimentação baseada apenas em legumes não cozinhados, ou apenas aquecidos até aos 38 graus centígrados (a temperatura do nosso corpo).


A verdade é que esse programa, embora muito complicado de completar e muito difícil de suportar em algumas fases, provou que a alimentação que fazemos não é a melhor. Ao fim de 40 dias tinha muito mais energia e uns quilos a menos. E quando acabou, e voltei à dieta normal (infelizmente pouco, do que aprendi então, incorporei na minha dieta diária) e estou com o mesmo peso que tinha antes de começar, com menos energia e dinâmica. Mas é complicado fazer o programa na sua totalidade quando se leva uma vida normal… E se come fora algumas vezes!


Mas a professora de yoga que nos (éramos 5 em Aveiro a fazer o programa, mas algumas dezenas no mundo inteiro) levou a percorrer esse caminho foi a Siri Datta. Não percam a vinda dela a Portugal… Vejam a informação no post anterior!

Siri Datta em Lisboa, Pinhal Novo e Aveiro

O Jardim de Lótus apresenta em Lisboa, Pinhal Novo e Aveiro
Siri Datta
Siri Datta - Julie Cuddihy


Dissolvendo relacionamentos passados!
Iremos revitalizar-nos, tomando nas nossas mãos o poder e a força para dissolver velhos vínculos e amarras que nos mantêm ligados a contratos antigos, e que mantêm emaranhados energéticos, sejam eles verbais ou não verbais, conscientes ou inconscientes. Fortaleceremos o nosso “coração” e a nossa capacidade de amar, limpando a nossa aura das “cicatrizes” que restaram de relações terminadas, para seguir em frente numa nova vida.
Lisboa Quarta-Feira, 14 Nov 20:00h - 22:00h
Pinhal Novo Quinta-Feira, 15 Nov 20:00h - 22:00h
Aveiro Domingo, 18 Nov 10:30h - 12:30h

Tornemo-nos fortes como aço!!
Iremos trabalhar a confiança, a auto-estima, a força de vontade para dar novos passos em direcção ao que queremos, e assim fortalecer a capacidade de mantermos os compromissos assumidos.
Lisboa Terça-Feira, 13 Nov 18:00h - 20:00h
Lisboa Quinta-Feira, 15 Nov 10:00h - 12:00h
Aveiro Sexta-Feira, 16 Nov 19:30h - 21:30h

Libertando o passado!
Faremos uma limpeza energética de eventos passados dolorosos, traumas, mentiras antigas que já não servem, culpas que pesam… para seguirmos mais leves e firmes em direcção aos nossos objectivos.
Lisboa Terça-Feira, 13 Nov 20:00h - 22:00h
Aveiro Sábado, 17 Nov 10:30h - 12:30h

"Fat Free Yoga"
Kriyas para ajudar a perder peso físico e emocional, tornarmo-nos ainda mais bonit@s de dentro para fora, expandir a nossa aura melhorando a imagem que transmitimos de nós próprios.
Lisboa Quarta-Feira, 14 Nov 18:00h - 20:00h
Lisboa Quinta-Feira, 15 Nov 14:00h - 16:00h
Aveiro Sábado, 17 Nov 17:00h - 19:00h

Jantar convívio (Crudívero)
Siri Datta irá explicar um pouco dos fundamentos do seu novo trabalho que é o "Mini Size Me" e dará a experimentar uma série de delícias desta abordagem diferente de alimentação.
Aveiro Sábado, 17 Nov 20:00h

Mais informações >>

quarta-feira, outubro 31, 2007

Noite de Halloween...

Há uns anos atrás (2000), acabadinho de chegar dos Estados Unidos, ainda nos divertíamos nesta noite de bruxas:
Halloween Big Brother


Ainda influenciado pela cultura do outro lado do mundo...

Depois os amigos começaram a dispersar e ainda se tentou fazer algo do género no ano seguinte, mas sem grandes resultados.

Mas ainda aparecemos nas notícias e tivemos mais tempo que o Benfica. Vejam em http://ruigo.net/biscoitos/hbb/films/tvi.mpg

sexta-feira, outubro 26, 2007

Tirana

Hoje tive um sonho bizarro. Sonhei que estava a assistir a uma espécie de evento artístico ou social. Algures num local onde estavam também uma série de miúdos, com ar de estrangeiros, que deviam de praticar alguma espécie de desporto.

Estávamos sentados no chão a ver, ou ouvir, qualquer coisa, ou alguém [há partes do sonho muito nebulosas] com um grupo de pessoas algo numeroso. De repente apareceram, vindos de uma escada que vinha do piso inferior, um grupo de miúdos, que aparentavam não serem portugueses, e sentaram-se por ali para assistir ao mesmo que nós assistíamos. Todos vestiam fato de treino, como se praticassem alguma espécie de desporto.

Perto de mim sentou-se um rapazito loiro, gordito e baixito. Parecido com o Pi do Verão azul, mas loiro. O engraçado é que falava português e respondeu-me que era de Tirana, quando lhe perguntei a origem. Ao que lhe respondi:
- "Tirana na Albânia"
- "Não" – respondeu ele, mas sem me dizer a que Tirana se referia. E riu-se!
- "Então? Tirana onde? Na Macedónia?" - disse eu com ar de gozo.
- "Não" – respondeu ele novamente – "Claro que é na Albânia!".
- "Ok! Eu estive na Croácia há uns anos" – disse eu, dando um daqueles típicos 'foras' de quem tem a mania que conhece.

E a conversa ficou por ali.

Perto de mim também se sentou uma rapariga, mas não falava nenhuma língua que eu entendesse. Mas que se ria quando o rapaz se ria.

quinta-feira, outubro 25, 2007

Desabafo 963241

Às vezes tenho a sensação que ando aqui a perder o meu tempo! Que tudo porque sempre lutei não tem razão de ser e que sou o único, que sozinho, me preocupo com essas causas.

Mas não vou vos chatear com isto… Vou dormir!!!!

quinta-feira, outubro 18, 2007

Muitos dias, muitas horas a...

Há 10 anos, éramos assim:


A esta hora devia de estar a acabar a aguardente e estávamos a combinar ir para o Indústria. Acho que tocava o Mr. Gorgeous (and Miss Curvaceous) dos Smoke City ou o Girls & Boys dos Blur... Mas estavam todos felizes!

Parece que foi ontem, mas como diziam os nossos amigos:
"A pomba e a gazela
Não há como ela,
A Cláudia entregou-se
E o Loló casou-se."

segunda-feira, outubro 15, 2007

Do What You Love: Time is Too Short to do Anything Else...

Steve Jobs

Steve Jobs, CEO of Apple Computer and Pixar Animation Studios, delivered a truly inspirational commencement address to some 5,000 Stanford University graduates. Without further adieu, his message:
"I am honored to be with you today at your commencement from one of the finest universities in the world. I never graduated from college. Truth be told, this is the closest I've ever gotten to a college graduation. Today I want to tell you three stories from my life. That's it. No big deal. Just three stories.


The First Story is About Connecting the Dots.
I dropped out of Reed College after the first 6 months, but then stayed around as a drop-in for another 18 months or so before I really quit. So why did I drop out?
It started before I was born. My biological mother was a young, unwed college graduate student, and she decided to put me up for adoption. She felt very strongly that I should be adopted by college graduates, so everything was all set for me to be adopted at birth by a lawyer and his wife.
Except that when I popped out they decided at the last minute that they really wanted a girl. So my parents, who were on a waiting list, got a call in the middle of the night asking: 'We have an unexpected baby boy; do you want him?' They said: 'Of course.' My biological mother later found out that my mother had never graduated from college and that my father had never graduated from high school. She refused to sign the final adoption papers. She only relented a few months later when my parents promised that I would someday go to college.
And 17 years later I did go to college. But I naively chose a college that was almost as expensive as Stanford, and all of my working-class parents' savings were being spent on my college tuition.
After six months, I couldn't see the value in it. I had no idea what I wanted to do with my life and no idea how college was going to help me figure it out. And here I was spending all of the money my parents had saved their entire life. So I decided to drop out and trust that it would all work out OK. It was pretty scary at the time, but looking back it was one of the best decisions I ever made. The minute I dropped out I could stop taking the required classes that didn't interest me, and begin dropping in on the ones that looked interesting.
It wasn't all romantic. I didn't have a dorm room, so I slept on the floor in friends' rooms, I returned coke bottles for the 5¢ deposits to buy food with, and I would walk the 7 miles across town every Sunday night to get one good meal a week at the Hare Krishna temple. I loved it. And much of what I stumbled into by following my curiosity and intuition turned out to be priceless later on. Let me give you one example:
Reed College at that time offered perhaps the best calligraphy instruction in the country. Throughout the campus every poster, every label on every drawer, was beautifully hand calligraphed.
Because I had dropped out and didn't have to take the normal classes, I decided to take a calligraphy class to learn how to do this. I learned about serif and san serif typefaces, about varying the amount of space between different letter combinations, about what makes great typography great. It was beautiful, historical, artistically subtle in a way that science can't capture, and I found it fascinating.
None of this had even a hope of any practical application in my life. But ten years later, when we were designing the first Macintosh computer, it all came back to me. And we designed it all into the Mac. It was the first computer with beautiful typography. If I had never dropped in on that single course in college, the Mac would have never had multiple typefaces or proportionally spaced fonts. And since Windows just copied the Mac, it's likely that no personal computer would have them.
If I had never dropped out, I would have never dropped in on this calligraphy class, and personal computers might not have the wonderful typography that they do. Of course it was impossible to connect the dots looking forward when I was in college. But it was very, very clear looking backwards ten years later.
Again, you can't connect the dots looking forward; you can only connect them looking backwards. So you have to trust that the dots will somehow connect in your future. You have to trust in something--your gut, destiny, life, karma, whatever. This approach has never let me down, and it has made all the difference in my life.


My Second Story is About Love and Loss.
I was lucky--I found what I loved to do early in life. Woz and I started Apple in my parents' garage when I was 20. We worked hard, and in 10 years Apple had grown from just the two of us in a garage into a $2 billion company with over 4000 employees. We had just released our finest creation--the Macintosh--a year earlier, and I had just turned 30.
And then I got fired.
How can you get fired from a company you started? Well, as Apple grew we hired someone who I thought was very talented to run the company with me, and for the first year or so things went well. But then our visions of the future began to diverge and eventually we had a falling out. When we did, our Board of Directors sided with him. So at 30 I was out. And very publicly out. What had been the focus of my entire adult life was gone, and it was devastating.
I really didn't know what to do for a few months. I felt that I had let the previous generation of entrepreneurs down--that I had dropped the baton as it was being passed to me.
I met with David Packard and Bob Noyce and tried to apologize for screwing up so badly. I was a very public failure, and I even thought about running away from the valley. But something slowly began to dawn on me--I still loved what I did. The turn of events at Apple had not changed that one bit. I had been rejected, but I was still in love. And so I decided to start over.

Fired From Apple
I didn't see it then, but it turned out that getting fired from Apple was the best thing that could have ever happened to me. The heaviness of being successful was replaced by the lightness of being a beginner again, less sure about everything. It freed me to enter one of the most creative periods of my life.
During the next five years, I started a company named NeXT, another company named Pixar, and fell in love with an amazing woman who would become my wife. Pixar went on to create the world's first computer animated feature film, Toy Story, and is now the most successful animation studio in the world. In a remarkable turn of events, Apple bought NeXT, I returned to Apple, and the technology we developed at NeXT is at the heart of Apple's current renaissance. And Laurene and I have a wonderful family together.
I'm pretty sure none of this would have happened if I hadn't been fired from Apple. It was awful-tasting medicine, but I guess the patient needed it.
Sometimes life hits you in the head with a brick. Don't lose faith. I'm convinced that the only thing that kept me going was that I loved what I did. You've got to find what you love. And that is as true for your work as it is for your lovers.
Your work is going to fill a large part of your life, and the only way to be truly satisfied is to do what you believe is great work. And the only way to do great work is to love what you do. If you haven't found it yet, keep looking. Don't settle. As with all matters of the heart, you'll know when you find it. And, like any great relationship, it just gets better and better as the years roll on. So keep looking until you find it. Don't settle.


My Third Story is About Death.
When I was 17, I read a quote that went something like: 'If you live each day as if it was your last, someday you'll most certainly be right.'
It made an impression on me, and since then, for the past 33 years, I have looked in the mirror every morning and asked myself: 'If today were the last day of my life, would I want to do what I am about to do today?' And whenever the answer has been 'No' for too many days in a row, I know I need to change something.
Remembering that I'll be dead soon is the most important tool I've ever encountered to help me make the big choices in life. Because almost everything--all external expectations, all pride, all fear of embarrassment or failure--these things just fall away in the face of death, leaving only what is truly important. Remembering that you are going to die is the best way I know to avoid the trap of thinking you have something to lose. You are already naked. There is no reason not to follow your heart.

Diagnosed With Cancer
About a year ago I was diagnosed with cancer.
I had a scan at 7:30 in the morning, and it clearly showed a tumor on my pancreas. I didn't even know what a pancreas was. The doctors told me this was almost certainly a type of cancer that is incurable, and that I should expect to live no longer than three to six months.
My doctor advised me to go home and get my affairs in order, which is doctor's code for prepare to die. It means to try to tell your kids everything you thought you'd have the next 10 years to tell them in just a few months. It means to make sure everything is buttoned up so that it will be as easy as possible for your family. It means to say your goodbyes.
I lived with that diagnosis all day. Later that evening I had a biopsy, where they stuck an endoscope down my throat, through my stomach and into my intestines, put a needle into my pancreas and got a few cells from the tumor. I was sedated, but my wife, who was there, told me that when they viewed the cells under a microscope the doctors started crying because it turned out to be a very rare form of pancreatic cancer that is curable with surgery.
I had the surgery and I'm fine now.
This was the closest I've been to facing death, and I hope it's the closest I get for a few more decades. Having lived through it, I can now say this to you with a bit more certainty than when death was a useful but purely intellectual concept:
No one wants to die. Even people who want to go to heaven don't want to die to get there. And yet death is the destination we all share. No one has ever escaped it.
And that is as it should be, because Death is very likely the single best invention of Life. It is Life's change agent. It clears out the old to make way for the new. Right now the new is you, but someday not too long from now, you will gradually become the old and be cleared away. Sorry to be so dramatic, but it is quite true.
Your time is limited, so don't waste it living someone else's life. Don't be trapped by dogma--which is living with the results of other people's thinking. Don't let the noise of other's opinions drown out your own inner voice. And most important, have the courage to follow your heart and intuition. They somehow already know what you truly want to become. Everything else is secondary.
When I was young, there was an amazing publication called The Whole Earth Catalog, which was one of the bibles of my generation. It was created by a fellow named Stewart Brand not far from here in Menlo Park, and he brought it to life with his poetic touch.
This was in the late 1960s, before personal computers and desktop publishing, so it was all made with typewriters, scissors, and Polaroid cameras. It was sort of like Google in paperback form, 35 years before Google came along: it was idealistic, and overflowing with neat tools and great notions.
Stewart and his team put out several issues of The Whole Earth Catalog, and then when it had run its course, they put out a final issue.
It was the mid-1970s, and I was your age. On the back cover of their final issue was a photograph of an early morning country road, the kind you might find yourself hitchhiking on if you were so adventurous. Beneath it were the words: 'Stay Hungry. Stay Foolish.' It was their farewell message as they signed off. Stay Hungry. Stay Foolish. And I have always wished that for myself. And now, as you graduate to begin anew, I wish that for you.
Stay Hungry. Stay Foolish.
Thank you all very much."

Se quiserem ver e ouvir, "é muito mais inspirador" (Obrigado João):

domingo, outubro 14, 2007

A minha vida dava um filme do Sergio Leone

Bigodes

Nos anos de um amigo, que fazia mais que 39 e menos que 41 anos, e que em tempos teve a mania que queria ter bigode (andou inclusivamente a ter consultas com o MEC/Dr. Pastilhas). Fomos todos de bigode...

quinta-feira, outubro 11, 2007

segunda-feira, outubro 01, 2007

(Ex)Citação XXVIII

Perguntaram ao Dalai Lama...
"O que mais te surpreende na Humanidade?"
E ele respondeu:
"Os homens... Porque perdem a saúde para juntar dinheiro, depois perdem dinheiro para recuperar a saúde.
E por pensarem ansiosamente no futuro, esquecem do presente de tal forma que acabam por não viver nem o presente nem o futuro. E vivem como se nunca fossem morrer... ...e morrem como se nunca tivessem vivido."